Alcalose e Acidose Metabolica e respiratória
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Alcalose e Acidose Metabolica e respiratória


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Universidade do Sul de Santa Catarina
Franciny Fernandes de Souza
Processos de Acidose e Alcalose
 Tubarão, 11 de setembro de 2018.
Acidose Respiratória
Algumas situações podem fazer com que essa concentração se altere, principalmente questões respiratórias. Quando uma pessoa tem enfisema pulmonar, pneumonia, bronquite ou asma, ela pode passar por momentos em que a respiração é deficiente. Em virtude dessa hipoventilação, a transferência de CO2 para o exterior é reduzida e a sua concentração aumenta no sangue, diminuindo o pH sanguíneo. Se o pH do sangue arterial atingir valores menores que 7,4, desencadeia-se um quadro de acidose. Alguns sintomas são: falta de ar, diminuição ou supressão da respiração e desorientação, o que pode levar a pessoa ao coma. Se o pH ficar abaixo de 6,8, há risco de morte. Outras situações que causam a acidose estão ligadas ao uso de drogas, alterações no sistema nervoso central e lesões no sistema respiratório. 
Esta disfunção é classificada em dois tipos:
Acidose respiratória aguda: na qual o PaCO2 encontra-se acima do limite superior (6,3 kPa ou 47 mm Hg), com acidemia (pH inferior a 7,35). Ocorre em casos de insuficiência súbita da ventilação. A insuficiência ventilatória pode iniciar-se por uma depressão do centro respiratório central, resultante de uma doença cerebral ou uso de drogas, inabilidade de ventilar adequadamente em consequência de uma doença neuromuscular ou obstrução das vias aéreas relacionada à asma ou agravamento da doença pulmonar obstrutiva crônica.
Acidose respiratória crônica: neste caso, o PaCO2 encontra-se acima do limite superior, mas com pH sanguíneo dentro da normalidade (7,35 a 7,45) ou pH próximo ao normal secundário à compensação renal e um bicarbonato sérico elevado (HCO3\u2212 maior do que 30 mm Hg). Este tipo de acidose apresenta diferentes etiologias, como parada cardiopulmonar, pneumotórax, hidrotórax, distensão abdominal aguda, hipertermia maligna e insuficiência cardíaca congestiva.
Tratamento
O tratamento varia de acordo com sua etiologia. Contudo, em todos os casos é necessário melhorar a ventilação-perfusão e o apoio ventilatório, como, por exemplo, por meio da utilização de broncodilatadores e uso de antibióticos. Indivíduos que por algum motivo apresentam funcionamento pulmonar severamente alterado podem necessitar de respiração artificial através de ventilação mecânica.
Alcalose Respiratória
Se uma pessoa respirar muito rapidamente, como em casos de histeria, ansiedade, uso de drogas, exercícios físicos excessivos, overdose pelo uso de aspirina e doenças pulmonares, a concentração de CO2 diminui e o pH do sangue aumenta. Nos casos em que o pH do sangue arterial fica acima de 7,4, temos um quadro de alcalose. O risco de morte com relação à alcalose ocorre se o pH atingir valores acima de 7,8. A alcalose pode acontecer também quando alpinistas, por exemplo, atingem altitudes muito elevadas. Nesses lugares, a pressã atmosférica é menor, e a baixa pressão parcial do oxigênio aumenta a ventilação pulmonar, levando à perda excessiva de CO2.Os principais sintomas da alcalose são: respiração ofegante, entorpecimento, rigidez muscular e convulsões
Alcalose respiratória aguda: níveis elevados de dióxido de carbono são "expirados" pelos pulmões, que estão hiperventilando.
Alcalose respiratória crônica: para cada 10 mM baixados na pCO2 no sangue, existe uma queda correspondente de 5 mM de íon bicarbonato. A queda de 5 mM de íon bicarbonato é uma compensação que reduz o efeito da alcalose causado pela queda da pCO2 no sangue. Isto é conhecido pelo termo compensação metabólica.
Tratamento
 A alcalose respiratória é tratada com a redução da velocidade da respiração como, por exemplo, respiração em saco de papel.  Quando a causa da alcalose é a ansiedade, o esforço consciente de retardar a respiração pode levar ao desaparecimento do quadro. Caso a rápida respiração seja causada por dor, geralmente o alívio da mesma é suficiente para normalizar o ritmo respiratório.
Acidose metabólica 
A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue e fluidos corporais. Essa acidez pode reduzir o pH do sangue, tornando a respiração mais profunda e rápida, uma vez que o corpo está tentando liberar o excesso de ácido no sangue. Além disso, os rins também podem se sobrecarregar, uma vez que precisam excretar uma quantidade maior de ácido na urina.
Existem vários tipos de acidose metabólica: 
Cetoacidose diabética
A cetoacidose diabética acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente diabético encontram-se muito altos. A insulina é responsável por fazer com que a glicose que está na corrente sanguínea entre nas células do nosso corpo e gere energia. Quando há falta de insulina, duas situações simultâneas ocorrem: o nível de açúcar no sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia. Para evitar que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de gordura para gerar energia. Só que nesse processo em que o corpo usa a gordura como energia, formam-se as cetonas. Níveis elevados de corpos cetônicos podem envenenar o corpo.
Acidose láctica
Quando as células do corpo não tem oxigênio suficiente para uso, é produzido o ácido lático. Este ácido pode acumular-se no sangue, causando a acidose láctica. Pode acontecer quando você está se exercitando intensamente. Gota, hipertensão, insuficiência cardíaca e infecção generalizada também podem causar esse acúmulo.
Acidose tubular renal
Pessoas com doenças renais pode ter dificuldade para filtrar as toxinas naturalmente presentes no sangue, que deveriam ser eliminadas pela urina. Isso causa um acúmulo de toxinas no sangue, levando a acidose metabólica. Pessoas com alguns distúrbios do sistema imunológico e genéticos podem ter os rins danificados, ficando mais suscetíveis ao problema.
Acidose hiperclorêmica
Diarreia grave, abuso de laxantes e problemas renais podem causar baixos níveis de bicarbonato, a substância que ajuda a neutralizar os ácidos no sangue. Esse desequilíbrio pode, portanto, causar acidose metabólica.
Causas
A quantidade de ácido no organismo pode aumentar devido à ingestão de substâncias ácidas ou que se transformam em ácido quando digeridas. Os exemplos incluem metanol e os anticoagulantes, principalmente etilenoglicol. Contudo, mesmo uma sobredose de ácido acetilsalicílico pode provocar acidose metabólica.
Em segundo lugar, o corpo pode produzir quantidades crescentes de ácido através do metabolismo, principalmente quando associada a doenças metabólicas, como o diabetes. Por fim, a acidose metabólica pode ser consequência da incapacidade dos rins em excretarem a quantidade suficiente de ácido, ainda que o corpo não esteja produzindo em excesso.
As seguintes condições podem aumentar o risco de acidose metabólica:
Exercitar-se severamente ou por muito tempo
Insuficiência hepática
Baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia)
Choque, insuficiência cardíaca, anemia ou outras doenças que diminuam o fluxo de oxigênio do sangue
Doença renal
Intoxicação por ácido acetilsalicílico, etilenoglicol ou metanol
Desidratação
Ingestão de álcool
Câncer.
Sintomas de Acidose metabólica
Um indivíduo com acidose metabólica leve pode não apresentar sintomas, embora em a respiração fique mais profunda ou ligeiramente mais rápida. Conforme o quadro se agrava, a pessoa começa a sentir-se extremamente fraca e sonolenta. Outros sintomas incluem:
Batimento cardíaco acelerado
Dor de cabeça
Confusão mental
Fraqueza e cansaço
Náusea e vômito
Hálito frutado pode ser sintoma de cetoacidose diabética.
Os seguintes exames podem ser pedidos para diagnóstico acidose metabólica, bem como seu tipo:
Hiato aniônio: teste que mede o equilíbrio químico no sangue. Ele compara os números de partículas carregadas positivamente e negativamente, incluindo sódio, cloreto e bicarbonato. Certos tipos de acidose