DIREITO CIVIL VII (COISAS)
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DIREITO CIVIL VII (COISAS)


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DIREITO CIVIL VII (Coisas) 
 
 
 7º PERÍODO NOTURNO 
DO DIREITO DAS COISAS 
- Complexo de normas jurídicas que estuda a relação do ser humano com os bens 
suscetíveis com propriedade. 
- Mais correto: Direito SOBRE as Coisas. 
Sempre uma obrigação envolve um bem!! 
 
- Direito das Obrigações: 
Vinculo de direito que se estabelece entre duas pessoas (Sujeito ativo e Sujeito 
passivo) e constrange uma pessoa a fazer, dar, ou não fazer; 
Porém nesta relação (obrigações) o bem é secundário. 
 
 Bem 
 
 
 
 Sujeito Ativo Sujeito Passivo 
 
 
 
- Direito das Coisas: 
 
Sujeito Passivo 
 
 
 Bem Sujeito Titular 
 
- Maior direito subjetivo = Propriedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIREITO CIVIL VII (Coisas) 
 
 
 7º PERÍODO NOTURNO 
- CARACTERÍSTICAS DO DIREITO DAS COISAS: 
 
 
a) EFICÁCIA ERGA OMNES: 
A relação jurídica pode ser oposta contra todos; 
 
b) DIREITO DE SEQUELA: 
Direito que o titular detém de seguir a coisa aonde quer que ela vá; 
É enunciado por dois Princípios: 
 
- Princípio da Aderência: princípio positivo (legal); o bem está grudado ao seu 
titular; a sua disposição. 
 
- Princípio da Ambulatoriedade: tudo que recai sobre o bem (ônus e bônus), é 
responsabilidade do titular. (Ex.: pagar IPVA); 
 
Obrigações propter rem = próprias da coisa. 
 \u221fLiga o Direito das Coisas com o Direito das Obrigações. 
Ex.: Ganhar um carro, porém não usá-lo por não possuir CNH. Mesmo assim 
deve pagar o IPVA. Pois é o titular (dono) da coisa. 
 
 
Qual é o princípio de direito das coisas que enuncia as obrigações propter rem? 
R: Princípio da Ambulatoriedade, decorrente do Direito de Sequela. 
 
 
EVICTOR = direito de sequela (Seguir o bem); erga omnes (exclui qualquer pessoa da 
relação); 
 
 
 
 
 
DIREITO CIVIL VII (Coisas) 
 
 
 7º PERÍODO NOTURNO 
C) TAXATIVIDADE: 
Numerus clausus; rol exaustivo, criado somente por Lei Federal! (Artigo 22, I CF). 
Existem somente 13 figuras: 
 
Art. 1.196. Posse; \uf0e0 Não é direito real; é uma coisa sui genere. 
 
Art. 1.225. São direitos reais: 
I \u2013 a propriedade; 
II \u2013 a superfície; 
III \u2013 as servidões; 
IV \u2013 o usufruto; 
V \u2013 o uso; 
VI \u2013 a habitação; 
VII \u2013 o direito do promitente comprador do imóvel; 
VIII \u2013 o penhor; 
IX \u2013 a hipoteca; 
X \u2013 a anticrese; 
XI \u2013 a concessão de uso especial para fins de moradia; 
XII \u2013 a concessão de direito real de uso. 
 
D) PRESCRIÇÃO AQUISITIVA: 
 
Prescrição Extintiva = perda da força da realização de um direito pelo decurso do tempo. 
 
 
DIREITO DAS COISAS = NÃO CONHECE A PRESCRIÇÃO EXTINTIVA!! 
 
Pois na propriedade não há obrigatoriedade do exercício do direito de propriedade. 
 
Art. 1.228. O proprietário tem a FACULDADE de usar, 
gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de 
quem quer que injustamente a possua ou detenha. 
 
 
No direito das coisas = decurso do tempo na posse = faz você ganhar direito 
(propriedade) e não perdê-lo. 
 
PRESCRIÇÃO AQUISITIVA = USUCAPIÃO. 
 
Não é somente aquisição de propriedade; Ex.: servidões. 
 
Uma pessoa que possui como seu um determinado bem de outra pessoa, por um 
determinado tempo, pode pedir ao juízo que declare adquirida a propriedade. 
 
 
 
DIREITO CIVIL VII (Coisas) 
 
 
 7º PERÍODO NOTURNO 
E) ABANDONO: 
 
Perda dos direitos reais, e também da posse, que é única do direito das coisas. Pois 
nesta relação há somente uma vontade (do titular). 
 
Ato de vontade do titular do direito caracterizado unicamente pela disponibilização 
material do objeto. 
 
 Ex.: sofá colocado na rua, sem falar nada. 
 
Obs.: Direito das Obrigações não reconhece o Abandono, pois existem dois polos 
formados por pessoas, possuindo pelo menos duas vontades jurídicas relevantes, 
atuando na relação jurídica. 
 
- Fundamento Jurídico = Artigo 1.275, III CC: 
 
Art. 1.275. Além das causas consideradas neste Código, perde-se a 
propriedade: 
III \u2013 por abandono; 
 
 
Todos os bens devem possuir dono. Exceto: 
 
A) res nullius: coisa que nunca teve dono; ou que não se consegue definir quem é 
o dono. 
 
Ex.: meteoro que caiu na terra com diamantes. 
 
B) res derelictae: coisa abandonada; temporariamente sem dono; 
 
 
Coisa perdida x Coisa Abandonada 
 
Coisa perdida: deve devolver ao dono; 
 
Art. 1.233. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restitui\u2011la ao dono 
ou legítimo possuidor. 
Parágrafo único. Não o conhecendo, o descobridor fará por encontra\u2011lo, e, se 
não o encontrar, entregará a coisa achada à autoridade competente. 
 
Renúncia x Abandono: 
 
- Renúncia: ato formal e expresso de perda da propriedade; 
 
Art. 1.275. Além das causas consideradas neste Código, perde\u2011se a 
propriedade: 
II \u2013 pela renúncia; 
 
Pode ser forma de perda de todos os direitos (não somente os reais), pois é algo 
expresso; 
 
Ex.: sofá colocado na rua, com aviso do titular dizendo que não quer mais o bem. 
DIREITO CIVIL VII (Coisas) 
 
 
 7º PERÍODO NOTURNO 
F) EXCLUSIVIDADE: 
 
Não existem dois ou mais direitos reais sobre a coisa incidente (sobre a coisa própria / 
alheia), sobre o mesmo bem, ao mesmo tempo. Porém se existir, não terão a mesma 
natureza jurídica ou a mesma extensão. 
 
 
 
NATUREZA JURÍDICA: 
Artigo 1.196. Posse; 
 
Art. 1.225. São direitos reais: 
 
I \u2013 a propriedade; 
-------------------------------------------------------------------- 
II \u2013 a superfície; 
III \u2013 as servidões; 
IV \u2013 o usufruto; 
V \u2013 o uso; 
VI \u2013 a habitação; 
VII \u2013 o direito do promitente comprador do imóvel; 
VIII \u2013 o penhor; 
IX \u2013 a hipoteca; 
X \u2013 a anticrese; 
XI \u2013 a concessão de uso especial para fins de moradia; 
XII \u2013 a concessão de direito real de uso. 
 
 
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de 
reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. 
 
\uf0b7 Usar e fruir: 
II \u2013 a superfície; 
III \u2013 as servidões; 
IV \u2013 o usufruto; 
V \u2013 o uso; 
VI \u2013 a habitação; 
XI \u2013 a concessão de uso especial para fins de moradia; 
XII \u2013 a concessão de direito real de uso. 
 
\u221f Direito real do usufruto: 
Transfere para uma pessoa os poderes de usar ou fruir de um bem de outra pessoa; Tira do 
proprietário o que há de bom da propriedade (usar/fruir \u2013 domínio útil); 
 
Ex.: Morar em apartamento; 
 Usar/fruir = alugar; 
\uf0b7 Dispor: 
VIII \u2013 o penhor; 
IX \u2013 a hipoteca; 
X \u2013 a anticrese; 
 
Direitos reais, 
sobre coisa 
alheia. 
Direito real sobre coisa própria (ius in re) 
 
DIREITO CIVIL VII (Coisas) 
 
 
 7º PERÍODO NOTURNO 
\uf0b7 Reivindicar: 
VII \u2013 o direito do promitente comprador do imóvel; 
 
 
 
EXTENSÃO: 
 
\uf0b7 Condomínio: 
 
Domínio concomitante; 
Domínio = Propriedade. 
 
Caracteriza-se por a propriedade de mais de uma pessoa sobre o mesmo bem ao 
mesmo tempo; 
 
 
- Ex.: Mais de um proprietário: (2) 
100% de propriedade sobre 100% do bem. 
Porém os proprietários fracionam o total em tantos quanto forem (2 = 50% para cada 
um) \u2013 fração ideal. 
 
 
 
 
G) AÇÃO REAL: 
 
Real = res (coisa); 
 
Os direitos reais e a posse = procedimentos especiais do CPC; 
 
 
- Características das Ações Reais: 
 
i. Fungibilidade: 
 
Substituíveis por outro bem do mesmo gênero, qualidade, quantidade; 
 
Não importa muito o nome, ou a forma da ação, o que importa é o direito a ser 
tutelado. 
 
- Artigo 920 CPC: ações possessórias; 
 
Art. 920. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não 
obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal 
correspondente àquela, cujos requisitos