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TEORIA DA RELAÇÃO JURÍDICA II  - 2º B - Prof. Rainer

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conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferes, ou transmitem; II- contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; III- os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados. SS2º Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do n.j simulado.” - antecedentes podem ser alegadas por qualquer interessado.
A questão precisa chegar ao poder judiciário. Mundo dos fatos ------ mundo jurídico
Alargamento das possibilidades de reconhecimento.
Qualquer pessoa pode alegar uma nulidade
O m.p pode alegar uma nulidade nas ações nas quais deve intervir.
O juiz pode reconhecer uma nulidade de ofício 
As nulidades são insupríveis. Nem o juiz pode retificar/consertar uma nulidade
O reconhecimento judicial de uma nulidade tem sempre efeito “ex tunc” (retroativo)
Art. 169: “O n.j nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo.”
 O nulo não é suscetível de confirmação pelas partes. Nem convalesce com o decorrer do tempo.
A passagem do tempo não conserta/sana uma nulidade.
As nulidades são imprescritíveis (não há prezo para alegá-las) 
Problema prático: insegurança nas relações sociais.
Solução: a declaração da nulidade em si, não prescreve, mas os feitos econômicos que se quer extrair da nulidade, estes prescrevem/indenização (3 anos). Devolução do bem (usucapião)
Art. 170: “Se, porém, p n.j nulo contiver os requisitos de outro, subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido, se houvessem previsto a nulidade.” 
Conversão substancial do n.j nulo.
Não é confirmação do nulo. A possibilidade de enxergar no n.j nulo, algo de aproveitável na manifestação de vontade.
-Compra e venda nula por defeito de forma – compreender como um compromisso de compra e venda (pré-contrato)
-Hipoteca nula por defeito de forma – compreender como uma confissão de dívida
-Doação de um bem indisponível
-Observação final: conceitualmente: o nulo não pode produzir efeitos.
-Situações excepcionais: admite-se o nulo produzindo algum efeito. Contradição com o conceito.
Art. 1561: “Embora anulável ou mesmo nulo, se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, o casamento, em relação a estes como aos filhos, produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória”
Casamento potestativo: é nulo ou anulável em que um dos cônjuges ou ambos, estão de boa-fé. Em relação ao cônjuge de boa-fé, o casamento produz efeitos.
CLT – Art. 403: “É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos. P.ú. O trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a freqüência à escola.” – 16 anos para trabalho. Contrato nulo, Pagamento é devido.
Anulabilidades: sanção invalidante menos grave.
O n.j meramente anulável viola norma jurídica que regula interesses privados
Art. 171: “Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o n.j: I- por incapacidade relativa do agente; II- por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.”
Alem dos casos expressamente previstos em lei, são anuláveis: I- por incapacidade relativa (art. 496: “É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido.”art. 550: “A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice pode ser anulada pelo outro cônjuge, ou por seus herdeiros necessários, até dois anos depois de dissolvida a sociedade conjugal.”art. 1649: “A falta de autorização, não suprida pelo juiz, quando necessária, tornará anulável o ato praticado, podendo o outro conjuge pleitear-se a anulação, até dois anos depois de terminada a sociedade conjugal.”) sem a devida assistência legal. II- por erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão e fraude contra credores.
Art. 177: “A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício, só os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade.”
A anulabilidade não tem efeitos antes de ser pronunciada por sentença 
Ao os interessados podem alegá-la. Interessados: quem são os recompensados. Relativamente incapaz (assistente legal). Vítima de vício de vontade, os credores quirografários.
O n.j meramente anulável, nasce produzindo efeitos. O juiz não pode agir de ofício.
A anulabilidade aproveita a quem a alega, e não aos demais envolvidos, salvo solidariedade/indivisibilidade.
A anulação judicial de um n.j, a princípio, teria efeitos “ex tunc” (dali pra frente)
Problema: qual é o interesse prático perseguido por quem propõe uma ação anulatória?
Art. 182: “Anulado o n.j, restituir-se-ão as partes ao estado em que antes dele se achavam, e, não sendo possível restituí-las, serão indenizadas com o equivalente.” – anulado o n.j as partes retornam ao “status quo ante” / anulabilidades efeitos “ex tunc”
Classificação das ações: processo civil
Ação declaratória de nulidade: os efeitos sempre são “ex tunc”
Ação anulatória: natureza desconstitutiva/constitutivo negativa. Sentença que desconstitui o n.j. A princípio os efeitos seriam “ex nunc”.
Prazos da ação anulatória: prazos decadenciais. Exercício de direito potestativo.
Art. 178: “É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do n.j, contado: I- no caso de coação, do dia em que ela cessar; II- no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se realizou o n.j; III- no de atos de incapazes, do dia em que cessar a incapacidade.” 
Termo inicial: I- no caso de coação, a partir de quando ela cessa. II- nos casos de erro, dolo, estado de perigo, lesão e fraude contra credores, a partir da celebração do n.j. III- no caso de incapacidade, a partir de quando a incapacidade cessa.
Art. 179: “Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação,será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato.” Prazo supletivo de 2 anos. Prazo supletivo: só se aplica se a lei não prever outro.
Art. 496: “É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido.” Art. 117: “Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o n.j que o representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. P.ú. para este efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos.”
Perda do praz da ação anulatória, convalescimento legal do n.j/confirmação legal.
Confirmação do n.j anulável - arts. 172 a 176:
Art. 172: “O n.j anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro.”
“Pelas partes...” Não é repete a sua celebração. A parte que poderia pleitear a anulação do n.j, ao invés disso, o confirma.
Ato da confirmação: o n.j unilateral não receptício
1- confirmação expressa: art. 173: “O ato de confirmação deve conter a substancia do negócio celebrado e a vontade expressa de mante-lo.”
Referencia ao n.j que se está confirmado. Vontade expressa de mantê-lo
Ato de confirmação- mesma forma? Alguns acham que sim, outros não.
Variação: art. 176: “Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro, será validado se este a der posteriormente.” – autorização tardia
2- confirmação tácita: art. 174: “É escusada a confirmação expressa, quando o negócio já foi cumprido em parte pelo devedor, ciente do vício que o inquinava.” Cumprimento/início do cumprimento voluntário do n.j que se poderia anular. Comportamento anulatório (atenção nos casos de erro, dolo e coação)
Art. 175: “A confirmação expressa, ou a execução voluntária de negócio anulável, nos termos dos arts. 172 a 174, importa a extinção de todas as ações, ou exceções,