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Resumo genética de populações

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si, as espécies que se encontram em cada um deles são mais 
intimamente relacionadas com espécies que ocupam outros hábitats próximos do que com 
espécies que ocupam o mesmo hábitat em outros reinos. Frequentemente, contudo, hábitats 
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correspondentes apresentam espécies que são, por convergência, semelhantes em suas 
adaptações.
Diz-se que têm distribuição disjunta os táxons que ocorrem em localidades largamente 
separadas.
Uma explicação possível da distribuição de um táxon é a de que o grupo deve sua 
presença na área atual a uma dispersão a partir da região na qual a linhagem evoluiu 
originalmente.
A vicariância pode ser causada pela extinção de populações intermediárias ou pela 
divisão de um bloco de terra ou de um corpo d'água em dois, de sorte que os membros de uma 
biota de distribuição contínua tornam-se separados e passam a evoluir independentemente. 
Sabe-se que tanto a dispersão como a vicariância têm ocorrido.
Dispersão
A capacidade de dispersão por grandes distâncias varia muito de grupo para grupo.
Frequentemente, a distribuição de táxons corresponde às suas capacidades de 
dispersão. Os morcegos, por exemplo, são os únicos mamíferos nativos do Hawaii e da Nova 
Zelândia; em contraste, rãs e salamandras, incapazes de sobreviver em água salgada, estão 
ausentes da maioria das ilhas oceânicas. Contudo, a capacidade de dispersão é apenas um de 
muitos fatores que influenciam a probabilidade da fundação de novas populações. Mesmo que 
os indivíduos que se dispersam possam sobreviver no lugar onde chegaram, podem não 
encontrar parceiros.
Vicariância
Uma distribuição disjunta pode surgir pela extinção de populações intermediárias, 
possivelmente por alterações no ambiente. Por exemplo, durante os períodos glaciais do 
Pleistoceno, espécies boreais adaptadas ao frio distribuíam-se em latitudes e altitudes mais 
baixas do que atualmente e espécies norte-americanas adaptados a temperaturas mais altas 
ficaram restritas a REFÚGIOS nas partes mais meridionais dos Estados Unidos. Com o recuo 
das geleiras, a distribuição das espécies adaptadas ao frio ficou limitada ao norte da América 
do Norte e, mais para o sul, ao topo das montanhas. 
O movimento, pela tectônica de placas, de massas de terra foi imensamente 
importante, mas obviamente só pode explicar a distribuição de táxons que já existiam lá 
quando teve lugar a separação das massas continentais.
Indicações utilizadas na biogeografia histórica: Paleontologia
A melhor indicação para explicar a distribuição de um grupo é, de longe, um bom 
registro dos fósseis. Frequentemente, é decisivo para determinar-se quando um grupo surgiu 
e, consequentemente, se poderia ou não ter sido fragmentado pela tectônica de placas. A 
distribuição antiga de um grupo muitas vezes esclarece se a distribuição atual deve-se à 
dispersão ou à vicariância.
Em contraste, o registro dos fósseis de muitos grupos mais velhos indicam que a 
tectônica de placas pode explicar sua distribuição atual.
Na ausência de um registro de fósseis, a história da distribuição atual de um grupo 
pode inferir-se , em muitos casos, porém nem sempre, a partir de uma análise filogenética.
Muitas vezes é possível inferir que um grupo originou-se numa área e dispersou-se 
para outra se uma filogenia exata do grupo foi determinada pela cladística ou por métodos 
semelhantes. Se membros de diversos ramos da filogenia ocorrerem na área A e se as espécies 
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da área B foram o grupo irmão de um dos táxons da área A, provavelmente A é a área de 
origem.
Em cada continente americano, portanto, a fauna de mamíferos inclui grupos 
autóctones – os que evoluíram no local – e grupos alóctones, que entraram por dispersão.
Inferindo vicariância a partir de relações filogenéticas
A “biogeografia da vicariância” desenvolveu-se recentemente como um dos principais 
campos de trabalho da escola cladística de sistemática. É seu princípio central a idéia que se 
um região habitada por um táxon que a ocupa amplamente sofrer uma fragmentação sucessiva 
em áreas habitáveis separadas, as relações cladísticas entre os membros do táxon devem 
espelhar a história da fragmentação.
Os biogeógrafos da vicariância argumentam que um traçado generalizado, isto é, uma 
distribuição mais ou menos congruente de muitos táxons, só pode ser produzido por 
vicariância. Afirmam que apenas a dispersão não levaria a tal congruência, porque eventos 
raros de dispersão a longa distância em táxons com capacidades muito diferentes de dispersão 
dificilmente resultariam num padrão correlacionado.
A história e a composição de biotas regionais
Como as discussões precedentes devem ter deixado claro, a composição taxonômica 
da biota de qualquer região é influenciada tanto pela história antiga como pela mais recente.
Estão as comunidades em equilíbrio?
Uma linha de indicações de que as comunidades se aproximam de uma estrutura 
previsível de equilíbrio é que o número de espécies apresenta com frequência forte correlação 
com a área, seja de ilhas pertencentes a um arquipélago, seja de regiões de um continente.
De acordo com a teoria da biogeografia insular, o número de equilíbrio de espécies 
aumentaria se a taxa de imigração aumentasse ou a de extinção declinasse em consequência 
de mudanças no ambiente físico. Esta teoria, portanto, prevê um equilíbrio não interativo de 
espécies.
Por diversos motivos, a maioria das comunidades, provavelmente, está aberta para 
receber mais espécies do que as que possuem atualmente.
RESUMO: A inferência filogenética e o registro dos fósseis podem ser usados para a 
determinação dos processos históricos responsáveis pelas distribuições geográficas dos 
táxons. Tanto a dispersão como a vicariância, a disjunção de populações pela tectônica de 
placas ou pela extinção de populações intermediárias, influenciaram a distribuição das 
espécies. A biota de qualquer região frequentemente tem uma história complexa de 
diversificação endêmica, vicariância e invasão de diferentes grupos de uma ou mais regiões e 
em diferentes tempos no passado. A variação geográfica na diversidade de espécies foi 
influenciada por todos esses processos e tem, assim, um compontente histórico, mas 
provavelmente o é também pelos fatores ecológicos que agem no presente. Há alguma 
indicações de que as comunidades de ambientes instáveis possam ser o local de origem de 
novos táxons dominantes.
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CLASSIFICAÇÃO DOS PRIMATAS
O homem tem características dos macacos do velho mundo, portanto surgiu na África.
(1) Características relevantes dos primatas: mãos e pés preênsis, visão desenvolvida.
(2) Diferenças entre homens modernos e outras espécies de Hominoidea: estrutura da 
coluna vertebral, pelve, esqueleto da perna e pé associado com bipedalismo, polegar 
oponível bem desenvolvido e outras diferenças nas mãos e no braço.
(3) Australopithecus afarensis: entre 3,58 e 3 mi de anos.
(4) Homo habilis (ergaster)
(5) Migração da África ----- para Europa........ Ásia: razões: 1. Falta de alimento; 2. 
Explosão populacional da mosca Tsé tsé.
(6) Evolução cultural x Evolução biológica: A evolução cultural pode ocorrer de dois 
modos: pelo aprendizado (transmissão dos mais velhos para mais jovens) e por 
frequências gênicas (não há alteração). A evolução biológica ocorre mais lentamente 
do que a cultural.
(7) Fator dominante na evolução humana: Flexibilidade do comportamento e a capacidade 
de aprender e transmitir cultura. O homem muda o ambiente ao seu favor, afetando a 
seleção natural.
Classificação
(Obs.: desenhar cladogramas da classificação atual)
Subordem Anthropoidea Nariz Narinas

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