Hermenêutica jurídica Em Crise - Lenio Streck
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Hermenêutica jurídica Em Crise - Lenio Streck


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Sumário
Sumário
Ficha	catalográfica
Créditos
Agradecimentos
Epígrafe
Prefácio
Apresentação
Nota
Notas	introdutórias:	mais	de	uma	década	de	Hermenêutica	e(m)	Crise
Notas
1.	A	Modernidade	tardia	no	Brasil:	o	papel	do	Direito	e	as	promessas	da	modernidade	\u2013	da	necessidade	de	uma	crítica
da	razão	ínica	no	Brasil	e	o	binômio	\u201cestamentos-patrimonialismo\u201d
Notas
2.	O	Estado	Democrático	de	Direito	e	a	(dis)funcionalidade	do	Direito
2.1.	Da	interindividualidade	à	transindividualidade	\u2013	a	transição	de	modelos	de	Direito
2.2.	\u201cO	Direito	importa	e	por	isso	é	que	nos	incomodamos	com	essa	história\u201d
2.3.	Elementos	para	um	debate	acerca	do	papel	do	Direito	e	dos	Tribunais	no	Estado	Democrático	de	Direito
2.4.	A	Constituição	e	o	constituir	da	sociedade:	a	superação	da	crise	de	paradigmas	como	condição	de	possibilidade
Notas
3.	A	não	recepção	da	viragem	ontológico-linguística	pelo	modelo	interpretativo	(ainda)	dominante	em	terrae	brasilis
3.1.	A	crise	de	paradigma	(de	dupla	face)	e	o	senso	comum	teórico	dos	juristas	como	horizonte	de	sentido	da	dogmática
jurídica
Notas
4.	Dogmática	e	ensino	jurídico:	o	dito	e	o	não	dito	do	senso	comum	teórico	\u2013	o	universo	do	silêncio	(eloquente)	do
imaginário	dos	juristas
Notas
5.	A	fetichização	do	discurso	e	o	discurso	da	fetichização:	a	dogmática	jurídica,	o	discurso	jurídico	e	a	interpretação	da
lei
5.1.	A	fetichização	do	discurso	jurídico	e	os	obstáculos	à	realização	dos	direitos:	uma	censura	significativa
5.2.	O	processo	de	(re)produção	do	sentido	jurídico	e	a	busca	do	\u201csignificante	primeiro\u201d	ou	de	como	a	dogmática	jurídica
ainda	não	superou	os	paradigmas	que	se	sustentam	no	esquema	sujeito-objeto
5.3.	O	sentido	da	interpretação	e	a	interpretação	do	sentido	ou	de	como	a	dogmática	jurídica	(continua)	interpreta(ndo)	a
lei:	no	centro	do	debate,	a	história	do	positivismo	jurídico	e	as	tentativas	de	sua	superação	\u2013	do	exegetismo	(e
pandectismo)	à	jurisprudência	dos	valores	(isto	é,	da	\u201crazão\u201d	à	\u201cvontade\u201d)
5.3.1.	Sobre	(alguns)	mal-entendidos	acerca	do	positivismo
5.3.2.	Voluntas	legis	versus	voluntas	legislatoris:	uma	discussão	ultrapassada
5.3.2.1.	Subjetivismo	e	objetivismo	e	o	problema	dos	paradigmas	filosóficos
5.3.2.1.1.	Objetivismo	e	subjetivismo	na	perspectiva	epistêmica	de	Ferraz	Jr.
5.3.2.1.2.	O	que	são	paradigmas	filosóficos?	De	que	modo	eles	condicionam	a	interpretação?
5.3.2.2.	O	dilema	Objetivismo	v.s.	Subjetivismo	no	âmbito	(hermenêutico)	da	aplicação	do	direito:	o	problema	dos
\u201ccruzamentos	fundacionais\u201d
5.3.2.3.	Objetivismo	e	Subjetivismo	\u2013	voluntas	legis	v.s.	voluntas	legislatoris	e	o	senso	comum	teórico	dos	juristas
5.3.3.	As	lacunas	(hermenêuticas)	do	Direito
5.3.4.	As	técnicas	de	interpretação:	a	hermenêutica	normativa	bettiana	e	a	preocupação	na	fixação	de	regras
interpretativas.	O	método	em	debate
5.3.5.	Os	princípios	constitucionais	e	a	superação	dos	princípios	gerais	do	Direito	\u2013	o	problema	do	pamprincipiologismo
Notas
6.	A	filosofia	e	a	linguagem	ou	de	como	tudo	começou	com	\u201co	Crátilo\u201d
6.1.	A	primeira	filosofia	de	Aristóteles:	o	nascimento	da	metafísica	e	o	surgimento	de	seu	maior	adversário
6.2.	O	longo	caminho	até	o	século	XX	\u2013	a	continuidade	da	tradição	metafísica	e	as	reações	à	busca	da	essência	e	da	coisa	em
si
6.3.	O	grande	acontecimento	ruptural:	o	surgimento	do	sujeito	\u2013	a	modernidade	e	seu	legado
Notas
7.	Hamann-Herder-Humboldt	e	o	\u201cprimeiro\u201d	giro	linguístico	\u2013	as	fontes	gadamerianas	do	século	XIX	e	a	linguagem
como	abertura	e	acesso	ao	mundo
Notas
8.	Saussure	e	o	(re)nascimento	da	linguística.	Peirce	e	seu	projeto	semiótico	\u2013	primeiridade	secundidade	e	terceiridade.
Os	caminhos	para	a	invasão	da	filosofia	pela	linguagem.	Rumo	à	linguagem	como	abertura	do	mundo.
8.1.	O	projeto	semiológico	de	Saussure
8.2.	O	projeto	semiótico-pragmático	de	Charles	S.	Peirce
8.3.	A	Semiótica	jurídica
Notas
9.	A	viragem	linguística	da	filosofia	e	o	rompimento	com	a	metafísica	ou	de	como	a	linguagem	não	é	uma	terceira	coisa
que	se	interpõe	entre	o	sujeito	e	o	objeto
9.1.	A	constituição	de	uma	razão	linguística	como	condição	de	possibilidade	para	o	rompimento	com	a	filosofia	da
consciência
9.2.	A	generalização	do	\u201cgiro\u201d:	em	busca	de	superação	dos	Eingenschaften	(atributos)	dos	paradigmas	anteriores
Notas
10.	A	interpretação	do	Direito	no	interior	da	viragem	linguística	(lato	sensu)
10.1.	A	hermenêutica	como	uma	\u201cquestão	moderna\u201d
10.2.	A	hermenêutica	e	seus	três	estágios:	técnica	especial	para	interpretação;	teoria	geral	da	interpretação	e	hermenêutica
fundamental
10.2.1.	Hermenêutica	especial
10.2.2.	Teoria	geral	da	interpretação
10.2.3.	Hermenêutica	fundamental
10.3.	A	hermenêutica	jurídica	diante	dessa	intrincada	tessitura
10.4.	A	hermenêutica	filosófica:	abrindo	caminho	para	uma	hermenêutica	jurídica	crítica
10.4.1.	Da	filosofia	hermenêutica	(Heidegger)	à	hermenêutica	filosófica	(Gadamer)
10.4.2.	A	hermenêutica	jurídica	gadameriana:	a	tarefa	criativa	e	produtiva	do	Direito
10.5.	A	diferença	(ontológica)	entre	\u201ctexto	e	norma\u201d	e	\u201cvigência	e	validade\u201d:	a	ruptura	com	a	tradição	(metafísica)	da
dogmática	jurídica	\u2013	o	necessário	combate	ao	solipsismo
10.5.1.	Hermenêutica	versus	crítica:	uma	questão	secundária
10.5.2.	A	hermenêutica	jurídico-filosófica,	e	o	rompimento	hermenêutico	com	os	\u201dconceitos-em-si-mesmos-das-normas\u201d	e
o	crime	de	\u201cporte	ilegal	da	fala\u201d
10.5.3.	A	hermenêutica	e	o	combate	ao	solipsismo
Notas
11.	Hermenêutica	jurídica	e(m)	crise:	caminhando	na	direção	de	novos	paradigmas
11.1.	A	modernidade,	seu	legado	e	seu	resgate
11.2.	O	labor	dogmático:	uma	(nova)	forma	de	divisão	do	trabalho?
11.3.	Dogmática	e	Hermenêutica:	a	tarefa	da	(razão)	crítica	do	Direito
11.4.	Hermenêutica	jurídica	e	a	relevância	do	horizonte	de	sentido	proporcionado	pela	Constituição	e	sua	principiologia
11.5.	A	proposição	da	nova	postura	hermenêutica:	um	modo-de-ser	(condição	de	possibilidade)	para	a	exploração
hermenêutica	da	construção	jurídica
Notas
12.	O	abrir	de	uma	clareira	e	a	busca	do	acontecer	do	Direito:	a	hermenêutica	e	a	resistência	constitucional	\u2013	um
(necessário)	posfácio
12.1.	A	abertura	para	a	claridade
12.2.	A	busca	do	acontecimento	(Ereignis)	do	Direito
12.3.	A	necessária	ruptura	com	a	tradição	inautêntica
12.4.	Como	enfrentar	a	crise?	O	\u201cestranho\u201d	representado	pela	Constituição
12.5.	Pode	o	novo	(o	estranho)	triunfar?	A	tarefa	do	des-vela-	mento	hermenêutico
12.6.	O	caráter	não	relativista	da	hermenêutica
12.7.	A	surgência	constitucionalizante:	o-vir-à-presença-do-fenômeno-do-Direito
Notas
Pós-posfácio	\u2013	A	resistência	do	positivismo	\u2013	ainda	o	problema	da	discricionariedade	interpretativa
I.	Uma	advertência	necessária:	a	necessidade	da	preservação	da	Constituição.	A	democracia	como	condição	de
possibilidade.
II.	O	velho	e	o	novo	na	hermenêutica:	o	problema	da	efetividade	da	Constituição	em	um	país	de	modernidade	tardia
III.	Hermenêutica	e	democracia:	discricionariedades	interpretativas,	suas	decorrências	e	consequências.	De	como	o
problema	é	paradigmático
IV.	O	necessário	repto	à	discricionariedade	e	aos	decisionismos.	De	como	as	súmulas	não	devem	ser	entendidas	como	um
\u201cmal	em	si\u201d.
V.	A	resposta	correta	(adequada	à	Constituição)	como	direito	fundamental	do	cidadão
VI.	Fazendo	justiça	a	Dworkin	e	Gadamer.	De	como	o	juiz	Hércules	não	é	subjetivista	(solipsista).	As	razões	pelas	quais
\u201cnão	se	pode	dizer	qualquer	coisa	sobre	qualquer	coisa\u201d
Notas
Bibliografia
Lenio	Luiz	Streck
	
Procurador	de	Justiça	\u2013	RS
Doutor	em	Direito	pela	Universidade	Federal	de	Santa	Catarina	\u2013	UFSC
Pós-Doutor	em	Direito	Constitucional	e	Hermenêutica	pela	Universidade	de	Lisboa
Professor	Titular	da	Unisinos	-	RS	(Mestrado	e	Doutorado)	e	Unesa-RJ;	Professor	Visitante	e
Convidado	de	Universidades	brasileiras	e	estrangeiras	(Faculdade	de	Direito	de	Coimbra-PT;	Faculdade	de
Direito	de	Lisboa-PT;	Universidad	Javeriana-CO);	membro	catedrático	da	Academia	Brasileira	de
Direito	Constitucional;	Presidente