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Capitania de São Vicente W. Luiz

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Trecho do fac-símile da primeira carta geográfica da Capitania de São Vicente
(História do Brasil, Block Editores, 1972, Volume I)
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NA CAPITANIA DE
SÃO VICENTE
Mesa Diretora
Biênio 2003/2004
Senador José Sarney
Presidente
Senador Paulo Paim
1º Vice-Presidente
Senador Eduardo Siqueira Campos
2º Vice-Presidente
Senador Romeu Tuma
1º Secretário
Senador Alberto Silva
2º Secretário
Senador Heráclito Fortes
3º Secretário
Senador Sérgio Zambiasi
4º Secretário
Suplentes de Secretário
Senador João Alberto Sousa Senadora Serys Slhessarenko
Senador Geraldo Mesquita Júnior Senador Marcelo Crivella
Conselho Editorial
Senador José Sarney
Presidente
Joaquim Campelo Marques
Vice-Presidente
Conselheiros
Carlos Henrique Cardim Carlyle Coutinho Madruga
João Almino Raimundo Pontes Cunha Neto
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Edições do Senado Federal – Vol. 24
NA CAPITANIA DE
SÃO VICENTE
Washington Luís
Brasília – 2004
EDIÇÕES DO
SENADO FEDERAL
Vol. 24
O Conselho Editorial do Senado Federal, criado pela Mesa Diretora em
31 de janeiro de 1997, buscará editar, sempre, obras de valor histórico
e cultural e de importância relevante para a compreensão da história política,
econômica e social do Brasil e reflexão sobre os destinos do país.
Projeto gráfico: Achilles Milan Neto
© Senado Federal, 2004
Congresso Nacional
Praça dos Três Poderes s/nº – CEP 70165-900 – Brasília – DF
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Http://www.senado.gov.br/web/conselho/conselho.htm
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Luís, Washington, 1870-1957.
Na capitania de São Vicente / Washington Luís. --
Brasília : Senado Federal, Conselho Editorial, 2004.
410 p. -- (Edições do Senado Federal ; v. 24)
1. Capitanias hereditárias (1534-1762). 2. São
Vicente (capitania). I. Título. II. Série.
CDD 981.023
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Sumário
APRESENTAÇÃO
Por Senador Aloizio Mercadante
pág. 11
O HISTORIADOR WASHINGTON LUÍS
Por Célio Debes
pág. 15
INTRODUÇÃO
Introdução que explica o livro
pág. 37
CAPÍTULO I
D. João III
pág. 45
CAPÍTULO II
A expedição de Martim Afonso de Sousa
pág. 57
CAPÍTULO III
Capitanias Hereditárias
pág. 75
CAPÍTULO IV
A criação das Vilas de S. Vicente e de Piratininga
pág. 93
CAPÍTULO V
Governo-Geral no Brasil. Tomé de Sousa, primeiro
Governador-Geral. Seus meios e seus resultados
pág. 103
CAPÍTULO VI
A criação das vilas de Santos, Itanhaém e Santo André
pág. 107
CAPÍTULO VII
Os jesuítas
pág. 119
CAPÍTULO VIII
A fundação de São Paulo
pág. 133
CAPÍTULO IX
Os índios
pág. 143
CAPÍTULO X
Os colonos
pág. 155
§ 1º – João Ramalho e Antônio Rodrigues
pág. 158
§ 2º – Lopo Dias
pág. 177
§ 3º – Domingos Luís Grou
pág. 180
§ 4º – Pedro Afonso
pág. 182
§ 5º – Brás Gonçalves
pág. 182
§ 6º – Pedro Dias
pág. 183
§ 7º – Salvador Pires
pág. 184
§ 8º – Pero Leme
pág. 185
§ 9º – Afonso Sardinha
pág. 186
§ 10º – Brás Cubas
pág. 202
§ 11º – Buenos
pág. 203
§ 12º – João de Prado
pág. 204
§ 13º – Diogo Braga
pág. 205
§ 14º – Fernandes, e outros
pág. 205
CAPÍTULO XI
O cruzamento e a escravidão
pág. 209
CAPÍTULO XII
As entradas ao sertão
pág. 219
CAPÍTULO XIII
Jerônimo Leitão
pág. 235
CAPÍTULO XIV
Jorge Correia
pág. 245
CAPÍTULO XV
João Pereira de Sousa
pág. 253
CAPÍTULO XVI
Domingos Rodrigues
pág. 267
CAPÍTULO XVII
D. Francisco de Sousa
pág. 271
CAPÍTULO XVIII
André de Leão
pág. 289
CAPÍTULO XIX
Nicolau Barreto
pág. 303
CAPÍTULO XX
Fim do primeiro governo de D. Francisco de Sousa –
Algumas Bandeiras – Volta de D. Francisco de Sousa após a
divisão do Governo-Geral do Brasil em dois, cabendo-lhe a
repartição do sul (Espírito Santo, Rio de Janeiro e S.Vicente)
com a administração das minas a descobrir
pág. 323
CAPÍTULO XXI
A conquista do Sul. O Guairá. A retirada dos padres jesuítas
para abaixo do Iguaçu e para os Tapes. Mbororé, no Uruguai.
Direção para o oeste, Itatines, Taquari,
Paraguai e depois para o norte
pág. 339
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Apresentação
SENADOR ALOIZIO MERCADANTE
OSENADO FEDERAL oferece importante contribuição a
especialistas e curiosos na história do Brasil ao publicar obras quase iné-
ditas, com edições raras e pouco conhecidas, mesmo de pesquisadores. É
verdade que são poucos os Conselhos Editorais que, como o do Senado,
têm a honra de serem presididos por imortais, como meu amigo e colega
de Parlamento José Sarney, que surpreende pela qualidade das obras es-
colhidas.
Entre as escolhas feitas para compor a coleção, não há dú-
vida que uma das mais felizes foi a de publicar A Capitania de São
Vicente. Não só por estarmos em meio às comemorações dos 450
anos de São Paulo e, portanto, com o país debruçado sobre a história
da cidade, mas também pela curiosidade que salta aos olhos de qual-
quer leigo ao perceber que tem nas mãos um rigoroso livro de história
escrito por um dos mais importantes políticos da história brasileira:
Washington Luís.
Washington Luís foi prefeito de São Paulo, presidente do
Estado de São Paulo e Presidente da República. O amor que ele de-
monstrava pela história da cidade e do Estado estão presentes seja no seu
incansável trabalho de pesquisa nos arquivos paulistas, seja por suas
decisões enquanto administrador, como, por exemplo, quando abriu os
referidos arquivos para consulta, ou na sua preocupação com a construção
de monumentos que preservassem a memória paulista.
E este amor nos rendeu esta deliciosa descrição da povoação e
da formação do Estado de São Paulo. O autor, sobretudo a partir de
material epistolar da época reconstrói todo o início da colonização da Ca-
pitania de São Vicente, desde a chegada dos primeiros navegadores até o
desbravamento do território com as bandeiras.
O livro traz relatos da época e possibilita que sejam reconsti-
tuídos importantes momentos históricos como este trecho de carta de
Tomé de Sousa, governador-geral do Brasil, endereçada a Dom João III,
rei de Portugal, em 1º de junho de 1553 que relata o surgimento de
Santos, minha terra natal:
“Está a Vila de S. Vicente situada em uma ilha
de três léguas de comprido e uma de largo na qual a
ilha se fez outra vila que se chama Santos a qual se
fez porque a de S. Vicente não tinha tão bom porto;
e a de Santos, que está a uma légua da de S. Vicente,
tem o melhor porto que se pode ver, e todas as naus
do mundo poderão estar nele...”
Também merece destaque a descrição, sempre embasada, do
momento em que nasce a cidade de São Paulo:
“Em 1554, com autorização do Governa-
dor-Geral, os padres da Companhia de Jesus cons-
truíram uma igreja e nela celebraram missa, numa es-
treitíssima casa, no dia da conversão de São Paulo, na
colina entre o Tamanduateí e o Anhagabaú.”
Além disso, Washington Luís examina com cuidado aqueles
que constituíam a população local na época: os Jesuítas, os Índios e os
12 Washington Luís
Colonos. Relatando com minúcia histórias de personalidades importantes
que muitas vezes hoje conhecemos apenas por serem nomes de ruas pau-
listas (quem se lembraria de Simão Álvares ou Mateus Grou, ruas da
capital), trazendo à vida passagens esquecidas dessas personagens e
louvando a miscigenação que sempre caracterizou o povo brasileiro.
Enfim, para todos aqueles que pretendem entender o processo
de formação territorial e populacional do Estado de São Paulo, este
trabalho do ilustre ex-presidente é uma agradável leitura. E, para os
homens públicos de maneira geral, deve servir como lembrança de que a
dedicação política

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