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Resumo de Artigos Denstistica, Endodontia e Cirurgia

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Variações anatômicas que podem dificultar o tratamento endodôntico.
O conhecimento das variações anatômicas da cavidade pulpar é essencial para que o sucesso do tratamento seja garantido, tendo em vista que as alterações podem dificultar a execução correta da conduta a ser tomada durante o tratamento, havendo grandes possibilidades de termos insucesso no mesmo. 
Decorrente de processos fisiológicos a partir da erupção do dente inicia-se a deposição da dentina secundária e ao decorrer do seu envelhecimento acaba sendo diminuído o espaço da câmara pulpar, o que dificulta o acesso a câmara pulpar e a instrumentação dos condutos radiculares. 
A dentina terciária é formada a partir de um trauma induzidos por fatores externos, cáries ou restaurações, caso ocorra próximos a entrada de um conduto poderá dificultar ou até mesmo impedir o acesso ao conduto. 
A dilaceração é uma curvatura na raíz ou na coroa do dente formado durante a Rizogênese pode afetar qualquer dente, porém é mais frequente em incisivos superiores permanentes seguidos de incisivos inferiores.
As calcificações disfóricas são alterações no tecido pulpar, quando localizadas na câmara pulpar são chamados de nódulos pulpares, no conduto são denominadas de agulhas calcicas.
A reabsorção radicular interna é uma patologia rara em dentes permanentes, por ser decorrente de um processo inflamatório e caracterizada pela reabsorção da superfície interna da cavidade pulpar, que é desencadeada por um trauma ou uma pulpite crônica. As reabsorções internas possuem uma dificuldade grande no tratamento endodôntico devido a localização da continuidade do conduto.
A Reabsorção cemento-dentinária externa fica na superfície da raiz e em alguns casos pode alcançar o conduto. Esse tipo de reabsorção costuma fazer com que desapareça a união cemento-dentina-conduto, o que consequentemente dificulta na instrumentação e obturação. 
Dens in dente é uma anomalia caracterizada pela presença de tecidos calcificados no espaço da cavidade pulpar. A invaginação destes tecidos mineralizados, antes da sua calcificação, é a causa mais provável da anomalia, devido a sua presença a retenção de alimentos na invaginação deve ocasionar carie e atingir a polpa com mais rapidez.
 Fusão ou geminação dentária é a união ou fusão de dois ou mais dentes. Durante a formação do órgão dental, que irá formar o dente, a cavidade pulpar pode ser unida no caso de geminação, ou isolado no caso de fusão. No primeiro caso pode ser tratada apenas a cavidade comprometida e no segundo o tratamento do conduto completo se faz necessário.
Hipercementose é caracterizada pelo aumento do cemento e pode implicar na obturação do conduto.
A anatomia dental vai se modificando com o tempo, e a vitalidade pulpar possui várias fases de desenvolvimento, o ápice dental em desenvolvimento normal está completamente formado após 3 a 5 anos da erupção dentária, a partir desse momento acontece a deposição de dentina no interior do canal radicular podendo ou não ocorrer algumas variações anatômicas. 
Devido as cargas fisiológicas a deposição do cemento continua podendo fazer que o o vértice apical tenha uma curvatura de aproximadamente 2 ou 3 mm. 
Com a presença de calcificações podemos afirmar que elas dificultam o acesso ao canal podendo apresentar resultado insatisfatório durante todo o tratamento. 
A deposição cementária contínua devido ao acúmulo de cargas fisiológicas
sobre o dente também pode influenciar no desvio do vérticie apical do dente para o
lado, podendo chegar à de 2 ou 3 mm de curvatura.
Nos casos de dens in dente, teremos possibilidades de tratamento diferentes para cada caso, isso varia devido ao tipo da anomalia. 
Quando existe comunicação do canal radicular com o periodonto devido as reabsorções, tanto externa quanto interna podem haver dificuldades no tratamento e no retratamento do canal. 
O tratamento de dentes geminados merece atenção especial, pois decorrente de mudanças da anatomia interna dificulta e altera a modo em que o caso será resolvido.
Tendo em vista todas as variações anatômicas apresentadas é de extrema importância o exame clínico e radiográfico detalhado para que se obtenha o diagnóstico correto e assim o tratamento ideal para cada caso exposto, mesmo que algumas das anomalias só possam ser de fato descobertas apenas durante o procedimento, devemos estar cientes das possibilidades para que por fim tenhamos sucesso durante todo o tratamento
Quais as condutas clínicas que você terá diante das situações apresentadas nos artigos lidos?
Antes do tratamento é necessário que sejam feitos os exames clínicos e radiográficos para complementar o diagnóstico de cada caso, algumas anomalias só serão descobertas durante o tratamento. As condutas clínicas a serem tomadas diante das situações serão estudar cada caso utilizando de radiográficas e exames clínicos para definir o melhor acesso a cavidade pulpar e o tratamento correto para cada situação. 
Quais as possíveis complicações que você terá atendendo um paciente com as situações relatadas nos artigos?
Dificuldade de acesso ao canal, modificações na anatomia do ápice ou do conduto radicular, dificuldade na modelagem e na desinfecção do canal e resultado insatisfatório na obturação. 
 “Efeito tópico da sinvastatina no metabolismo ósseo: revisão crítica de literatura.
As estatinas são inibidores competitivos da 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima-A (HMG-CoA) redutase, enzima que cataliza a conversão do HMG-CoA a mevalonato, após metabolisado o mevalonato dá origem a compostos isoprenóides vitais para outras variedades de funções celulares. Ao ser inibido esse componente leva a outros efeitos benéficos como redução do processo inflamatório, inibição da proliferação celular com propriedades anticarcinogênicas, estabilização de placas ateroscleróticas, redução do stress oxidativo, melhora da função endotelial, modulação da resposta imune, auxílio na cicatrização de lesões traumáticas cerebrais, lesões da medula espinhal cervical e ação no tecido ósseo.
Foi descoberto por Mundy, em 1999, o mecanismo pelo pelo qual as estaninas podem afetar o metabolismo ósseo, ou seja, cerca de 30.000 compostos naturais foram testados em culturas de células ósseas derivadas das calvárias de camundongos à procura daqueles que pudessem aumentar a produção da proteína morfogenética-2 (BMP-2). Após os testes, os observadores concluíram que lovastatina , fluvastatina, sinvastatina e mevastatina aumentaram a expressão de RNAm e proteica de BMP-2 in vitro. Após todas as estatinas estudadas, a sinvastatina mostrou-se ter o melhor desempenho, pois é uma estatina lipossolúvel e estimula a formação óssea quando aplicada localmente, amém de ter vantagens de custo e estabilidade química. Diversos estudos têm investigado os efeitos da administração sistêmica e aplicação local da sinvastatina sobre a cicatrização óssea. Observou-se efeitos adversos da sinvastatina quando aplicada em altas doses por via sistêmica, aumentando o risco de problemas no fígado, doenças renais e danos aos tecidos musculares, enquanto baixas doses não são suficientes para a cicatrização óssea. 
Foram feitos estudos relacionando o uso de ação local das estatinas em neoformação ósseas e embora os estudos sejam grande parte de informações benéficas, também existem estudos que afirmam que a sinvastatina não tem efeito anabólico sobre tecido ósseo, isso pode decorrer devido a forma de administração, dose, biodistribuição entre outros métodos de aplicação.
Nos estudos sobre o efeito da sinvastatina de ação local empregados em defeitos ósseos foram incialmente enfatizados as variadas concentrações da sinvastatina utilizada nas pesquisas. Alguns pesquisadores relataram a importância do uso de um substituto ósseo associado a sinvastatina, pois foi observado que ao serem usados de forma isolada os materiais apresentavam desvantagem na reabsorção e muitas vezes permanecia no local como resíduos. Pode-se perceber que a maior limitação