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INSTITUCIONALIZAÇÃO DA PRÁTICA JORNALÍSTICA

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INSTITUCIONALIZAÇÃO DA PRÁTICA JORNALÍSTICA
Dos antecedentes históricos à profissionalização jornalística
Ponto de partida:
Qual centralidade do papel do jornalismo na sociedade moderna, especialmente a brasileira?
De uma visão técnico-instrumental para uma visão processual, cuja interpretação dos fenômenos exerce lugar privilegiado.
Perspectivismos?
1) Os antecedentes históricos 
a) A expansão da imprensa: o crescimento dos jornais no séc . XIX permitiu a geração de empregos para fornecer informação e não mais propaganda;
 b) Nova visão do polo intelectual (ideologia): antes armas da luta política (sec. XVIII), agora os jornais passam a ser negócios com o produto notícias, baseadas em fatos e não nas opiniões; 
c) Processos históricos: a época de ouro da imprensa se deve a evolução do sistema econômico e avanços tecnológicos (a tecnologia da impressão por prelos em 1814 e por rotativas em 1871, por exemplo, dava condições da expansão da imprensa em nível de massa);
d) Fatores sociais: a escolarização da população faz crescer o número de potenciais leitores; o processo de urbanização cria público nas cidades ávido por notícias; a evolução do sistema político reconhece a liberdade como elemento fundamental da democracia (o sentido da liberdade atinge vários países. Um exemplo: ideário da Revolução Francesa. A Declaração de 1789: “A livre circulação de pensamento e opinião é um dos direitos mais preciosos do Homem. Todos os cidadãos podem portanto falar, escrever e publicar livremente, exceto quando forem responsáveis pelo abuso dessa liberdade em casos bem determinados por lei.”). Liberdade e poder de informar: com a teoria democrática, os jornalistas podiam salientar o papel de porta-vozes da opinião pública dando expressão às diferentes vozes, vigiando o poder político contra os abusos dos governantes e fornecendo informações para o exercício cívico. 
2) A profissionalização da atividade
	O surgimento do trabalho remunerado, a criação de editorias que acarretaram maior especialização do profissional por áreas, acrescido da exigência de um profissional com maior conhecimento de todo o conjunto de uma redação, além dos constantes avanços tecnológicos corroboraram para a formação do perfil do profissional do campo jornalístico. Assim, marcado pelos aspectos histórico-sociais, três processos marcam a evolução da atividade: 
- sua profissionalização
- sua comercialização 
- suas organizações associativas e reprodutivas das técnicas e normas inerentes ao campo.
a)Jornalismo enquanto profissão:
 
No início do século XIX ainda havia uma visão da ligação dos jornais com a propaganda política. Os jornalistas eram temidos como revolucionários, mas desprezados como escritores de segunda categoria. Relação entre jornalismo e democracia dá condições de negócio e identidade aos profissionais. 
“Profissão”, para E. Freidson: trabalho pago, feito em tempo integral; de caráter especializado, de base teórica, com competência discricionária de julgamento sobre uma área do saber; aquelas ocupações que controlam a divisão do trabalho, que é determinada pelas suas relações, que negociaram as delimitações e fronteiras jurisdicionais de cada uma, diferentemente do método baseado no livre mercado ou controlado por uma administração racional-legal externa à profissão; na profissão, o controle do mercado de trabalho é ocupacional, feito através do credenciamento dos membros da profissão; - a profissão envolve a pessoa com conhecimento abstrato e autoridade sobre um campo do saber profissional, obtido fora do mercado de trabalho, nas instituições de ensino superior. 
b) Dimensão Empresarial - Comercialização: 
- O caráter mercadológico da notícia: O jornal baseado na informação e bancado pela publicidade passa a ser despolitizado, quer dizer, não-partidário. O surgimento do conceito de Opinião Pública (pela filosofia liberal de finais do sec. 17 e 18 das teorias democráticas do sec. 19) permitiu pensar que numa opinião pública esclarecida teríamos um tribunal que reunia toda a sabedoria e justiça da nação, alimentada, pois pela imprensa. Este conceito legitimou o crescimento da imprensa e diminuiu a desconfiança política. 
Com o desenvolvimento da penny press nos anos 1830-40 surgiu um novo jornalismo informação/propaganda, prevendo um novo conceito de notícia, com a separação entre fatos e opiniões. Surge a nova empresa jornalística Para ofertar notícias ao mercado crescente, mais gente foi empregada e cresceu a necessidade do repórter, que vai à caça da notícia. O repórter ganha espaço e especialização, na segunda metade do século XIX. Com o crescimento empresarial, cresceu a burocracia e os departamentos comercial e editorial foram demarcados. 
- A setorização da produção jornalística: 
O novo jornalismo veio na forma da penny press, com o preço reduzido a um centavo. Assim, há um novo conceito de audiência: um público mais generalizado e não uma elite educada. Um público politicamente menos homogêneo. Os fatos tornam-se soberanos, “sagrados”. A máquina fotográfica entra em ação. Surge o repórter para tentar fotografar a realidade, dentro da ideologia profissional, sendo o espelho desta realidade. Mais tarde, decorrente deste trabalho, surge o jornalismo de investigação. Além desta obsessão pelos fatos, existia uma outra, crescente, em relação ao tempo. Além do culto ao fato, a imprensa não-partidária voltou a oferecer informação sensacionalista (presente antes, no século 18). Com a penny press e o objetivo de ampliar os leitores, buscando então diversidade de assuntos e interesse das pessoas, entrando as notícias de tribunais, polícia, acontecimentos da rua e locais. 
- A ordem produtiva do espaço e tempo: 
A corrida contra o tempo, a pressão da hora do fechamento, produziu outro valor central da cultura jornalística. O imediatismo (sec. 20) que culminou no com a transmissão ao vivo. 
Antes, porém, o telégrafo do século 19 impactou porque consolidou o funcionamento em tempo real; fomentou a criação de empregos na produção de notícias (as agências); e introduziu o conceito da linguagem rápida, homogeneizada: telegráfica. Surgem novas práticas e formatos - presença de correspondentes de guerra, com as novas técnicas de descrição das testemunhas e dos cenários; técnica da entrevista e o recurso a fontes múltiplas tornaram-se prática comum; incremento das práticas investigativas surgidas nos fins do século XIX e início do século XX. Além destas técnicas, nasce o empacotamento, ou seja, a notícia estandardizada, por meio da pirâmide invertida e do lead . A escolha do lead deu ao jornalista o papel de “perito”. Também a utilização da capa para notícias ainda no início do século XIX.
3) Formalizações catalisadoras 
A profissionalização e sua especialização estão interligadas ao processo histórico, às mudanças políticas, sociais e econômicas. A história das profissões tem seu marco no industrialismo capitalista do século XIX, quando aumentou a competitividade no campo de trabalho. As ocupações começaram a buscar um lugar seguro na economia e a disputa levou à criação de associações e instituições próprias. Surgiram as associações, os credenciamentos, a licença, o registro e os cursos superiores. Nesse processo, destacam-se três formalizações catalisadoras: 
a) O ensino da profissão: 
As técnicas jornalísticas se tornaram hegemônicas não apenas pelo desenvolvimento da mídia, mas, também pelo ensino de forma padronizadas nos cursos que se propunham a formar profissionais para essa área. O primeiro curso superior de jornalismo é de 1947. Em 17 de outubro de 1969, em plena ditadura militar, foi aprovado o Decreto-Lei 972, com alterações posteriores (Decreto 65.923 e Decreto 83.284) regulamentando a profissão e consagrando a exigência de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão. A obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo passa a ser um ponto polêmico.
b) Os códigos deontológicos (faz parte da filosofia moral contemporânea, que significaciência do dever e da obrigação): 
O surgimento dos códigos de ética da profissão (o primeiro data de 1949, redigido num congresso sindical) estabeleceu deveres do jornalismo, das empresas jornalísticas e dos jornalistas profissionais, ajudando, assim, na construção da identidade profissional.
c) As organizações de classe: 
O surgimento de órgãos de classe incrementou o processo de profissionalização do jornalismo, iniciado na década de 30, com a criação das associações e sindicatos. A ABI, Abert, Fenaj. O primeiro sindicato dos jornalistas foi criado no Rio de Janeiro, em 1935, seguido pela criação nos demais estados brasileiros. Apesar de não mobilizarem muitos jornalistas, auxiliaram na percepção dos seus interesses políticos e sociais e tiveram papel importante na melhoria das condições de trabalho e remuneração dos profissionais.
Para aprofundamento bibliográfico:
BARBOSA, Marialva. Meios de Comunicação no Brasil Pós-30: reflexões em torno da historicidade e do papel da imprensa. UNIRevista. V. 1, n 3, Julho de 2006. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Barbosa.PDF. 
PENA, Felipe. Teoria do jornalismo. São Paulo: Contexto, 2005. Disponível em http://books.google.com.br/books?printsec=frontcover&id=- erShcNkUywC#v=onepage&q&f=false. 
RIBEIRO, Lavínia Madeira. Imprensa e esfera pública: o processo de institucionalização do jornalismo no Brasil (1808-1964). Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, n. 41, p. 97-114, 1o. sem. 2004. Disponível em: http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/cs_umesp/article/viewFile/166/124. 
RANGEL, Monique Benati. Profissionalização jornalística, identidade, anonimato e autoridade. Paper Intercom. XXIX Congresso Nacional de Ciências da Comunicação, 2006. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R0106-1.pdf. 
KUNCZIK, Michael. Conceitos do jornalismo: norte e sul. Tradução de Rafael Varela Jr. São Paulo: Edusp, 1997. Disponível na internet através da busca do Google Livros.
Atividade:
https://www.youtube.com/watch?v=o8L1FyeIM7Y
Assistir ao filme-documentário e escrever um artigo de opinião sobre o filme para a formação do estudante de jornalismo(1 lauda).

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