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LIVRO DE ECONOMIA RURAL Utilizado na UFRAACS - Livro gtz[1]

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de várias 
naturezas, mas que podem ser resumidos em riscos de produção e comercialização – ligados 
principalmente ao comportamento do clima, de preço da carne e da ração e qualidade sanitária do 
produto – devidos ao comportamento dos mercados dos produtos e insumos, e do comportamento 
dos consumidores nacional e internacional. No tocante aos riscos sanitários, representados por 
barreiras impostas por países importadores e alterações inesperadas nos contratos de importação, 
alegando problemas sanitários (vaca louca, aftosa, aljeszky, new castle, etc.), o setor pecuário 
brasileiro tem enfrentado forte impacto, levando ao seguinte quadro: 
(a) As empresas exportadoras das carnes de frango e suíno se beneficiaram tiraram proveito das 
barreiras sanitárias, ampliando as vendas no mercado interno. 
(b) Para assegurar uma determinada renda para o setor pecuário, o produtor passou a vender 
contratos no mercado futuro e, com isso aumentou a produção em 2002. 
(c) O equacionamento do problema da aftosa e o investimento em marketing para divulgar a carne 
brasileira nos mercados importadores (EUA, EU e China), podem levar o Brasil a assumir a liderança 
das exportações mundiais de carne. 
(d) O produtor de suíno e aves está reduzindo o plantel, inclusive com frigoríficos famosos como 
Chapecó ameaçado, foi influência da baixa qualidade e produtividade do rebanho. 
 
E13. (Provão Simulado): Identificar o meio rural com as atividades agropecuárias tem sido prática 
convencional entre os estudiosos da Economia e da Sociologia. Mais recentemente, constatou-se que 
as atividades agropecuárias, por si só, não explicam o comportamento do emprego e da renda no 
meio rural. Em várias regiões rurais do país está havendo expansão de atividades não-agropecuárias 
(ligadas ao lazer e ao turismo, à agroindústria, à preservação do ambiente, etc.). Assim, o emprego e 
a renda no meio rural viriam de uma combinação de atividades, referida como pluriatividade. A 
expansão da pluriatividade no meio rural brasileiro deverá acarretar algumas mudanças 
socioeconômicas importantes, entre as quais pode-se mencionar 
(a) A agricultura passa a ser considerada um setor produtivo autárquico, cuja evolução independe dos 
demais setores econômicos. 
(b) O emprego qualificado no meio rural – motoristas, mecânicos, digitadores e técnicos de várias 
naturezas – deve decrescer. 
(c) As disparidades de renda entre os meios rural e urbano devem aumentar. 
(d) O nível de emprego rural, na economia como um todo, tende a crescer menos do que o emprego 
na agropecuária. 
(e) Maior ocorrência de fazendeiro/agricultor em tempo parcial, exercendo mais de uma ocupação. 
 
 
 
111
 
 
ANEXO – CONCEITOS BÁSICOS 
 
 
 
Neste anexo, apresentam-se as diferenças e similitudes entre alguns conceitos propalados na 
literatura sobre o tema tratado neste texto. Tais conceitos foram capturados no site do ministério da 
ciência e Tecnologia. 
 
a) Redes flexíveis 
A partir da realização da análise estratégica, as opções básicas para as pequenas e médias 
empresas seriam constituídas pela sua inclusão em uma rede topdown ou redes flexíveis. Rede 
topdow é uma rede de empresas lideradas por uma grande empresa, que representa um conjunto de 
empresas menores como suas fornecedoras diretas e indiretas, característica de países em 
desenvolvimento. Redes flexíveis são formadas por um consórcio de pequenas e médias empresas 
onde cada uma participa em determinado estágio do processo produtivo, que constitui sua 
especialização, contribuindo para a produção de um bem que garante a sustentabilidade da cadeia 
como um todo no mercado em que participa. As Redes flexíveis são comuns nos países 
desenvolvidos. 
As redes flexíveis baseiam-se nas mudanças no cenário competitivo global que tornaram as 
condições de sobrevivência das pequenas e médias empresas extremamente difíceis, quase que as 
obrigando a estabelecerem alianças com o objetivo de acessar os recursos e a tecnologia 
necessários à manutenção e sobrevivência no mercado. 
As empresas que constituem uma rede formam consórcios. Elas estabelecem um acordo 
entre seus integrantes sobre a forma operacional de atuação, visando o atingimento de objetivos 
comuns, bem como a constituição de uma entidade pelos associados, destinada a realizar aquelas 
atividades que eles não poderiam desempenhar isoladamente. 
Consórcio setorial - empresas concorrentes e complementares realizam um acordo que 
permite o ganho de competitividade aos membros pela difusão de informações e da 
complementaridade produtiva. 
Consórcio territorial - reúne empresas de todos os segmentos e atividades de uma região e 
ocupa-se, principalmente, das atividades informativas e de promoção do conjunto dessas empresas. 
Consórcio específico - restringe sua ação às atividades específicas para atingir um objetivo 
determinado, como comprar, produção ou exportação de produtos. 
b) Filière 
O termo Filière tem origem francesa e apresenta o significado de fileira. Sua interpretação 
está vinculada a uma seqüência de atividades empresariais levando à contínua transformação de 
bens, do Estado bruto ao acabado ou destinado ao consumo. 
De uma forma geral, a idéia de Filière não apresenta uma definição única e específica, 
possuindo diferentes enfoques de acordo com o foco específico de análise. Neste sentido, são 
adotadas como interpretações de Filière: uma sucessão de operações de transformação sobre bens 
e produtos, dissociáveis e separáveis, as quais são ligadas entre si por encadeamentos tecnológicos; 
um conjunto de relações comerciais e financeiras, que regulam as trocas que se verificam entre os 
sucessivos estágios do processo de transformação; um conjunto de ações econômicas baseadas, por 
sua vez, em um conjunto de estratégias empresariais para valorização dos meios de produção. 
 
 
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A análise de cadeias produtivas de acordo com a abordagem de Filière propicia a 
identificação de questões significativas para a melhoria de desempenho e de sua competitividade, a 
partir da identificação dos chamados "estágios", os quais se constituem nos pontos chaves onde são 
estabelecidas as políticas de toda a cadeia. Ainda se podem identificar os chamados 
estrangulamentos, ou fraquezas da cadeia, que são os elos que comprometem o desempenho da 
cadeia como um todo pelas suas características específicas, assim como também os pontos fortes 
existentes. Também considerando a questão estratégica, verifica-se que a análise de cadeias 
produtivas, dentro do enfoque de Filière, permite abordagens diversas, entre as quais: análise de 
cadeia produtiva como suporte à descrição e análise técnico-econômica de sistemas econômicos; 
análise de cadeia produtiva como apoio à formulação de políticas públicas e privadas; análise de 
cadeia produtiva como apoio à avaliação das estratégias empresariais e de inovações no âmbito 
tecnológico. 
c) Clusters 
O conceito de Cluster relaciona-se à idéia de aglomerado de empresas vinculadas industrial 
ou comercialmente. De acordo com Michael Porter, são aglomerados geográficos de empresas de 
determinado setor de atividades e outras empresas correlatas. Os Clusters são típicos de 
determinados segmentos e regiões e não genéricos, como pode ser observado no Vale do Silício e 
em Hollywood, ambos na Califórnia, EUA. Por outro lado, envolvem tanto características de 
cooperação como de competição. 
Normalmente, estes tipos de aglomerados ou cadeias se expandem em direção aos clientes 
e canais de distribuição e atraem para si empresas fabricantes de produtos complementares e 
serviços afins. Assim, em que pese a globalização comercial dos dias de hoje, os Clusters 
apresentam algumas características que os estimulam, como sejam o maior acesso à fornecedores, o 
acesso a sistemas de informações especializados, o marketing vinculado à fama, o acesso 
equivalente à

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