A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
16 pág.
PIM Vi

Pré-visualização | Página 2 de 3

algumas empresas, mesmo que de pequeno porte, se faz necessário a aplicação do SGA, pois se trata de uma exigência do mercado e para sua sobrevivência, é necessário que ela adote medidas ambientalmente responsáveis. (Dias (2009) apud TEIXEIRA; OLIVEIRA e MALHEIROS, 2015)
Não existe nenhum tratamento de resíduos antes de sua destinação final. Também não existe nenhum projeto que vise minimizar o impacto ambiental da empresa. 
A empresa deveria ter uma política ambiental concisa com ações permanente que enfatizasse no mínimo uma gestão de resíduos, tratamento de efluentes e campanhas de incentivo de uso consciente da água e de energia elétrica. 
Para o tratamento de efluentes o tratamento FOSSA – FILTRO funciona através da gravidade, sem gastos com energia elétrica é de fácil manejo e manutenção; tem aplicações no tratamento de esgotos sanitários e despejos comerciais de bares, lojas e restaurantes de altas ou baixas cargas orgânicas e são tratamentos normatizados, no caso da Fossa, pela NBR 7229/1993 e no caso do Filtro, pela NBR 13969/1997.
 Fossa Séptica é um tratamento primário essencial de esgoto doméstico no qual é feita a separação e transformação da matéria sólida contida no esgoto. As Fossas Sépticas são fundamentais no combate a doenças, verminoses e endemias, como a cólera, e evitam o lançamento da poluição dos dejetos humanos no lençol freático, rios, lagos e nascentes (NOGUEIRA ALTINO et al., 2018).
Tem uma grande capacidade de retenção de sólidos (80%) e uma capacidade de redução de carga orgânica dissolvida em torno de 30%. A Fossa opera por gravidade sem uso de energia elétrica e tem fácil manutenção (JORDAO, 2011).
Para cumprir com a legislação ambiental, indica-se um tratamento complementar a este que poderá ser do tipo enraizadas para a retirada de nutrientes, pois a NBR 13969 prevê que o conjunto fossa-filtro não realize remoção de nitrogênio.
A utilização de plantas aquáticas no tratamento de esgotos é bastante antiga e remete aos Astecas na cidade do México (PHILIPPI; SEZERINO, 2004).
ÉTICA E LEGISLAÇÃO: TRABALHISTA E EMPRESARIAL
No século XVII, Adam Smith conseguiu demonstrar, na sua obra A riqueza das nações que o lucro não é um acréscimo indevido, mas uma forma de distribuição de renda e de promoção do bem-estar social. Com isso, conseguiu pela primeira vez demonstrar a compatibilidade entre ética e a atividade econômica/lucrativa do mundo dos negócios.
O comportamento ético por parte da empresa é esperado e exigido pela sociedade, devendo a empresa agir com ética em todos os seus relacionamentos, especialmente com clientes, fornecedores, empregados, concorrentes e governo, além da própria sociedade.
Ressalte-se que toda empresa tem o dever ético de cumprir a lei. Segundo Joaquim Manhães Moreira (apud COTRIM, 2008, p. 228), são razões para a empresa ser ética:
• custos menores, pois não faz pagamentos irregulares ou imorais como, por exemplo, o suborno;
• possibilidade de avaliar com precisão o desempenho da sua estrutura;
• legitimidade moral para exigir comportamento ético dos empregados;
• geração de lucro livre de contingências, por exemplo, condenações por procedimentos indevidos;
• obtenção de respeito dos parceiros comerciais;
• cumprimento do dever inerente à responsabilidade social da empresa.
 A empresa tem a responsabilidade social com o cliente interno e os seus clientes externos visando a constituição garantindo o direito do empresário e obrigações mercantis com seus fornecedores e ter o jurídico atualizado tendo um forte conhecimento sobre contratos, títulos extrajudiciais e todos os direitos relativos ao direito e obrigação empresarial.
AUDITORIA E CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL 
É um instrumento de verificação das questões ambientais é um processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evidências para determinar se as atividades, eventos, sistemas de gestão e condições ambientais estão sendo realizadas de forma correta. Destaca-se como importante ferramenta de gestão ambiental, por possibilitar uma ideia imediata do processo produtivo. Por meio da auditoria ambiental, é possível a identificação dos pontos “fracos” e dos pontos “fortes” da empresa com relação ao meio ambiente.
As preocupações com o meio ambiente fizeram com que fossem criadas normas técnicas visando à melhoria continua da qualidade ambiental. Assim, as organizações administram seus produtos e processos com o objetivo de evitar agressões ao meio ambiente, gerenciando riscos e resíduos gerados nos processos produtivos. 
Com a crescente preocupação da sociedade em relação aos danos ambientais provocados pela industrialização crescente, a ISO começou a trabalhar os aspectos da gestão ambiental. Em 1996 foram criadas as normas relativas a gestão ambiental dentro da série 14000, publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) revisadas em 1999 e concluídas em 2006 identificadas como NBR ISO 14001: 2004 – Sistema de Gestão Ambiental (SGA): requisitos com orientações para uso. 
A auditoria surge como técnica utilizada para apurar a dignidade das demonstrações para que terceiros interessados pudessem ter segurança em suas tomadas de decisões. De acordo com o objetivo existem tipos de auditorias. sendo elas:
A empresa estudada não possui uma política ambiental implantada com ações contínuas e permanentes que levem a uma sustentabilidade dentro da empresa e também nenhuma ação planejada que busque uma certificação. 
Assim a empresa também acaba por não ter ações permanentes que favoreçam a vinculação de sua marca, a uma imagem ecologicamente consciente.
A empresa realiza um princípio de gestão dos resíduos sólidos o que é imprescindível para proteção do meio ambiente. Os resíduos sólidos gerados na empresa são armazenados para depois serem descartados adequadamente. 
Define-se tratamento de resíduos como qualquer processo que altere as suas características, composição, ou propriedades, de maneira a tornar mais aceitável sua deposição final ou simplesmente sua destruição (PATO, 2015).
A destinação final dos resíduos representa a etapa final na logística de
movimentação de resíduos. A destinação final dos resíduos depende das
características que os mesmos apresentam. Os resíduos gerados devem ser devidamente armazenados e separados de acordo com sua classificação.
Na empresa estudada os resíduos sólidos são separados em lixo seco e orgânico. O lixo seco é ainda separado em vidro, metal, papel e plástico. Este resíduo seco é entregue aos catadores que fazem a coleta seletiva na cidade. O material orgânico que sai do hortifruti é reaproveitado, por exemplo, após se feito o suco de frutas a casca é reaproveitada para fazer bolos, doces, a casca de legumes fazem frutas, etc. 
O restante dos alimentos e outros materiais são depositados em lixeiras identificadas conforme as normas internacionais, por exemplo: orgânica, reciclável, vidro, metal, papel e plásticos, que estão localizados na parte externa de cada setor, sendo as responsáveis pela coleta os funcionários encarregados da limpeza, sendo colocado em lixeiras para o serviço de coleta urbana fazer o recolhimento. No hortifruti, as sobras de frutas e vegetais são doados para serem utilizados como adubo na agricultura familiar. O papelão e o restante são recolhidos por empresa que realiza a coleta seletiva.
Já ao falarmos sobre lançamento de efluentes da empresa não está se preocupando em minimizar seus impactos ao meio ambiente, não controlando a emissão de poluentes.
Não realiza nenhum tipo de tratamento de efluentes, não existe sistema de fim de tubo e nenhum tratamento que reduza poluição, os efluentes são lançados direto na rede pública de esgoto, que hoje ainda é rede mista. Tratamento de efluentes no município existe em alguns bairros de forma descentralizada, nos locais onde tem os mercados não tem nenhum tipo de tratamento. Também não apresenta nenhum programa de produção mais limpa ou programa que vise a minimização de seus impactos ou redução