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CONTROLE DE MICRORGANISMOS

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CONTROLE DE MICRORGANISMOS
Conjunto de ações dirigidas para prevenir, minimizar ou eliminar os perigos inerentes às atividades de ensino, pesquisa, produção, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços com o objetivo de reduzir os riscos para a saúde do homem, animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados.
Considerar: tipos de MO envolvidos, relação de patogenicidade, virulência, propagação (vias), riscos para a coletividade e possibilidades de controle (EPI, processos tecnológicos, quarentena, tratamento, etc).
Métodos: físicos, químicos e biológicos 
Seleção de melhor método depende da natureza do: local, material, agente e finalidade.
Métodos para demonstrar a eficácia de um agente antimicrobiano: avalia os sobreviventes
Bactérias/fungos – mortos: não crescem ou reproduzem em meios apropriados;
Vírus – inativado: incapaz de infectar uma célula hospedeira adequada.
Fatores que influenciam a ação dos processos de controle e a escolha do agente
Tipos de microrganismo e tamanho da população
Concentração ou intensidade do agente antimicrobiano
Período de exposição (esterilização – 106 ou 1012)
Temperatura e pH do ambiente;
Tipo de amostra ou ambiente;
Presença de solventes, matéria orgânica, concentração de sais, açucares, inibidores, etc.
Processos
Esterilização: processo capaz de matar ou remover todos os MOs de um ambiente, inclusive os mais resistentes. Procedimento absoluto ou não relativo, não existe esterilização parcial;
Desinfecção: capaz de reduzir a níveis seguros Mo indesejáveis, matando-os. Os desinfetantes não precisam ter necessariamente atividade esporocida.
Conservação: processo com atividade “stática”, mas com o tempo pode causar a morte de alguns MO. Em geral mantém os níveis baixos de MO.
Sanitização: redução de contagens MOs a valores seguros para a saúde publica. Compostos com atividade microbiana cujos resíduos podem ser ingeridos em pequena quantidade. Ex: os resíduos de cloro que existem na água potável;
Antissepsia: conjunto de medidas utilizadas para inibir o crescimento de MO ou removê-los de um determinado local. Desinfecção para tecidos vivos como a pele e mucosas.
Assepsia: medidas utilizadas para impedir a penetração de MO em um ambiente que não os contenha.
Degermação reduz o nº de MOs.
Objetivo: manter MO em níveis aceitáveis 
Inibição do crescimento, redução do número, destruição ou remoção
Aplicações:
Ambientes domésticos e públicos;
Hospitais (UTI, SALAS CIRÚRGICAS, QUARTOS, COZINHAS, etc);
Indústrias de materiais de uso médico-hospitalar;
Indústrias de alimentos;
Laboratórios – Biossegurança níveis 1, 2, 3 e 4
Alimentos: prolongar a fase ...
Termos empregados no controle de MOs.
Contaminante: MO presente em um local indesejável/tempo;
Descontaminação: procedimento usado para remover ou destruir MO indesejáveis;
Os nomes dos tratamentos que causam a morte direta dos microorganismos possuem o sufixo -cida, significando morte.
Agentes:
Antimicrobianos (virais, bacterianos, fúngicos, protozoários)
Microbicidas (virais, bacterianos, fúngicos)
Microbiostáticos (virais, bacterianos, fúngicos)
Histórico
Preservação de alimentos e bebidas: fogo – 1,4 a 0,5 milhoes anos AC;
Povos antigos:
Egípicios: peixe/frango secos ao sol deserto; sal curados (nitrito);
Hebreus – fumigação com dióxido de S;
Romanos: técnicas de conservação de alimentos por baixas temperaturas (neve), defumação;
Séc. XVII: Leeuwenhock “animálculos”;
Séc. XVIII: acondicionamento hermético em vidro (enlatamento);
Geração espontânea: Spalanzani
Séc. XIX: Luis Pasteur – tratamento térmico para destruir MOs. Pasteurização (leite);
Tindalização (vapor d’água): Mos decompondo alimentos associados a doenças;
Semmelweiss: hipoclorito (antisséptico); Lister: cirurgia antisséptica;
Filtros e autoclave;
Padrão de morte em uma população de MOs
Morte em microbiologia: perda da capacidade de reprodução;
Os microorganismos em uma população morrem em uma relação constante, em um dado período de tempo;
A este padrão de morte denominamos morte exponencial;
Para avaliar a eficiência de um agente microbicida, uma amostra do material tratado é cultivada para determinar o número de sobreviventes (aqueles que podem crescer e multiplicar-se).
Resistência relativa dos MOs aos processos de controle
Mais alta resistência: endósporos bacterianos;
Resistência moderada: pseudômonas sp., mycobacterium tuberculosis, staphylococcus aureus, cistos de protozoários;
Baixa resistência: maioria das células vegetativas, esporos fungicos, vírus envelopados, leveduras, trofozoítos de protozoários.
AGENTES FÍSICOS PARA CONTROLE MICROBIANO
Métodos físicos: temperatura, disponibilidade de água (Aw), radiação, filtração e plasma.
Calor
O calor aparentemente mata os micro-organismos pela desnaturação de suas enzimas, que resulta em mudanças na forma tridimensional dessas proteínas, inativando-as.
Parâmetros de morte microbiana: Morte térmica
Ponto de morte térmica (PMT): temperatura mais baixa que mata os MOs sem uma amostra em 10min.
Tempo de morte térmica (TMT): menor período de exposição que mata ou inativa todos os organismos em suspensão em temperatura e condições definidas;
Tempo de redução decimal (TRD ou valor D): tempo requerido para matar 90% dos MO ou esporos em uma amostra a uma determinada temperatura.
Esterilização por calor úmido x calor seco
Calor úmido: O calor úmido mata os micro-organismos principalmente pela coagulação protéica (desnaturação), que e causada pela ruptura de ligações de hidrogênio que mantém as proteínas em sua estrutura tridimensional. Ex: fervura
A esterilização confiável com calor úmido requer temperaturas mais elevadas que a da água fervente. Essas temperaturas elevadas são mais comumente obtidas por vapor sob pressão, em uma autoclave. A autoclave é o método preferido de sanitização, a não ser que o material a ser esterilizado possa ser danificado por calor ou umidade.
Vapor de água sob pressão autoclavação
Vantagens: maior segurança, menor dano aos materiais, menor tempo gasto;
Desvantagens: não apropriada para materiais termossensíveis, custo.
Calor seco: por oxidação. Ex: método da chama direta.
Atividade de água
Concentração do soluto
Alto conteúdo de sal ou açúcar – usado para a preservação de alimentos;
Dessecação: remoção gradual de água das células (inibição metabólica), não é efetiva para o controle microbiano – muitas células retêm a capacidade de crescer quando da reconstituição;
Liofilização: congelamento combinado com dessecação “freeze drying”; estocagem eficiente para longos períodos (alimentos, culturas, soro, enzimas);
Esterilização por plasma
O plasma é produzido através da aceleração de moléculas de peróxido de hidrogênio e ácido peracético, por uma forte carga elétrica produzida por um campo eletromagnético (microondas ou radiofreqüência).
Os elétrons dessas moléculas são então jogados fora de seus átomos, aceleram partículas carregadas, recombinam-se com outros átomos ou elétrons, retornam para a baixa energia e produzem brilho visível.
Os parâmetros utilizados para a realização deste processo são: temperatura, pressão, concentração de peróxido de hidrogênio, energia do plasma e tempo.
Vantagens
Reação rápida com as unidades celulares (esterilização em curto espaço de tempo);
Ativação do gás de peróxido se dá por alguns minutos e volta ao estado normal sem deixar resíduos;
No final do processo, tem como produtos de degradação oxigênio e água, não necessitando de período de aeração;
Não requer controle exaustivo de monitorização;
Indicações
Esterilização: artigos sensíveis a altas temperaturas e a umidade. Sistema de esterilização atóxico, ambiental/te correto.
Materiais: alumínio, bronze, látex, PVC, silicone, aço INOX, teflon, borracha e outros. 
Não é oxidante. Impróprio para derivados de celulose;
Filtração
A filtração é usada para esterilizar os materiais sensíveis ao calor, como alguns meios de cultura, enzimas, vacinas