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Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental

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e Antônio Magalhães Filho:
 ”o juiz natural é verdadeira garantia constitucional-processual estabelecida em razão do interesse público, restando a mácula da nulidade em julgamentos realizados por juízes incompetentes. O juiz natural visa em primeiro lugar ao interesse público na condução do processo segundo as regras do devido processo legal”.
Dito isto, cabível é, portanto, a Arguição para reparar lesão aos preceitos fundamentais do Art 5º LIII, e XXXVII.
DO PEDIDO LIMINAR 
No caso presente, a concessão da cautelar é medida que se impõe, estando presentes seus pressupostos autorizadores. 
De fato, as Resoluções ora questionadas quebram preceitos fundamentais, porquanto visam beneficiar com foro privilegiado o Sr. Martiniano. E a matéria, no mais, envolve diretamente riscos segurança jurídica, sendo indispensável a concessão de medida cautelar para a proteção de tal instituto.
A concessão de cautelar revela-se, pois, como a forma mais eficaz de proteção ao conceito do juiz natural (necessidade), presta-se adequadamente ao propósito (adequação) e representa medida dotada de manifesto e legítimo interesse público (proporcionalidade em sentido estrito), pois a um só tempo resguarda a segurança jurídica como também o interesse público. 
Neste contexto fático, além de presente a conveniência da suspensão liminar da eficácia do Decreto impugnado em face da relevância qualificada e profiláctica, atrelado à plausibilidade jurídica do direito invocado, faz-se presente o preceito fundamental.
 Impõe-se, assim, a concessão de cautelar, na forma do § 3º do art. 5º da Lei nº 9.882/1999 („... ou de qualquer outra medida que apresente relação com a matéria objeto da arguição de descumprimento de preceito fundamental, ...‟), para suspender a eficácia da íntegra do Decreto Y/2019.
DOS PEDIDOS
Pelo exposto, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil requer:
 a) a notificação do Sr. Governador do Estado de Pernambuco para que, como órgão responsável pela elaboração do Decreto impugnado, manifeste-se, querendo, no prazo de 5 (cinco) dias, sobre o pedido de concessão de medida cautelar, com base no art. 5, § 2º, da Lei nº 9.882/99; 
b) a concessão de medida cautelar, com base no art. 5º, § 3º, da Lei nº 9.882/99, para suspender a eficácia da íntegra do Decreto Y/2019, impedindo assim, a nomeação do Sr. Martiniano Santos a Secretario Estadual de Meio Ambiente.
c) a notificação do Exmo. Sr. Procurador-Geral da República, para que emita o seu parecer, nos termos do art. 103, § 1º da Constituição Federal; 
d) a procedência do pedido de mérito para declarar a incompatibilidade do Decreto Y/2019 e da ofensa aos preceitos fundamentais da Carta Magna de 1988, conforme acima aduzido; 
Nesses termos, 
pede deferimento
Local e data.
(Assinatura do Advogado)
(Número de Inscrição na OAB)