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DECIFRANDO UM ALGORITMO: Irrepetibilidade de alimentos no sistema previdenciário

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\o "Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991." �8.213�/91, pode ocorrer e não é objeto desta ação. A jurisprudência vem rechaçando o procedimento por vezes adotado pelo INSS no sentido de inscrever valores pagos a maior - no entender do Instituto - na dívida ativa da União, cobrando os em execução fiscal. Isso já chegou a ser feito tanto para valores cobrados administrativamente como judicialmente, mas não foi aceito pelos Tribunais pátrios. 10. Os débitos decorrentes de decisões judiciais provisórias posteriormente revogadas, que são o objeto da lide, podem ser cobrados, como visto supra, mas não administrativamente pelo INSS. Precisam ser objeto de cobrança em juízo. Mas, não por meio de execução fiscal, nem por intermédio de uma nova ação de conhecimento. Basta a liquidação do valor a ser reposto, com sua liquidação nos próprios autos em que tratada a questão de mérito. [...] (APREE 2012.61.83.005906-7/SP)
� Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 7.367/2017, para dar tratamento legal ao tema, mediante o acréscimo de um parágrafo único ao artigo 1.707 do Código Civil -- com pareceres favoráveis das Comissões de Seguridade Social e Família; de Constituição e Justiça e de Cidadania --, prevendo que: “Os alimentos são irrepetíveis”. Esse projeto não é nenhuma “Brastemp”, mas, pelo menos, deixa expresso que não se repetem prestações pagas a título de alimentos, qualquer que seja a sua natureza (civil, previdenciária etc.).
� DIAS, Maria Berenice. Direito das Famílias, 4 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007, p. 455.
� MACEDO, Alan da Costa. “Distinguishing para a não devolução de valores recebidos de boa fé por força de tutela antecipada – a luta por justiça continua” http://www.sitraemg.org.br/post_type_artigo/distinguishing-para-nao-devolucao-de-valores-recebidos-de-boa-fe-por-forca-de-tutela-antecipada-luta-por-justica-continua/
� “Art. 102. [...] III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição; b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. [...]”    
� Quero (J. E. Carreira Alvim), como um dos coautores desta obra, deixar registrada, aqui, para a posteridade, a minha indignação com a decisão do STJ (REsp 1.401.560/MT), que, de forma infeliz --, e não é a primeira vez --, autorizou o INSS a recobrar dos aposentados da previdência social o que receberam a mais por força de liminar, posteriormente revogada; e tenha o STF dispensado os juízes paulistas de devolver ao Erário estadual o que receberam, indevidamente, acima do teto constitucional (Cf. O Globo de 8/8/208, 1º Caderno, p. 9: “Juízes de SP não precisam devolver auxílio que ultrapassou teto salarial”). Afinal, que justiça é essa, difícil de ser alcançada por quem tenha uma noção mínima de justiça justa?
� Nesse recurso são indicados os seguintes precedentes: REsp. nº 867.718/PR; REsp. nº 440.540/SC; AgRg no AREsp. n. 225.034/BA; AgRg no AREsp. 252.328/CE; REsp. 132.2051/RO; AgRg no AREsp 188047/AM; AgRg no REsp. n. 800.40/SC.
� Matematicamente, o algoritmo é uma sequência finita de regras, raciocínios ou operações que, aplicada a um número finito de dados, permite solucionar classes semelhantes de problemas.