A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
72 pág.
Resumo Completo Imunologia (1)

Pré-visualização | Página 16 de 31

feito no receptor para que seja 
realizado o transplante esgota as células de memória e plasmáticas do receptor. Assim, caso esse receptor não seja 
capaz de regenerar linfócitos com a velocidade necessária, ele poderá desencadear uma imunodeficiência. 
TRANSPLANTES ALOGENICOS 
• As moléculas responsáveis pela rejeição dos enxertos são as moléculas do MHC estranhas ao receptor. 
• Transplantes entre indivíduos que não sejam gêmeos serão rejeitados porque essas moléculas estão presentes em 
quase todos os tecidos. 
• As moléculas do MHC do enxerto podem ser apresentadas para as pelas células T de maneira direta ou indireta. 
APRESENTAÇÃO DIRETA 
• A molécula do MHC do doador é apresentada por APCs do enxerto e reconhecida por células T do receptor . 
OBS: Pq as células T que são selecionadas na maturação para serem restritas ao MHC próprio são capazes de 
reconhecer moléculas do MHC estranhas? A seleção positiva resulta na sobrevivência das células T com fraca 
reatividade ao MHC próprio, mas, entre essas células, podem haver muitas com forte reatividade a moléculas 
alogênicas do MHC. 
APRESENTAÇÃO INDIRETA 
• Ocorre quando moléculas do MHC do enxerto são capturadas por APC do receptores e são apresentadas aos 
linfócitos T por moléculas do MHC do próprio receptor. 
OBS: A apresentação indireta pode resultar no reconhecimento por células T CD4+ porque o aloantígeno é 
capturado pelas células APC do hospedeiro principalmente por fagocitose e é, portanto, apresentado por moléculas 
do MHC de classe II. 
COESTIMULAÇÃO Além do reconhecimento de aloantígenos, a coestimulação de células T por moléculas B7 nas APC 
é importante para a ativação de células T alorreativas. O bloqueio da coestimulação de B7 (CTLA-4) é uma estratégia 
para inibir a rejeição do enxerto em humanos. 
FUNÇÕES EFETORAS DE CÉLULAS T ALORREATIVAS 
• Após a ativação direta ou indireta dos linfócitos T, 
• As células T auxiliares vão produzir citocinas que danificam enxertos por meio de inflamação e estimulação de 
outras células. 
• Células as CTL vão matar células nucleadas no enxerto. 
ATIVAÇÃO DE CÉLULAS B E PRODUÇÃO DE ALOANTICORPOS 
• A ativação dos linfócitos B virgens ocorre quando eles capturam moléculas do MHC estranhas e apresentam os 
peptídeos às células T auxiliares que vão ativar esse linfócito B para que ele produza anticorpos anti-HLA (IgG). 
PADRÕES E MECANISMOS REJEIÇÃO DE ALOENXERTO 
• Células T CD4+ e CD8+ alorreativas e aloanticorpos atuam na rejeição do aloenxerto de diferentes formas 
Rejeição HIPERAGUDA 
• Se inicia minutos a horas após a anastomose entre os vasos do hospedeiro e do enxerto. 
• Ocasiona o fechamento trombótico dos vasos desse enxerto 
• Ela pode ser mediada tanto por anticorpos IgM preexistentes que se ligam aos antígenos endoteliais do doador, 
quanto por anticorpos IgG que se ligam ao HLA do doador. 
• A ligação de anticorpos ao endotélio ativa o complemento, que juntos induzem alterações que promovem a 
trombose intravascular, lesão endotelial e coagulação sanguínea. 
Rejeição AGUDA 
• Se inicia de 1 a 6 semanas após o transplante e ocasiona a lesão do parênquima e dos vasos sanguíneo do enxerto. 
• É mediado mediada por células T e anticorpos. 
As CTL matam as células do enxerto e as células T CD4+ auxiliares produzem citocinas que ativam outras células. 
Os anticorpos se ligam aos aloantígenos como o HLA e causam lesão e trombose intravascular. Isso ativa o 
complemento, que leva à lise de células recrutamento e ativação de neutrófilos e formação de trombos. 
Rejeição CRÔNICA 
• Ela se desenvolve durante meses ou anos e é a principal causa da falha dos aloenxertos de órgãos vascularizados. 
• Uma lesão comum da rejeição crônica é a OCLUSÃO ARTERIAL que ocorre pela proliferação de células endoteliais 
e musculares lisas, devido à ativação de células T e secreção de citocinas. 
PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA REJEIÇÃO DE ALOENXERTOS Fármacos imunossupressores são os principais 
agentes para tratar ou prevenir a rejeição de enxertos. 
Inibidores sinalizadores de células T 
• Os inibidores do sinalizador CALCINEURINA, a CICLOSPORINA e o FK506, inibem a produção da IL-2 por células T. 
Assim, células T que dependem da interleucina 2 para se desenvolverem ficam inibidas. 
Bloqueio coestimulatório 
Tratamento da rejeição de enxerto feito por fármacos(CTLA-4 )que bloqueiam a coestimulação das células T se 
ligando à molécula B7 em APCs e evitando que elas se liguem à CD28 das células T, que se tornam anérgicas. 
Antimeabólitos 
• Inibem a proliferação de linfócitos durante a sua maturação e podem também matar células T maduras. 
• O fármaco mais usado é o micofenolato mofetil MMF. 
Anticorpos inibidores de célula T – OKT3 
• São anticorpos, como o OKT3, que inibem células T ao se ligarem ao CD3 dessas células, 
• O uso desse método é limitado porque os organismos que recebem esses anticorpos produzem anticorpos 
antimunoglobulina que eliminam os esses anticorpos estranhos. 
Fármacos que focam aloanticorpos e células B alorreativas: 
• Existem também os fármacos que atacam os aloanticorpos e as células B alorreativas. 
Fármacos anti-inflamatórios - CORTICOTEROIDES 
• Usados para reduzir a inflamação a causada por aloenxertos. 
• Atuam bloqueando a secreção de citocinas como o TNF, IL-1, o óxido nítrico entre outros mediadores. 
• Recrutamento reduzido de leucócitos. 
Problemas da imunossupressão 
• Apesar de ser benéfica aos transplantes, a terapia imunossupressora leva a uma maior suscetibilidade a vários 
tipos de infecções, pois, o objetivo da imunossupressão é reduzir a função das células T auxiliares e CTL. Assim, as 
defesas contra vírus e outros patógenos podem ser comprometidas em hospedeiros de transplantes 
imunossuprimidos. 
Métodos para reduzir a imunogenicidade de aloenxertos 
TIPAGEM: Para evitar a rejeição hiperaguda, a realização da tipagem sanguínea torna possível descobrir se doador e 
receptor são compatíveis. 
COMPATIBILIDADE CRUZADA: 
• determina se o paciente tem anticorpos que reagem com as células do doador. 
• O teste é realizado misturando o soro do receptor com os linfócitos do doador. 
• Complementos são adicionados à mistura. 
• E se houver anticorpos pré-formados presentes no soro do receptor, as células do doador são lisadas. 
• E portanto não serão compatíveis. 
19 – HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATA (tipo I) 
• Reações alérgicas: resultado da produção de anticorpos IgE específicos contra antígenos (alérgenos) inofensivos. 
• Várias doenças humanas são causadas por respostas imunes a antígenos ambientais não microbianos, que 
envolvem as células Th2, IgE, mastócitos e eosinófilos. 
• As marcas características das doenças alérgicas são: 
- exposição a um antígeno, 
- condução desse antígeno por APCs até os LTCD4+ nos gânglios linfáticos. 
- ativação das células Th2 e células B específicas para esse antígeno, 
- produção de anticorpo IgE, 
- ligação do anticorpo a receptores Fc dos mastócitos, 
- e ativação dos mastócitos através da reexposição ao antígeno, 
• Assim, nas subsequentes reações patológicas, ocorre a intensa liberação de mediadores dos mastócitos, basófilos e 
eosinófilos. Esses mediadores provocam: 
- aumento da permeabilidade vascular, 
- vasodilatação 
- contrações nos músculos lisos 
e uma reação inflamatória tardia. 
• Esta reação é chamada de hipersensibilidade imediata porque começa rapidamente, em poucos minutos de 
estimulação antigênica, e tem grandes consequências patológicas. 
• Na medicina clínica, estas reações são chamadas de alergia e as doenças associadas são chamadas de doenças 
alérgicas ou doenças de hipersensibilidade imediata. 
• Reações de hipersensibilidade imediata se manifestam de