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Resumo Completo Imunologia (1)

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histamina. Ocorrem aumentos nos pacientes 
com leucemia mielógena crônica, colite ulcerativa, artrite reumatóide juvenil, deficiência de ferro, insuficiência renal 
crônica e após radioterapia. 
Basofilia: 
Reações alérgicas 
Neoplasias (leucemia mieloide crônica) 
Basopenia 
Tratamento prolongado com glicocorticóides 
Infecção aguda 
MONÓCITOS: Exercem fagocitose (com capacidade para fagocitar partículas maiores). Apresentam antígenos às 
células T auxiliares (CD4+). Secretam citocinas (IL-1, IL-3, interferons e TNF-α) e fatores de crescimento (GM-CSF, G-
CSF, M-CSF) 
Os monócitos têm grande importância no processo inflamatório em nível tecidual devido a sua importância na 
fagocitose, eliminação de microorganismos e, principalmente, como célula apresentadora de antígenos. 
Monocitose: Na fase aguda apresenta pouca alteração, mas observamos a monocitose na fase de convalescença e 
cronificação da doença. Doenças infecciosas de evolução crônica como a tuberculose, paracoccidioidomicose, sífilis, 
endocardite bacteriana subaguda, febre tifóide e por protozoários a presença de monocitose é comum. 
A monocitose também incluem a leucemia mielomonocítica, leucemia monocítica, doença de Hodgkin, fases de 
recuperação de episódios de neutropenia ou infecções agudas, doenças auto-imunes (p.ex.: lúpus eritematoso 
sistêmico, artrite reumatóide, retocolite ulcerativa, etc) e sarcoidose. 
- Acompanha a neutrofilia em processos inflamatórios 
- Doenças infecciosas (endocardite subaguda, tuberculose, brucelose, AIDS e outras) 
- Leucemia mielomonocítica crônica 
- Convalescença de processos infecciosos. 
Monocitopenia 
- Achado incomum 
- Aplasia medular 
- A monocitopenia pode ocorrer secundariamente a endotoxemia ou no uso farmacológico de glicocorticóides. 
4 – IMUNIZAÇÃO ATIVA E PASSIVA (ADJUVANTES). 
IMUNIDADE ATIVA: Capacidade de produzir uma resposta imunológica mediante a exposição patogênica. Essa 
capacidade pode ser adquirida de forma natural ou artificial. 
Natural: ocorre por meio do contato com um agente infeccioso quando há uma invasão ao organismo 
Artificial: ocorre quando o desenvolvimento da imunidade é feito através de vacinas, em que o indivíduo que a 
recebe é estimulado pela mesma a produzir anticorpos para combater os agentes patogênicos. 
OBS: Esse tipo de imunidade cria memória imunológica, por outro lado, ela não é uma resposta imediata. Por isso, 
as vacinas, normalmente são aplicadas sem antes haver uma exposição, participando da imunidade preventiva. 
IMUNIDADE PASSIVA: É a imunidade conferida pela transferência de anticorpos ou linfócitos T específicos para 
determinados antígenos. Sua relevância se dá quando há deficiência na síntese de anticorpos ( defeito nas células 
B), ou, em caráter de urgência, quando não há tempo para a imunização (ex: tétano). 
Natural: é representada pela transferência de anticorpos pela via placentária, pelo colostro ou durante a 
amamentação nos primeiros meses do recém nascido. 
Artificial: ocorre pela introdução de anticorpos produzidos por outro organismo. Ex: soro com anticorpos (usado 
para evitar a DHRN). Neste tipo de imunização, a resposta é imediata, porém não cria memória. 
5 – VACINAS: 
• Estimulam o organismo para a produção de anticorpos dirigida, contra o agente infeccioso 
• Além disso, desencadeiam uma resposta imune específica mediada por linfócitos e formam células de memória. 
• É um meio artificial de se adquirir imunidade ativa sem contrair uma doença infecciosa. 
• As vacinas contêm um ou mais agentes imunizantes (vacina isolada ou composta), sob diversas formas: bactérias 
ou vírus atenuados, vírus inativados, bactérias mortas e componentes de agentes infecciosos purificados ou 
modificados quimicamente ou geneticamente. 
• Atualmente, a maioria das vacinas em uso induz a imunidade humoral. 
• Os anticorpos constituem o único mecanismo imunológico que previne infecções através da neutralização e 
eliminação dos microrganismos antes que consigam se estabelecer no hospedeiro. 
• As melhores vacinas são aquelas que estimulam o desenvolvimento de plasmócitos de vida longa, produtores de 
anticorpos de alta afinidade, assim como células B de memória. 
Composição: O produto em que a vacina é apresentada contém, além do agente imunizante: 
Líquido de suspensão: constituído geralmente por água destilada, podendo conter proteínas. 
Conservantes, estabilizadores e antibióticos: pequenas quantidades de substancias antibióticas ou germicidas são 
incluídas nas vacinas para evitar o crescimento de contaminantes (bactérias e fungos). 
ADJUVANTES: 
• utilizados para aumentar o poder imunogênico das vacinas, amplificando o estimulo dos agentes imunizantes. 
• sais de alumínio são um exemplo. Eles potencializam a produção de anticorpos, concentrando o antígeno nos 
locais adequados. Além de possuírem uma função depósito, induzindo pequenos granulomas nos quais o antígeno é 
retido. 
• Podem ser úteis em pacientes imunocomprometidos que fracassam nas respostas as vacinas normais. 
• São agentes que aumentam a resposta inflamatória. 
• Agem como grandes PAMPs. 
Vacinas bacterianas e virais atenuadas 
• compostas de microrganismos não patogênicos intactos 
• são produzidas pelo tratamento do microrganismo de modo que não possa causar doença (abaixa a virulência). 
• Vantagem: induzem todas as respostas imunológicas inatas e adaptativas que o microrganismo desencadearia, 
sem causar danos. 
Ex vacinas virais: febre amarela, sarampo, rubéola. 
Ex vacinas bacterianas: BCG (tuberculose). 
Vacinas inativadas: o agente infeccioso é inativado e torna-se incapaz de se multiplicar, mas apresenta sua 
estrutura e seus componentes, preservando a capacidade de estimular o sistema imunológico. Ex: raiva, pólio(salk) e 
hepatite A. 
Vacinas frações do agente infeccioso: utiliza-se partículas do agente infeccioso fragmentadas. São necessárias 3 a 5 
doses e reforços para induzir uma resposta imunológica. Ex: tétano, meningite e pneumonia. 
6 – ANTICORPOS. [tipos, funções, características]. 
• São proteínas circulantes produzidas pelos linfócitos B em resposta a antígenos extracelulares estranhos. 
• São os mediadores primários da imunidade humoral. 
• Anticorpos, BCR, MHCs e receptores de antígenos dos linfócitos T (TCR) são as classes de moléculas usadas pelo 
sistema imune adaptativo para ligação de antigenos. 
Podem existir em 3 formas: 
• Ligados a membranas na superfície de linfócitos B, atuando como receptores de antígenos (IgD e IgM). 
• Ligados às membranas de mastócitos em reações de hipersensibilidade, como receptores de antígeno (IgE). 
• Secretados na circulação, nos tecidos e nas mucosas, onde neutralizam toxinas, impedem a entrada e 
disseminação de patógenos, opsonizam microrganismos e os eliminam. 
FUNÇÕES EFETORAS: 
- Neutralização dos microrganismos ou produtos microbianos tóxicos 
- Ativação do Sistema Complemento (IgG, IgM, IgA) 
- Opsonização de patógenos, aumentando a fagocitose (IgG). 
- Citotoxicidade mediada por células dependentes de anticorpos (marcadores) (imunidade contra helmintos). 
- Ativação de mastócitos que elimina vermes parasitas e alérgenos. 
- Aglutinação – IgM e IgA, cadeia J, mais de um antígeno pode se ligar. 
 
• LB são as únicas células que se diferenciam em plasmócitos e sintetizam anticorpos. 
IgG 1, 2, 3 e 4. 
Infecção crônica 
IgA 1 (soro), IgA 
2 
Resposta 
primária, Infecção 
aguda 
Características gerais da Estrutura de Anticorpos: 
 Fc, sítio de resposta efetora, que fica exposta 
após a sensibilização do antigeno, podendo realizar suas funções efetoras. 
• Todas os anticorpos compartilham as mesmas características estruturais básicas, mas