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Educação Ambiental e Educação a Distância

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no curso receberá uma senha de
acesso ao curso 
Portfólios: Cada participante do curso tem seu Portfólio (página) individual para documentação
das suas atividades e um Portfólio Grupal, onde ficam disponibilizadas diferentes categorias de
atividades dos participantes do curso: reflexões, relatos de experiências, projetos em
desenvolvimento, análises, avaliações e outros. 
Fórum de discussão: possibilita a troca de mensagens, através de formulários e conversas on-
line, com a colocação de questionamentos sobre as temáticas trabalhadas no curso. Espaço de
discussão e polemização a respeito do conteúdo estudado. Serão disponibilizados desafios aos
participantes baseados em fatos cotidianos e relativos à realidade ambiental regional. 
Biblioteca: composta por textos, livros, indicações de links sobre temáticas relativas à educação
ambiental, servindo como suporte das discussões que ocorrerem no Fórum de discussão, bem
como para a elaboração de reflexões que alimentam os Portfólios. 
Livro de Visitas: comentários, críticas, sugestões, etc. 
Eventos: Neste banco são colocados os eventos (congressos, encontros, oficinas, palestras),
alimentado, tanto pelos proponentes, quanto pelos participantes do curso. 
O curso é dividido em módulos, e o aluno poderá ter acesso, nos momentos mais oportunos.
Contempla-se a troca de mensagens, participações em fóruns, alimentação de bibliotecas,
visitas a sites, leituras de textos compatíveis com o assunto estudado, redação de comentários
e elaboração de questões para a discussão dos textos elaborados, nas salas de chats. 
Como as demais formas de educação tem um corpo docente atuante em horários previamente
acordados que ficam à disposição para efetuar trocas síncronas com o corpo discente,
encaminhar tarefas, esclarecer eventuais dúvidas, bem como, acompanhamento das atividades
previstas no ambiente da aprendizagem. 
Página 3 de 5GPEAD - Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento da EAD na URI Campus de Santo...
19/11/2004http://www.urisan.tche.br/~ead/possibilidade.htm
O ensino à distância, conta, ainda, com avaliação dos participantes. Esta, pode ocorrer de
várias formas dependendo do curso que realiza, podendo, inclusive se realizar em dois
momentos: avaliação dos participantes das atividades e avaliação do próprio curso. Ao final do
curso são conferidos certificados de participação, modalidade educação à distância, na temática
em estudo. 
Assim, pretende-se criar um ambiente em que a aprendizagem se dê de forma coletiva, com a
alocação de espaços de interlocução que possibilitem o descentramento da figura de professor
como centro das informações. Além disso, tal proposta abre a possibilidade para pessoas de
diversas regiões interagir, trabalhar coletivamente, capacitarem-se no uso das tecnologias da
comunicação e informação e vivenciarem experiências de aprendizagem fora da sala de aula
presencial. 
Os elementos que perpassam este tipo de proposta pedagógica serão examinados e discutidos
em forma de pesquisa pelo grupo. 
 
Uma tentativa de conclusão e o segundo passo: trabalho com docentes frente aos
desafios educacionais contemporâneos 
Além da formulação, pesquisas e projetos em EAD, o Grupo de Pesquisa em Educação à
Distância, tem, também, como propósito estimular e salientar a importância dos novos desafios
educacionais frente seus colegas de Instituição e outras. Esse fato está ligado aos novos
paradigmas educacionais e às apreensões das novas tecnologias e as decorrentes modificações
de hábitos e representações sociais. Portanto, O GPEAD não se fixa apenas na implantação de
novos cursos, mas se coloca no caminho de uma averiguação das mudanças da estrutura do
processo-ensino aprendizagem. 
Pode-se questionar sobre o impacto da informatização da prática pedagógica que tem formas
de funcionar estruturadas, que possui uma cultura própria, específicas relações entre agentes,
hierarquias ocupacionais definidas, relações com a temporalidade e com o espaço. Quais os
efeitos no ordenamento escolar, nas próprias formas de organização curricular, de tempos de
estudo, tempos de exercícios, tempos de atividades físicas? 
O computador na escola por si só não terá autonomia de poder para transformar relações. Se
tecnologia diz respeito a formas de práticas constituídas no interior de formas particulares de
conhecer e fazer (...), sendo concretizada como um conjunto de procedimentos, mecanismos e
técnicas reguladas, a noção de tecnologia é ampliada para incluir a produção daquilo que é
conhecível em relação a formas materiais, sociais e espirituais; noções de conhecível que
assumem um caráter prático, pragmático em sua própria articulação de poder cultural (Roger
Simon, 1995, p.71), pode-se pensar que sua imbricação com o ambiente deve seguir a lógica
das formas materiais (equipamentos, ambiente informatizado, verbas e subsídios oferecidos à
escola pela administração da Secretaria de Educação, ...); sociais (o que significa para uma
escola possuir computadores: modernização, investimento nos/as estudantes de classes
populares, tanto na aprendizagem quanto na preparação para o trabalho; para a localidade em
que está a escola: para seus/suas moradores/as, ...); e os efeitos na subjetividade dos/as
agentes escolares e na própria comunidade. 
Especificamente nas pesquisas do campo da IE, Paulo Cysneiros (1991, p. 1.45) coloca que o
computador é imaginado como uma máquina que pensa e que pode resolver os problemas pelo
aluno; como um 'alimento mental' que pode desenvolver a inteligência pelo simples fato de ser
usado (como pensam ocorrer com a ingestão de iogurte, de geléia de mocotó e de certos
remédios recomendados pela televisão); como algo meio mágico, que o professor mal conhece
e de certo modo teme, tanto por não saber mexer como pelo perigo de ser substituído pela
máquina; algo caro, frágil, que deve ser conservado em salas com ar refrigerado (negado às
pessoas, mas generosamente fornecido às máquinas). 
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O autor continua explicitando que o professor pensa que tanto ele/a quanto seu aluno devem
adaptar-se mais à máquina do que a máquina deve adaptar-se a ele. Tal comportamento
demonstra a relação que os professores têm com o computador: uma tecnologia que não faz
parte de seu cotidiano e que vem para salvar os/as estudantes, para além disso, algo que é
muito frágil e caro. 
Certos autores defendem a inserção de computadores na escola baseados no argumento de que
a escola não pode "ficar parada no tempo: temos que nos modernizar!" Gandin (1996, p. 9),
por exemplo, nos aponta que os computadores estão representando um passaporte para uma
educação mais moderna, mais identificada com nosso tempo e que esta posição anuncia uma
série de problemas na implementação da informatização em escolas, visto que eleva a bandeira
de soluções fáceis e superficiais para o intrincado problema da escola. Assim, a implementação
de ambientes informatizados é uma exigência do desenvolvimento tecnológico, tendo seu lugar
assegurado pelo imperativo: "É preciso! Urge que se faça!" Imperativo que pode estar
desvinculado da prática específica da escola, de sua discussão político-pedagógica. 
Na mesma linha de raciocínio e ainda alertando, Isabel Brasil Pereira (1996) afirma que sendo a
cultura técnica ligada à informática um campo muito recente, em rápida mutação, a formação
de quadros qualificados não é um processo linear e rápido. Sobretudo, não se deve ter a ilusão
de que a tecnologia educacional, incluídos os computadores, seja uma panacéia universal,
capaz de resolver todos os problemas da Educação. Não havendo projeto político, recursos
materiais, e investimentos qualificados, a face "arcaica" da Educação no Brasil tende a se
reproduzir. 
Autores que trabalham com a entrada da informática