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Aula 2 Giardia

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Flagelados das vias digestivas e geniturinária
Giardia Lamblia
Trichomonas Vaginalis
Profa. Roberta Lima
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Giardíase
Giardia duodenalis
Protozoários Cavitários
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GIARDIA DUODENALIS
Sinônimos – G. Intestinalis, G. Lamblia e Lamblia intestinalis. 
Pequeno protozoário flagelado; 
Parasita do homem e de vários animais domésticos e silvestres. 
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Durante ciclo vital apresenta duas formas:
Trofozoíto
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Cisto
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Formas de vida
Trofozoíto características
piriforme com simetria bilateral
achatamento dorsoventral
superfície ventral - disco adesivo DA
2 núcleos N, 2 axóstilos AX: feixes de fibras longitudinais, 2 corpos parabasais CP (Golgi)
4 pares de flagelos posteriores 
N
 CP
 AX
DA
Giardia duodenales
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Trofozoítos
Habitat: duodeno e parte do jejuno
Giardia duodenales
Deslocamento: batimento flagelar 
Reprodução: divisão binária 
Cultivável (meios líquidos e culturas de células)
* Ductos biliares
* Vesícula biliar
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Disco adesivo
Flagelos 
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Formas de vida
Cistos
ovóides com parede cística (quitina)
4 núcleos (duplas estruturas internas)
Encistamento: colón
Desencistamento
passagem pelo estômago - eclosão intestino delgado 
1 cisto - 2 trofozoítas
Giardia duodenales
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Ciclo de vida: Cisto e trofozoíta
Fezes
1. Água
2. Alimentos
3. direto
Transmissão
ingestão de cistos
Trofozoíto
Cisto
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Mecanismos de infecção
1. Ingestão de cistos - eliminados fezes formadas
formas de resistência: água 2 meses
- água 
- alimentos contaminados (água ou manipuladores)
2.Transmissão anal (sexual)
Trofozoítas - eliminados fezes diarréicas não são infectantes
Giardia duodenales
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patologia e sintomatologia
Variável:
- Assintomática 
- Sintomática: Diarreias brandas e auto-limitantes à diarreias crônicas e debilitantes 
Giardíase
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sintomatologia
Giardíase
1. Aguda (até 2 meses), intermitente e auto-limitante 
 Dores abdominais (cólicas)
 Diarréia (fezes pastosas ou líquidas: muco + gordura
2. Crônica, má absorção intestinal e perda de peso
3. Crianças: diarreia crônica, dor abdominal, anorexia e perda de peso
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 Mecanismo de patogenicidade
- Não ocorre invasão da mucosa
- Processo principalmente mecânico
Giardia duodenales
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Giardia duodenales
relação parasita-hospedeiro 
Resposta do hospedeiro
Aguda - eosinófilos
Crônica: inflamação - atrofia das microvilosidades
  
  
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Mecanismos de Escape
Giardia duodenales
relação parasita-hospedeiro 
 Variação antigênica -VSPs- antígenos de superfície
Evasão do sistema imune
Sobrevivência em diferentes condições intestinais
  
  
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http://seer.ufrgs.br/hcpa/article/download/22570/16463
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Diagnóstico
Parasitológico de fezes
cistos em fezes sólidas
trofozoítas em fezes líquidas ou aspirado de duodeno
pode requerer exames repetidos (3 amostras)
Imunológico
ELISA - pesquisa de Ags nas fezes
Giardia duodenales
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Tratamento
 Profilaxia
Saneamento básico (água) – Cloro utilizado H2O não é suficiente 
Higiene - creches, asilos
Cuidados com alimentos
Tratamento dos doentes
Tratamento dos portadores assintomáticos - muito importante
Animais domésticos (cães e gatos) podem ser reservatórios
Vacinas veterinárias - cães e gatos 
Giardia duodenales
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Tratamento
Metronidazol, Ornidazol.
Nitazoxanida – amplo espectro – inibe enzimas indispensáveis a vida do parasita – Annita (comercial).
Giardia duodenales
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Obrigada!
é um pequeno protozoário, flagelado, que durante seu ciclo vital apresenta duas formas: trofozoíta e cisto. 
Parasita intestinal mais freqüente do homem.
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DISCO SUCTORIAL
2 núcleos N, 2 axóstilos AX: feixes de fibras longitudinais, 2 corpos parabasais CP (Golgi)
4 pares de flagelos posteriores 
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Metabolismo: anaeróbio, aerotolerante
não tem mitocôndria 
nutrição: via membrana e pinocitose
Metabolismo anaeróbico – carboidratos
Não tem hidrogenossomos – enzimas glicolíticas citoplasmáticas
mergulhados nas criptas
aderidos mucosa - disco suctorial
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Porém, aderem em grande número à superfície da mucosa, graças ao disco suctorial que possuem, chegando a formar um revesti- mento extenso a tal ponto que, segundo alguns autores, seria capaz de interferir na absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis, especialmente a vitamina A
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Nas evacuações líquidas (diarréicas) os trofozoítas apare- cem em grande número, porém em fezes formadas predomi- nam os cistos. Centenas de milhões ou bilhões de cistos po- dem ser eliminados diariamente por um indivíduo infectado. Ao encistar-se, o trofozoíta torna-se globoso, desaparece o disco ventral e o parasito como que se enrola sobre si mes- mo; os flagelos tornam-se intracitoplásmicos.
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Cistos são resistentes até 2 meses em água
Divisão binária - A divisão binária, processo também chamado de fissão e cissiparidade, é um tipo de reprodução assexuada em que se formam organismos iguais àquele que os gerou.
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Quadro sintomático predomina entre os menores de 5 anos.
Sintomas menos frequentes:
Diminuição do apetite, náuseas, vômitos, ligeira febre, cefaléia
Lesões anatopatológicas:
Atrofia das microvilosidades – reduzindo área de absorção da mucosa;
Infiltração de elementos inflamatórios;
Aumento da secreção de muco;
Má-absorção intestinal corrigível pelo tratamento antiparasitário.
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parasitas aderem e recobrem 
a parede do duodeno
 “tapete” (impede absorção)
- Perda de microvilosidades 
quando o parasita descola
diminui a absorção intestinal 
- Diarréia “mecânica”
- Evidências toxina (CRP136)
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Como o parasito se esconde do sistema imune
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