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CONTRARRAZOES PEDRO LEMOS

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DA 1ª VARA DO TRABALHO DE BALNEÁRIO CAMBORIU (SC)
Processo n° 0010050-20.2018.512-0001
Pedro Lemos, já qualificado nos autos de reclamatória trabalhista em epígrafe, movida em face da FUNDAÇÃO DE TECNOLOGIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, também já qualificada nos autos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência, representado por sua procuradora Dra. xxxxxxxxx., com endereço profissional na rua xxxxxxxxx., bairro xxxxxxxxx., cidade/estado xxxxxxxxx, (procuração em anexo, interpor 
CONTRARRAZÕES AO RECURSO ORDINARIO,
em face das decisões prolatadas na sentença que deu parcial provimento à reclamatória Trabalhistas, afim de que a matéria seja novamente apreciada, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
DO REQUERIMENTO:
Solicita que seja, desde de já, recebido e processado o presente recurso ordinário, com encaminhamento Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a fim de que seja realizado o reexame, 
Nesses termos, pede deferimento.
Balneário Camboriú- SC, XXX de XXXXX de XXXXX.
ADV - XXXXXXXXXXXXXX
OAB/SC xxxxxxx
EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 12° REGIÃO
RECORRENTE: PEDRO LEMOS,
RECLAMADA: FUNDAÇÃO DE TECNOLOGIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA; 
ORIGEM: 1ª VARA DO TRABALHO DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ
PROCESSO N° 0010050-20.2018.512-0001
EMÉRITOS JULGADORES,
- QUANTO A TEMPESTIVIDADE- 
É fixado o prazo de oito dias para apresentação de recurso ordinário, prazo esse sendo contado em dias uteis, excluindo o dia do começo e inclusão do dia do vencimento, com fundamentação no artigo 895, inciso I e art. 775 ambos da CLT.
O reclamante foi intimado da sentença por meio de publicação oficial ocorrida no dia 23.10.2018, razão pela qual é tempestivo.
- QUANTO AO PREPARO- 
As custas serão pagas sempre pelo vencido e em caso de recurso, comprovado prazo dentro do prazo recursal, com fundamento no art. 789 § 1. 
- QUANTO O LEGITIMIDADE- 
Como exposto acima, o recurso proposto é totalmente legitimo com fundamento nos arts. 1.030 e 1.042 do CPP.
DOS FATOS:
O reclamante foi contratado em 02/01/2017, pela reclamada para exercer a função de Técnico de Informática, do qual suas atribuições era prestar consultoria na área de informática para diversos clientes. Na inicial solicita o pagamento do adicional de horas extras excedentes à 44ª semanal referente ao período de 02/01/2017 até 02/03/2018, reflexos salariais em aviso prévio, férias + 1/3, décimo terceiro salário e na multa de 40% do FGTS, pagamento de despesas com internet durante todo o pacto laboral, bem como multa por descumprimento do art. 477, §8º, da CLT e indenização de 03 dias de aviso prévio. Após sentença a reclamada interpôs Recurso Ordinário, pois foi condenada a pagar ao Reclamante os valores devidos à título de Horas Extras e Honorários Advocatícios. Em que pese o inconformismo do Recorrente, temos que, a r. sentença, nos pontos atacados, não merece os reparos veiculados pelo Recorrente, vez que, está em consonância com o acervo probatório carreado aos autos, devendo ser negado provimento ao recurso do Recorrente, conforme as razões de fato e de direito a seguir narradas.
DOS HONORARIOS
Inicialmente foi julgado procedente o recebimento dos valores devido, haja vista que o reclamante trabalhava por meio de sistema, do qual teria que realizar login e logout, assim ficando registrado seu tempo de acesso, ou seja, tempo de trabalho. Contudo o alegou o Magistrado a inaplicabilidade da Lei nº 13.467/17 e da Medida Provisória nº 808/17 no caso acima, haja vista que o contrato de trabalho foi firmado em 02/01/2017, ou seja, antes do início da vigência da Reforma Trabalhista. Dessa forma, a questão sob judice foi analisada sob a ótica do Direito do Trabalho antes das modificações introduzidas pela Lei nº 13.467/17 e pela Medida Provisória nº 808/17.
Mas como já apresentado, o Reclamante trabalhava mais de 08 (oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) horas semanais, o que viola o disposto no art. 7º, inciso XIII da Constituição Federal:
“Art. 7º- São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”
 Do mesmo modo dispõe a CLT sobre a jornada de trabalho, em seus artigos 58 e 59:
“Art. 58 - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite.
Art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho.”
Assim também ocorre na modalidade de teletrabalho, conforme art. 6º, da CLT:
“Art. 6º. Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego.”
Caberia a reclamada demonstrar que não era devida essas horas, porém a mesma não apresentou documento, bem como a analise nos termos do art. 818, da CLT, e 373, inciso I, do CPC. Dessa forma, deve ser negado o provimento ao recurso da Reclamada no que concerne às horas extras, sendo mantida a r. decisão de 1ª instância, tendo em vista que o trabalho era passível de controle de jornada, uma vez que o reclamante utilizada sistema da empresa para login e logout (combatendo o Art. 62, I da CLT) e que a aplicação dos termos do Art. 62, III, da CLT prejudicaria o Reclamante, tendo em vista que o contrato foi firmado antes da Lei 13467/17 (reforma trabalhista), não sendo lícita sua alteração, conforme dispõe o artigo 468 da CLT (combatendo o art. 62, III da CLT). 
DOS HONORARIOS ADVOCATÍCIOS:
Reforçamos a questão da gratuidade judiciaria com fundamento no art. 791 A da CLT; por impor restrições inconstitucionais à garantia de gratuidade judiciária aos que comprovem insuficiência de recursos, na Justiça do Trabalho, em violação aos art. 1 incisos III e IV e art. 3 incisos I e III e art. 5, caput, inciso XXXV e LXXIV e §2,7 a 9 da CF/88. 
Ação direta de inconstitucionalidade n 5766; 
DO PEDIDO: 
Ante o exposto, requer e espera que este Egrégio Tribunal negue provimento ao Recurso Ordinário interposto pela Reclamada, para manter a decisão recorrida com relação ao pedido de horas extras e honorários advocatícios devidos, nos termos deste.
Nesses termos, pede deferimento.
Balneário Camboriú- SC, XXX de XXXXX de XXXXX.
ADV - XXXXXXXXXXXXXX
OAB/SC xxxxxxx