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Trabalho de Assistência a mãe e a Criança Sadia - Alterações sistêmicas da gravidez

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delas é a prevenção, principalmente, porque se você ficar grávida outras vezes, as varizes tendem a piorar.
 	Apesar das modificações serem incômodas e comuns, existem medidas para amenizar estes sintomas. A maior parte delas, comportamentais simples, mas se feitas de maneira correta podem ajudar muito.
Dentre estas medidas estão:
· Evitar ganho excessivo de peso;
· Não usar roupas que apertem o abdome e cintura;
· Fazer várias refeições pequenas, ao invés de três grandes;
· Comer devagar, mastigando completamente os alimentos;
· Evitar alimentos que causam desconforto: quentes, gordurosos ou condimentados;
· Não fumar;
· Evitar deitar logo após as refeições;
· Manter dieta balanceada, sem excessos.
TROMBOSE VENOSA
A gravidez aumenta muito o risco de complicações vasculares, tais como trombose venosa profunda (devido ao aumento dos hormônios femininos pode se alterar a viscosidade sanguínea e provocar a coagulação do sangue dentro de uma veia), trazendo riscos para o feto e para a mãe.
 	O aumento do útero comprime as veias cava e ilíaca e geram aumento de pressão nas veias da perna, produzindo sua dilatação. Mas nada de entrar em pânico, pois grande parte destas veias que se dilatam some espontaneamente após o parto. 
A doença tromboembólica venosa (TEV) é uma importante causa de morbidade e mortalidade obstétrica, mas a verdadeira incidência da trombose venosa profunda (TVP) durante os períodos de gestação e pós-parto ainda não está totalmente estabelecida. De modo geral, pode-se afirmar que na gestante existe um risco seis vezes maior de ocorrência do tromboembolismo venoso e que a TVP incide em 1 a 2 casos por 1.000 gestações.
Depois da toxemia gravídica, a embolia pulmonar é a causa mais comum de mortalidade maternal, com uma taxa variável de 15 a 25 % das pacientes com a doença não tratada, resultando em 12 a 15% de óbitos. Com uma terapêutica apropriada, a incidência de embolia pulmonar na gestante cai para 4,5%, com uma redução na taxa média de mortalidade para 0,7%.
Tradicionalmente, o risco de trombose na gravidez é considerado maior durante o terceiro trimestre da gestação e, especialmente, no puerpério, ou seja, no período de seis semanas após o parto. No entanto, estudos prospectivos usando testes diagnósticos objetivos não mostraram que a preponderância do tromboembolismo venoso durante o terceiro trimestre seja superior à sua ocorrência nos dois primeiros trimestres. Análises recentes feitas também com métodos objetivos de diagnóstico, mostram, da mesma forma, que a TVP na gestação é, pelo menos, tão comum quanto a TVP no pós-parto.
HEMORROIDAS
Ter hemorroidas na gravidez é normal devido ao aumento do peso corporal e da pressão exercida na região pélvica, à prisão de ventre e ao aumento da quantidade de sangue que circula pelo corpo da gestante que faz com que as veias da região anal dilatem e fiquem inchadas, originando as hemorroidas.
As hemorroidas na gravidez têm cura e pode ser alcançada com o tratamento que pode ser feito com uma alimentação rica em fibras, ingestão de cerca de 2 litros de água por dia, medicamentos ou pomadas analgésicas e anti-inflamatórias indicadas pelo obstetra, banhos de assento com água morna e a prática de exercício físico, como caminhada, por exemplo.
As hemorroidas externas na gravidez, que se situam fora do ânus, não impedem o trabalho de parto normal e não justificam uma cesárea, mas essa decisão depende do desejo da mulher e da opinião do obstetra.
As hemorroidas que surgem durante a gravidez tendem a desaparecer no pós-parto, no máximo passados 3 meses, por isso, é importante que a mulher continue a fazer o tratamento indicado pelo obstetra.
EDEMA
Edema; ele é resultado do sangue a mais que circula no seu corpo durante a gestação. O útero pressiona as veias pélvicas e a veia cava (uma grande veia na parte direita do seu corpo que recebe sangue dos membros inferiores), desacelerando a circulação e fazendo com o que o sangue se acumule. 
 	A pressão do sangue preso faz com que água desça para os tecidos dos pés e tornozelos. Essa água é líquido que está no seu corpo de qualquer forma, mas acaba sendo movimentado. Durante a gravidez o corpo produz aproximadamente 50% mais sangue e fluidos corporais para suprir as necessidades do desenvolvimento do bebê. O edema (inchaço) discreto é uma condição normal da gestação causada pelos fluidos e sangue adicionais e ocorre nas mãos, face, tornozelos e pés. O sangue sai do coração, segue para as pernas e os pés e, na hora de retornar para a parte superior do corpo, encontra resistência.
O volume de sangue circulante no corpo da mulher aumenta durante a gravidez – à custa de água. Por isso, se diz popularmente que o sangue fica ralo. Na verdade, a gestante retém líquido e ele se mistura ao sangue, deixando-o realmente diluído. Uma das consequências pode ser a anemia. A outra é que, quando o sangue encontra resistência para retornar aos membros superiores, essa água extravasa pela parede das veias, causando o inchaço de pernas e pés.
Cada gravidez é diferente da outra. Alguns fatores são comuns – a retenção de líquido, a compressão da veia cava (na região pélvica) e o aumento do sangue circulante. Porém, o inchaço pode aumentar quando a mulher está acima do peso, fica grávida de gêmeos (pois o útero fica mais pesado, comprometendo ainda mais a circulação) e se enfrentar temperaturas elevadas ao longo do último trimestre de gestação.
Normalmente, o problema aparece nos membros inferiores, deixando pés, tornozelos e pernas inchados. Porém, o edema pode surgir na parte superior do corpo. “A alteração atinge todo o aparelho circulatório e, por isso, mãos, braços e até mesmo o rosto podem ficar inchados”.
SISTEMA HEMATOLÓGICO
Os problemas mais frequentes do sistema hematológico no ciclo gestatório-puerperal são: anemia no pré-natal, hemorragia durante o parto e pós-parto imediato e tromboembolismo no puerpério, sendo a anemia o problema hegemônico nesse período.
VOLUME SANGUINIO 							Na gestação há uma elevação do volume sanguíneo total em cerca de 40 a 50%, como decorrência do aumento tanto do volume plasmático quanto da massa total de eritrócitos e leucócitos na circulação. No entanto, a elevação do volume plasmático e da massa eritrocitária não é proporcional e é controlada por diferentes mecanismos. Desse modo, indicadores hematológicos, tais como contagem de células vermelhas, níveis de hemoglobina (Hb) e hematócrito (Ht), que se reduzem drasticamente a partir do segundo trimestre da gestação, não podem ser interpretados sem o prévio conhecimento de tais mudanças.
VOULUME PLAMATICO 	O volume plasmático eleva-se progressivamente a partir da sexta semana de gestação, aumentando cerca de 50% durante todo o período gestacional. Expande-se mais rapidamente durante o segundo trimestre, alcançando o pico em torno da 24ª semana. A partir de então ocorre um pequeno aumento, estabilizando-se em platô até o final da gestação, em torno da 32ª a 34ª semanas. A expansão do volume plasmático levaria à necessidade de aumento do espaço vascular para conter esse maior volume e isto seria alcançado com a diminuição da resistência periférica. 			 	O aumento do volume plasmático está relacionado com o desempenho clínico da gestação e varia amplamente de uma mulher para outra. Há uma correlação positiva entre a expansão do volume plasmático e o "tamanho" da gestação, ou seja, multíparas, gestações múltiplas e fetos macrossômicos apresentam incremento maior do volume plasmático em comparação com primíparas, gestações únicas e fetos pequenos. Apesar disso, a presença do feto não é essencial para a expansão da volemia, uma vez que esta é detectada na gestação molar. 	O aumento do volume plasmático é necessário para suprir a demanda do sistema vascular hipertrofiado de um útero

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