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ESTAGIO

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
HISTÓRIA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO:
Estágio Curricular Obrigatório III – Estágio no Ensino Médio – 150 h
Bebedouro
2018
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO:
Estágio Curricular Obrigatório III – Estágio no Ensino Médio – 150 h
Relatório final de Estágio Curricular Obrigatório III apresentado ao Curso de Licenciatura em História.
Docente Supervisor:Angela Maria Cieto 
Tutor Presencial:Maria Aparecida Morato da Silva
Tutor a Distância:Janaina dos Santos Correia Rodrigues 
Bebedouro 
2018
INTRODUÇÃO 
O estágio supervisionado foi para mim um grande desafio, pois durante o estágio eu como aluno necessitei acostumar-me com diferenças entre os alunos e seus contextos.Nas aulas de observação além do raciocínio que o professor procurou desenvolver foi importante analisar também as formas pelos quais o professor organiza a sequência dos conteúdos e como elas são integradas com os tópicos da mesma disciplina e com outras. Além da observação das aulas, livros e materiais utilizados pelos alunos também contribuem para a construção do relatório. A análise da dimensão emocional do processo de ensino-aprendizagem, assim como das relações sociais estabelecidas na escola, foi para mim um componente imprescindível da minha formação.Como é difícil lidar com diferentes comportamentos de alunos em diferentes situações! A mesma série de aulas dadas pelo mesmo professor em horários distintos, ou o mesmo conteúdo, dado pelo mesmo professor, na mesma série em salas diferentes. O desempenho do professor criou um clima de livre participação em determinadas salas em outras não.  Como foram as aulas desse professor? Expositivas práticas e dialogadas. Em cada sala estratégias variadas. Nas aulas de regência pesou a responsabilidade total da condução da aula. Requereu um maior planejamento como a escolha do objetivo da unidade trabalhada, a preparação das aulas, preparação de material e avaliação com a anuência do professor. Em suma, o estágio supervisionado dá a noção do que o futuro professor irá encarar no seu cotidiano, aprendendo a lidar com as contingências diárias e conseguir atingir seu objetivo maior, que é o da promoção da aprendizagem.
Atividade 1: Apresentação à escola (Ensino Médio)
No primeiro dia de visita à escola EE Souza Lima(01/08/2018) me apresentei a Diretora e expliquei como se daria o estágio na escola e que a carga horária de campo (realizada na escola) seria de 72 horas solicitei sua autorização para realizar as atividades de estágio.Expliquei para ela que o relatório de estágio tem como objetivo expor as atividades, aprendizados e informações coletadas e observadas durante o tempo em que estarei nesta escola. O intuito será observar na prática tudo o que foi aprendido no curso de história, relacionar as teorias com a prática vivenciada e como se dá o desenvolvimento dos alunos nesta faixa etária , assim completando o meu aprendizado e aperfeiçoando a minha prática pedagógica. Solicitei autorização também para o professor responsável pela disciplina de História.Pude perceber alguns aspectos ligados à estrutura física da escola e ao perfil da(s) turma(s) que irei acompanhar.Me comprometi a cumprir as normas constantes dessa Instituição durante o período de efetivação das atividades. A escola oferece curso de nível fundamental e Médio, distribuídos nos turnos matutino e vespertino.
Atividade 2: Estudo de artigo Silva, Marcos Antônio da; Fonseca, Selva Guimarães. Ensino de História hoje: errâncias, conquistas e perdas.
 Os autores Silva, Marcos Antônio da; Fonseca, Selva Guimarães Ensino de História hoje: errâncias,conquistas e perdas. analisam tradições de debate sobre Ensino de História no Brasil desde a ditadura de 1964-1984.Discutem as mudanças, permanências, conquistas e perdas na história da disciplina. Destacam a importância da cultura escolar, a necessária continuidade da escola como instituição e o diálogo com formas não escolares de ensino. Durante a ditadura militar, ao longo de seus sucessivos governos, o ensino de história, e não só ele, recebeu um verdadeiro golpe que limitava as possibilidades de crítica ou questionamento ao poder instituído, e em seu lugar se impôs um ensino dócil, conivente, moralizante, reprodutivo. O contexto de transformações políticas vivido pelo país durante o Regime Militar (1964-1984) implicou em mudanças também no âmbito educacional e conseqüentemente no ensino de história.O contexto de transformações políticas vivido pelo país durante o Regime Militar (1964-1985) implicou em mudanças também no âmbito educacional e conseqüentemente no ensino de história. O ensino de História na educação básica brasileira foi objeto de intenso debate, lutas políticas e teóricas no contexto de resistências à política educacional da ditadura civil-militar brasileira (1964-1984). Isso significou refletir sobre o estado do conhecimento histórico e do debate pedagógico, bem como combater a disciplina “Estudos Sociais” e a desvalorização da História, os currículos fragmentados, a formação de professores em Licenciaturas Curtas e os conteúdos dos livros didáticos difundidos naquele momento, processo articulado às lutas contra as políticas de precarização da profissão docente. 
Sob o período militar, a questão da compra e distribuição de livros didáticos recebeu tratamento específico do poder público em contextos diferenciados1966, 1971 e 1976 todos marcados, porém, pela censura e ausência de liberdades democráticas. Os professores de história se constituíram num dos principais alvos de vigilância da proposta educacional que se instalou após a implantação do Regime Militar, tiveram sua disciplina reduzida e incorporada a outras, como Educação Moral e Cívica.
No ensino superior, o objetivo era o desmantelamento da representatividade no âmbito nacional, restringindo a atuação dos Diretórios Acadêmicos a cada curso e do Diretório Central dos Estudantes em cada universidade. Essas reformas realizadas pela ditadura tinham como meta principal, reorganizar o sistema educacional então vigente, já que este era considera ultrapassado e pouco produtivo, propício para a formação de “mentes subversivas”.
Os autores citam que na Década de 1960 e 70 a nova história rejeita a composição da História unicamente como narrativa, valoriza os documentos oficiais como fonte básica e considera as motivações e intenções individuais como elementos explicativos para os eventos históricos.A nouvelle histoire, isto é, a história sob a influência das ciências sociais realizou uma revolução epistemológica quanto ao conceito de tempo histórico. O fetiche do” dernier cri” a novidade do argumento surge como um bem em si, sem reflexão sobre sua efetiva importância. O fetiche da cultura escolar isolada de outras culturas (universitária, industrial, não escolar, tradições populares) O fetiche da Academia como único lugar do saber: ele tem como consequência a desqualificação de professores e alunos da escola fundamental e média. O fetiche da lei ou do Estado que tudo salva, ignorando vontades intelectuais e políticas de professores, alunos e outros atores sociais envolvidos no Ensino de História. 
Comentam os autores que o texto da LDB, Lei 9.394/95, apontou diretrizes, esse documento reitera a ênfase no estudo da História do Brasil, por meio da tríade: “as matrizes indígena, africana e europeia na formação do povo brasileiro”, conforme exposto no Parágrafo 4º do Artigo 26 da LDB.Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), implantados em 1997, também nos respondem. Em primeiro lugar, deve-se registrar que eles oficializaram, em âmbito nacional, a separação das disciplinas “História e Geografia” nos anos iniciais do ensino fundamental, após anos de lutas e críticas à sua fusão, predominante nos currículos escolares durante e após o governo da Ditadura Civil-Militar (é importante ressaltar que a fusão é anterior