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Resumão grifado(3)

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SIGLAS MAIS USADAS: 
Tto = tratamento 
DD = diagnóstico dieferencial / decúbito dorsal 
DL = decúbito lateral 
DV = decúbito ventral 
Rot ext = rotação externa 
Rot int = rotação interna 
EF = exame físico 
QC = quadro clínico 
EIAS = espinha ilíaca antero-superior 
EIAI = espinha ilíaca antero inferior 
Artic = articulação 
Lig = ligamentopa 
ADM = arco de movimento 
LCA = ligamento cruzado anterior do joelho 
LCP = ligametno cruzado posterior do joelho 
LCL = ligamento colateral lateral do joelho 
LCM = ligamento colateral medial do joelho 
 
 
NÍVEIS DE EVIDÊNCIA 
PARA ESTUDOS 
PROGNÓSTICOS 
 
I: 
- estudo prospectivo de alta qualidade 
- todos os pacientes incorporados ao 
estudo no mesmo ponto na doença 
- >80% de seguimento dos participantes 
do estudo 
II: 
- estudo retrospectivo de alta qualidade 
- controles não tratados de um ensaio 
controlado randomizado 
- estudo prospectivo de menor qualidade 
- pacientes incorporados ao estudo em 
diferentes pontos na doença 
- < 80% de seguimento dos participantes 
do estudo 
- revisão sistemática de estudos de nível I 
 
III: estudo de caso-controle 
 
IV: série de casos 
 
V: opinião de especialista 
 
 
EMBRIOLOGIA 
 
O sistema esquelético desenvolve-se do 
mesoderma. O mesoderma de cada lado da linha 
média forma blocos de células para originar os 
somitos, uma série de segmentos repetidos ao longo 
do eixo do embrião. Cada somito se diferencia em 
uma parte ventromedial (o esclerótomo) e uma 
parte dorsolateral (o dermomiótomo). Por volta da 
4a. semana, células do esclerótomo tornam-se 
polimorfas e formam um tecido frouxo, o 
mesênquima, ou tecido conjuntivo embrionário. 
Ocorre ossificação endocondral, e com a formação 
dos gomos vasculares ocorre migração das células 
osteoprogenitoras que se diferenciam em 
osteoblastos e formam os primeiros núcleos de 
ossificação (8a. semana). 
 Os modelos de cartilagem crescem de forma 
aposicional (largura) e intersticial (comprimento). 
 A medula é formada por reabsorção da parte 
central de cartilagem por invasão de células 
mielóides precursoras trazidas por gomos capilares. 
 Os centros secundários de ossificação se 
desenvolvem nas extremidades dos ossos formando 
os centros epifisários de ossificação (placas de 
crescimento), que são responsáveis pelo crescimento 
longitudinal de ossos imaturos. Durante este estágio 
de desenvolvimento, surge uns suprimentos arteriais 
rico, compostos por uma artéria epifisária (que 
termina na zona proliferativa), artérias metafisárias, 
artérias nutrícias e artérias pericondrais. 
 
 
O OSSO 
 
O osso é formado por tecido conectivo 
especializado. Sua medula dá origem a células do 
sangue e sua substância compacta acumula íons de 
cálcio e fosfato. 
 O osso formado onde não existe é chamado de 
osso heterotópico. 
 
Ossos longos: são os quais o comprimento excede a 
largura e a espessura. O corpo é chamado de 
diáfise e as extremidades de epífise. As epífises de 
um osso em crescimento são cartilaginosas e 
quando já tem ossificação são separados da diáfise 
por um disco epifisial cartilagíneo. A parte mais 
larga adjacente ao disco epifisial, e que contém a 
zona de crescimento é chamada de metáfise. A 
epífise e a metáfise consistem de anastomoses 
irregulares das traves ou trabéculas formando o osso 
esponjoso ou retinacular. 
 A diáfise do osso longo é envolvida por uma 
lâmina de tecido conectivo chamado periósteo, que 
é formado por uma camada fibrosa externa e outra 
camada interna celular osteogênica. 
 A superfície interna do osso é forrada por uma 
camada celular chamada de endósteo. 
 
Ossos curtos: suas dimensões são iguais, 
encontrados nas mãos e nos pés e formado por osso 
esponjoso e medula óssea. 
 O osso sesamóide é um tipo de osso curto 
alojado na intimidade de tendões ou cápsulas 
articulares. Alguns servem para alterar o ângulo de 
tração do tendão. 
 Os ossos acessórios são os que não estão 
presentes regularmente. 
 
Ossos planos: compreendem as costelas, o esterno, 
a escápula e alguns ossos do crânio. São delgados e 
comumente recurvados. 
 
Ossos irregulares: são os que não estão incluídos em 
outra classificação (ossos do crânio, vértebras e os 
ossos da bacia). São constituídos de osso esponjoso 
envolto por uma delgada lâmina de osso compacto. 
 
TIPOS: 
Osso lamelar cortical: 
Osso lamelar esponjoso: 
Osso entrelaçado imaturo: 
Osso entrelaçado patológico: 
 
BIOLOGIA CELULAR: 
Osteoblastos: 
Osteócitos: 
Osteoclastos: 
Células progenitoras: 
 
MATRIZ: 
 
REMODELAÇÃO ÓSSEA: 
Lei de Wolff: o osso remodela em resposta ao 
estresse mecânico. O aumento do estresse mecânico 
leva a um ganho significativo de osso. 
 Removendo o estresse mecânico externo pode 
levar à significante perda óssea, no qual é reversível 
em casos de remobilização. 
 
Cargas piezoelétricas: o osso remodela em resposta 
a cargas elétricas. O lado que sofre compressões é 
eletronegativo, estimulando osteoblastos. O lado 
que sofre tensão é eletropositivo, estimulando 
osteoclastos. 
 
Lei de Hueter-Volkmann: 
 
VASCULARIZAÇÃO ÓSSEA: 
Anatomia: 
 
Fluxo: o fluxo arterial de osso maduro é centrífugo, 
resultado do efeito da alta pressão do sistema 
arterial nutrício (sistema endosteal), e a baixa 
pressão do sistema periosteal. 
 No caso de fraturas completamente deslocadas 
com ruptura do sistema endosteal, o gradiente de 
pressão inverte, tornando o fluxo centrípeto. 
 Nos ossos imaturos o sistema é centrípeto, pois 
o periósteo é altamente vascularizado. 
 
OSTEOGÊNESE: todos os ossos começam como 
proliferação do mesênquima, que aparece cedo no 
período embrionário. 
 
Ossificação endocondral: a maioria dos ossos, se 
desenvolve como ossos cartilagíneos. As 
proliferações mesenquimais (com células 
indiferenciadas) se condrificam, e suas células 
depositam matriz cartilagínea (se diferenciando em 
condrócitos) e formam cartilagens hialinas que têm a 
forma dos futuros ossos. A matriz se mineraliza e é 
invadida por gomos vasculares que trazem células 
osteoprogenitoras. Os osteoclastos reabsorvem a 
cartilagem calcificada, enquanto os osteoblastos 
formam o osso. 
Essas cartilagens são, então, substituídas por 
osso. O osso refaz o modelo cartilaginoso (ele não é 
convertido!!). 
 Exemplos de ossificação endocondral: 
- formação embriogênica de osso longo 
- crescimento longitudinal (fise) 
- calo fraturário 
- osso formado com uso de matriz óssea 
desmineralizada 
A fise é formada por 2 placas de crescimento, 
uma horizontal (fise propriamente dita) e outra 
esférica (permite crescimento da epífise). As 2 
placas tem o mesmo padrão de zonas, porém a 
esférica é mais desorganizada. As zonas de 
cartilagem da fise são: 
- de reserva ou germinativa: camada mais 
próxima da epífise. Serve para estoque e 
produção de matriz. 
- proliferativa: serve como proliferação de 
condrócitos (crescimento longitudinal), e 
também produção de matriz. 
- de maturação ou hipertrófica: faz a 
mineralização normal da matriz na zona 
mais baixa. Os condrócitos crescem (5x 
seu tamanho), acumulam cálcio em suas 
mitocôndrias e então morrem (soltando 
cálcio das vesículas da matriz). É 
subdividida em: 
o zona de maturação 
o zona degenerativa 
o zona de calcificação 
- de ossificação 
A periferia da fise é composta por 2 
elementos: 
- canais de Ranvier: supre condrócitos 
para a periferia da placa de crescimento 
para o crescimento lateral 
- anel pericondral de LaCroix: tecido denso 
e fibroso que é a primeira barreira que 
ancora e suporta a periferia da fise 
Existem 2 tipos de epífises nas extremidades 
dos ossos, as de pressão e as de tração (também 
chamadas de apófises). 
As fises são estabilizadas externamente