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Resumão grifado(3)

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lesão Bankart e 
póstero-inferior (7 horas). 
 
 
 
AN. BRAÇO 
(Thompson, Müller, Rockwood, Gray) 
 
 
ANATOMIA: a diáfise umeral compreende 3/5 de 
todo o úmero e começa na borda superior da 
inserção do peitoral maior e termina na crista 
supracondilar. 
O corpo do úmero possui 3 faces: 
anterolateral, anteromedial e posterior. São 
separadas pelas bordas 
- anterior: começa na área anterior do 
tubérculo maior e termina na fossa 
coronóide 
- medial: começa no tubérculo menor e 
termina na crista supracondilar medial 
- lateral: começa na parte posterior do 
tubérculo maior e termina na crista 
supracondilar lateral 
 A face posterior é marcada pelo sulco do 
nervo radial, que se dirige para baixo e lateralmente. 
A face anterolateral apresenta uma grande 
área áspera (a tuberosidade do deltóide) para a 
inserção do músculo deltóide. 
O canal do úmero alarga-se proximamente, de 
forma circular, mas estreita-se distalmente cada vez 
mais, e de forma triangular na diáfise distal, até 
terminar em uma extremidade romba próxima à 
fossa do olécrano, se enchendo de osso denso 
1,5cm acima da fossa. 
 
Músculos: o músc. coracobraquial tem origem no 
processo coracóide e se insere na parte média do 
úmero. Além de fletir, aduz o braço. 
Outros músculos serão divididos em flexores e 
extensores do antebraço: 
- flexores: 
o braquial: tem origem na 
parte distal anterior do 
úmero e se insere na 
tuberosidade da ulna. é 
duplamente inervado pelo 
musculocutâneo e radial 
o bíceps: insere-se na 
tuberosidade do rádio e 
também faz supinação do 
antebraço. Possui 2 cabeças 
e suas origens: 
 Longa: tubérculo 
supraglenoidal 
 curta: processo 
coracóide 
- extensores: 
o tríceps: insere-se na parte 
proximal do olécrano. Possui 
3 cabeças e suas origens: 
 Longa: tubérculo 
infraglenoidal 
 Lateral: posterior 
ao úmero 
proximamente 
 Medial: posterior 
ao úmero 
distalmente 
 
Nervos: os nervos podem estar muito íntimos em 
relação ao úmero e podem ser lesados em casos de 
fraturas. 
 O musculocutâneo perfura o m. 
coracobraquial e se localiza entre o bíceps e músculo 
braquial no terço médio do braço. É motor para 
coracobraquial, braquial e bíceps. Emite o ramo 
cutâneo lateral do antebraço. 
O mediano acompanha a artéria braquial e ao 
se aproximar do cotovelo desce medial à mesma. 
O cutâneo medial do braço acompanha a 
veia basílica. Sensitivo para parte medial do braço 
O ulnar faz trajeto acompanhando a veia 
basílica e passa do compartimento ant para post 
através do septo intermuscular medial (arcada de 
Struthers) 8cm acima do epicôndilo medial. Desce 
junto com a artéria colateral ulnar, anterior à cabeça 
medial do tríceps até atingir a parte posterior do 
epicôndilo medial 
O radial faz trajeto com a artéria braquial 
profunda no “intervalo” triangular, abaixo do 
redondo maior, e acompanha a superfície profunda 
do tríceps, ao longo do intervalo entre as cabeças 
longa e lateral. Depois de mandar seus ramos para o 
tríceps migra para o sulco do nervo radial do úmero 
(a 15 cm do cotovelo), único local onde o nervo fica 
apoiado diretamente no úmero. Atravessa o septo 
intermuscular lateral do braço, entrando no 
compartimento anterior e dirige-se anteriormente 
para a fossa cubital entre o músc. braquial e 
braquiorradial, à frente do epicôndilo lateral. Emite 
vários ramos antes de chegar ao cotovelo (como o 
cutâneo posterior do antebraço) e divide-se em seus 
ramos terminais (superficial e profundo) ao nível ou 
abaixo do epicôndilo lateral. É sensitivo para a parte 
lateral e posterior do braço através de nervos 
cutâneos e motor para o tríceps e ancôneo. O nervo 
radial fica separado do osso por 1-5cm de massa 
muscular, ficando apoiado diretamente no úmero 
apenas em um curto trecho próximo à crista 
supracondilar. 
 
Artérias: a artéria braquial é continuação da axilar 
(iniciando após passar pelo redondo maior). Começa 
medialmente no braço perto da axila, e curva-se 
lateralmente para entrar na fossa cubital. Emite 7 
ramos: 
- braquial profunda: faz trajeto com o 
nervo radial no sulco do nervo radial 
emitindo 2 ramos 
o colateral radial: anastomosa 
com a recorrente radial 
o colateral média: anastomosa 
com a recorrente interóssea 
- nutrícia do úmero 
- colateral ulnar superior: faz trajeto com 
o nervo ulnar e anastomosa com a 
recorrente ulnar posterior 
- colateral ulnar inferior: faz anastomose 
com a recorrente ulnar anterior 
- ramos musculares 
- radial: ramo terminal 
- ulnar: ramo terminal 
 
Compartimentos: os septos fasciais dividem em 2: 
- anterior: aloja os flexores do cotovelo 
(bíceps braquial, braquial e 
coracobraquial). Encontram-se também a 
artéria braquial, os nervos 
musculocutâneo e mediano. O nervo 
ulnar tem origem no anterior 
- posterior: dominado pelo tríceps. O 
nervo radial se inicia posterior. A 
irrigação é proveniente da artéria 
braquial profunda 
 
ACESSOS CIRÚRGICOS: 
Acesso antero-lateral ao úmero: o plano 
intermuscular do úmero é feito entre o deltóide 
(nervo axilar) e peitoral maior proximamente, e 
entre as fibras do músculo braquial (nervo radial e 
musculocutâneo). 
Paciente em DV. A incisão se inicia no processo 
coracóide, avança em direção do tubérculo do 
deltóide e prolonga-se distalmente ao longo da 
margem lateral do bíceps. Acessos menores iniciam 
no tubérculo do deltóide. A abertura da fáscia 
profunda e a retração do bíceps irá expor o músculo 
braquial, que recobre anteriormente o úmero. 
 O nervo musculocutâneo irá emergir entre o 
bíceps e o braquial. 
 A incisão das fibras do braquial irá expor o 
úmero e proteger as fibras mediais inervadas pelo 
musculocutâneo e as fibras laterais inervadas pelo 
radial. 
 Os nervos radial e axilar estão em risco quando 
submetidos à tração excessiva. 
 Os vasos umerais circunflexos anteriores 
podem precisar ser ligados no acesso proximal. 
 
Abordagem posterior ao úmero: o plano fica entre a 
cabeça longa e lateral do tríceps, chegando entre as 
fibras da cabeça medial do tríceps. 
 Paciente em DD. A incisão é longitudinal em 
linha média, atravessando a pele e as fáscia até 
expor o tríceps. 
 Proximalmente encontra-se o intervalo entre as 
cabeças longa e lateral que permitirá identificar o 
nervo radial. Deve-se identificar o tronco do nervo 
e as estruturas vasculares que o comparam (a 
artéria braquial profunda, adjacente ao nervo). Estas 
estruturas irão limitar o acesso superior. 
 Distalmente ao trajeto do nervo radial a cabeça 
medial (profunda) envolve posteriormente o úmero. 
As fibras terão que ser incisadas e afastadas do 
osso. 
 O nervo ulnar poderá estar em perigo se 
houver dissecção meticulosa do úmero. 
 
 
AN. COTOVELO 
(Thompson, Müller, Rockwood, Gray) 
 
 
 Conjunto articular formado por 3 ossos (úmero, 
rádio e ulna) e 3 articulações. 
 
ANATOMIA: a porção distal do úmero possui 2 
côndilos: 
- côndilo lateral: 
o epicôndilo lateral 
o capítulo 
o fossa radial 
- côndilo medial: 
o epicôndilo medial 
o tróclea 
o túnel cubital: revestido pela 
fáscia de Osbourne 
o fossa coronóide 
O epicôndilo lateral dá origem aos músculos 
supinador, extensores do antebraço e ancôneo. 
 O capítulo limita-se às faces anterior e inferior 
da extremidade, se articulando com a cabeça do 
rádio. 
 Ambos (tróclea e capítulo) tem projeção de 
40o. anterior em relação à diáfise. 
 O ângulo de carregamento, que é formado pela 
linha tangencial da superfície articular em relação ao 
eixo da diáfise, tem aprox. 170o. 
O epicôndilo medial mais proeminente que o 
lateral. Dá origem aos músculos flexores do 
antebraço, pronador redondo, palmar longo e do 
ligamento colateral medial. Tem íntima