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Resumo Trauma e Basicas

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com fios sublaminares: duas hastes em L
Fios sublaminares colocados na lâmina em ambos os lados e envolvidos sobre as hastes
Fios colocados em múltiplos níveis distribuindo a força corretiva
Baixa resistência em compressão ou distração 
Uso limitado no trauma
Texas Scottish Rite Hospital System
Haste de Cotrel-Dubousset
Parafusos pediculares: reduz o número de segmentos que necessita de artrodese
dificuldade técnica
maior experiência na coluna lombar
na região cervical, limitado a C2 e C7
artéria vertebral geralmente não é encontrada nestes níveis
associações: parafuso + haste ou parafuso + placa
Órtese pós operatória
Indicada para qualquer procedimento com fixação sem estabilidade inicial
Emergência
presença de lesão medular com fratura-luxação de coluna superior sugere descompressão cirúrgica e estabilização
lesão ligamentar: pouca chance de cicatrização adequada sem tratamento cirúrgico mas pode ser feita em algumas situações
algumas devem ser tratadas de forma cirúrgica desde o começo: tipo II de odontóide
Complicações
Lesão neurológica como resultado de fratura cervical alta: menos comum do que cervical baixa ou torácica
Das fraturas cervicais altas com lesão medular, a mais comum é a de odontóide tipo II
Lesão vascular
Deve ser considerada em todas s lesões por distração
Em qualquer fratura envolvendo o forame transverso
Lesões odontóide tipo III por hiperflexão podem levar a trombose da carótidas
Recomendação: profilaxia
Fratura de coluna cervical e TRM em crianças
Maioria é cervical em < 11 anos
Risco de lesão:
	Coluna imatura é hipermóvel
	Cabeça grande
Facetas são mais horizontais ( < resistência para translação anterior
Local de lesão
	Fratura pela placa terminal
	Sincondroses
	Ligamentos
Adolescente é igual ao adulto
Lesão neurológica é rara
	Mais comum < 8 anos
	Se parcial, melhor prognóstico do que no adulto
Infarto medular pós traumático
Praticamente restrita a adolescentes e crianças
Déficit com início após algumas horas até dias após o trauma
RNM: lesão medular no território da artéria espinal anterior 
< 8 anos
	Dissociação atlanto-odontóide
Fratura de odontóide
	Fratura de Jefferson
Espondilolistese de C2
Coluna cervical alta
	Atlas e áxis
	Ligamentos e estruturas ósseas entre a base do crânio e C3 
Fratura mais comum em C1 e C2
Fratura do côndilo occipital
	Alta energia e rara
	Jovens, sexo masculino
Paralisia de pares cranianos inferiores podem ser os únicos sintomas
Hipoglosso passa na base dos côndilos, pelo canal para o n. hipoglosso
Posterolateralmente aos côndilos:
Processo jugular: veia jugular interna e IX,X,XI pares cranianos
Mecanismos
Compressão axial
Rotação externa + avulsão da superfície articular pelos ligamentos alares
Diagnóstico
	RX transoral
	TC de cortes finos com cortes sagital e coronal: mais fácil
Se dúvida quanto a instabilidade: pode-se fazer radioscopia
	Classificação de Anderson e Montesano
Tipo I: fratura por impacção, cominuta, da ponta do côndilo
Estável
Tipo II: fratura oblíqua da superfície condilar para a base do crânio
Geralmente instável e por mecanismo de cisalhamento
Tipo III: avulsão
Identificada por fratura transversa pelo côndilo occipital
Provavelmente instável pelo componente de lesão ligamentar
Lesão dos ligamentos alares e membrana tectorial
Pode ser componente ósseo de dissociação craniocervical
Tratamento:
I e II: colar rígido por 8 semanas
III: instável: halo craniano ou halovest por 12 semanas
Se instabilidade após tratamento conservador: fusão occipício-C2
Complicações:
	
	31% lesão de pares cranianos inferiores
	dor cervical, cefaléia, restrição ADM
Pode estar associada a dissociação craniocervical
Dissociação occipitocervical
	Raro; geralmente fatal
	Maioria com desvio posterior
RX simples: exame para rastreamento
Edema de partes moles pré-vertebral
Articulação occipitocervical com diastase ou incongruência
Estabilidade difícil de avaliar por RX
Sinais de instabilidade:
Translação ou distração > 2 mm em qualquer plano
Lesão neurológica
Traumatismo cerebrovascular concomitante
Pode-se fazer teste com tração cervical sob radioscopia para teste de estabilidade
Se suspeita forte: TC de cortes finos ou RNM
Tratamento
Tração cervical é contra-indicada para tratamento. 
Aplicação imediata de halovest é indicada para estabilização
É uma emergência cirúrgica se estabilização externa não for adequada
	Artrodese primária precoce com fixação interna estável deve ser feita
Técnica de Wertheim e Bohlman
Incisão na linha média do ocipício a C3
Exposição subperiostal dos elementos posteriores até C2
Evitar dissecção lateral > 1,5 cm (artéria vertebral)
Orifício transverso na linha média do occipício no inion
Se o inion não existir: fazer orificio próximo ao forame magno
Outro orifício pelo processo transverso de C2
	
Passagem de fio pelo orifício do inion para fixação do enxerto
Passagem de fios sublaminares abaixo do anel de C1 e pelo orifício de C2
Colocação de enxerto estruturado do ilíaco e fixação com os fios
Imobilização com halovest no pós-operatório
se descoberta tardiamente e não reduzida: fazer artrodese in situ
complicações: se não descoberta: morte ou deteriorização neurológica
Fratura do Atlas
Raramente lesão neurológica associada à fratura
Associação alta com lesão de outras áreas da coluna: 43% associadas a fratura de C2
Divididas em estáveis ou instáveis
Avaliação radiológica
Fraturas dos arcos anterior e posterior geralmente vistas ao RX lateral
Sinal indireto de fratura: hematoma ( espaço pré-vertebral > 10 mm
Transoral: afastamento das massas laterais
Melhor avaliada por TC
RNM: útil para avaliação das lesões de partes moles
Classificação de Levine e Edwards
Sistema de 5 partes
	Fratura apofisária isolada: fratura extra-articular do processo transverso
Mecanicamente estáveis
Fratura do forâme vertebral sugere lesão da artéria vertebral
Tratamento com colar cervical para analgesia
	
	Isolada do arco posterior: 
mais provável por hiperextensão e são estáveis
	
	Isolada do arco anterior
Subdividida em: 
Minimamente desviada
Mecanismo de hiperextensão 
Cominuta 
Instável
	
	Explosão – fratura de Jefferson
Carga axial ( divide o anel do atlas em vários fragmentos
Distância da separação entre as massas laterais: mais importante do que o número de partes
Há relação entre o grau de desvio e pseudoartrose
Insuficiência completa do ligamento transverso 
	
Critério de Spence: se sobreposição da massa lateral de C1 sobre C2 > 6,9 mm 
Redução pode ser obtida com tração esquelética
Pode ser perdida com halovest: reproduz o mecanismo de trauma (compressão axial)
	Massa lateral: fratura cominuta ou split unilateral, intra-articular
Causada por flexão lateral ou forças rotacionais
Instável
Tratamento:
	
Fratura isolada do arco anterior e posterior do atlas: órtese se desvio mínimo
se desvio: redução fechada com tração craniana seguida de halo
Fraturas combinadas do arco posterior e anterior ou das massas laterais
Desvio das massas laterais 
< 2 mm: imobilização por 10-12 semanas com Filadélfia
2-7 mm: tração com halo por 1-7 dias ( halovest por 12 semanas
> 7 mm com lesão do ligamento transverso por arrancamento
Tração com halo para redução
Tração por 6 semanas ( halovest por mais 6 semanas
> 7 mm com lesão da substância do ligamento transverso
Artrodese quando possível
Tratamento clássico: artrodese occipito-C2 imediata
Outras opções: 
Artrodese C1-C2 após consolidação do arco posterior 
Magerl: permite artrodese C1-C2 imediata
Necessita da integridade das massas laterais de C1 e pedículos de C2
Poupa articulação ocipício-C1: 50% da flexo-extensão
Associada a fratura de C2
se fratura do atlas desviada + odontóide