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Resumo Trauma e Basicas

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há lesão medular
B3.3 – luxação posterior
	C: Multidirecional com translação
1. Luxação anteroposterior
2. Subluxação de flexão com rotação
3. Explosão rotacional
Todas tem elemento de translação
C1: rotação + lesão tipo A
	
C1.1 – fratura da borda, rotacional
C1.2 – fratura com separação, rotacional
C1.3 – fratura explosão, rotacional
C2: rotação + lesão tipo B
C2.1 – lesões B1 com rotação
C2.2 – lesões B2 com rotação
C2.3 – lesões B3 com rotação
C3: lesão por cisalhamento + rotação
C3.1 – fratura tipo fatia
C3.2 – fratura oblíqua
Se no plano sagital: C1
Translação lateral: C2
Rotação: C3
Se força de compressão associada, pode simular A3: 
diferenciada pelo componente rotatório ( lesa o complexo osteoligamentar posterior, tornando-a instável
Gravidade e instabilidade aumenta de A ( C mas não necessariamente entre os subgrupos
Tratamento:
Indicações absolutas para tratamento cirúrgico
	Lesões abertas com exposição da medula espinal
Déficit neurológico após intervalo sem sintomas
	Déficit neurológico progressivo
Risco de lesão neurológica por instabilidade
Fraturas irredutíveis por meios conservadores
Tipo A: gande maioria é estável
Conservador: 
	< 40%-50% de perda de altura
Cifose < 25-30º
	Compressão do canal < 40-50%
Sem déficit neurológico
A3: tratamento conservador: igual a A1 e A2
Tratamento cirúrgico
Sem déficit: pode-se fazer por via posterior com parafuso de pedículo
Artrodese curta, 1 nível acima e outro abaixo
Pode-se fazer por via anterior
Tipo B
Tratamento conservador: B2.1 – Chance
Repouso no leito seguido por imobilização com hiperextensão
Tratamento cirúrgico indicado, exceto para B2.1- Chance
Feito por via posterior: se corpo vertebral íntegro: pode-se fazer fixação monosegmentar
Via anterior: indicada nas fraturas com compressão do canal > 50% ou fraturas que requerem reconstrução da parte anterior do corpo vertebral
Isoladamente é contra-indicada pela lesão ligamentar posterior
B3: artrodese anterior associada com fixação posterior com função de banda de tensão 
Nas luxações posteriores: necessário fixação anterior e posterior 
Tipo C: fazer via anterior e posterior
Classificação de Denis
Baseado na análise do RX e TC
Conceito de 3 colunas
	Tipo de fratura
	Envolvimento das colunas
	
	Anterior
	Média
	Posterior
	Compressão
	Compressão
	---
	--- ou distração 
(nas graves)
	Explosão
	Compressão
	Compressão
	--- ou distração
	Flexo-distração ou cinto de segurança
	--- ou compressão
	Distração
	Distração
	Fratura-luxação
	Compressão e/ou rotação, cisalhamento
	Distração e/ou rotação, cisalhamento
	Distração e/ou rotação, cisalhamento
Mecanismos
Compressão
Flexão anterior ou lateral ( falha da coluna anterior com a média intacta (centro de rotação)
RX com redução na altura da coluna anterior com a posterior normal
Normalmente estáveis e raramente associada a déficit
Tratamento:
Geralmente tratadas de forma sintomática
Deambulação precoce em órtese de hiperextensão
Instabilidade mecânica:
	perda > 50% de altura do corpo vertebral
angulação > 30º 
múltiplas fraturas adjacentes
	
	retardar carga e suporte em gesso de hiperextensão
raramente: RC + FI
Se superior a T6: estabilidade pelas caixa torácica
Não usar órtese ou usar com apoio mandibular
Explosão
Falha compressiva do corpo anterior e posterior com falha das colunas anterior e média
RX: 
	Lateral: ↓ da altura do corpo
	AP: ↑ da distância interpedicular
Pode ter fratura dos elementos posteriores
Alguns subtipos podem ter componentes de angulação e rotação
Geralmente a coluna posterior está intacta mas pode ter distração posterior com lesão ao complexo ligamentar posterior, criando uma fratura instável
Pode haver fragmentos intra-canal
5 subtipos
A: ambas as placas terminais (40% das fraturas por explosão)
força de compressão axial ( cominuição dos pedículos e elementos posteriores
B: placa terminal superior (40%)
flexão + compressão axial com retropulsão da borda póstero-superior do corpo vertebral
C: placa termina inferior: força de flexão + compressão
D: A + rotação
E: translação lateral: compressão lateral
Tratamento: repouso no leito para a maioria
Estáveis podem ser tratadas com gesso em hiperextensão
Denis D e E são mais instáveis e menos apropriadas para tratamento conservador
Indicação cirúrgica
	Lesão neurológica
Perda de altura > 50%
	Escoliose > 10º 
Ruptura ligamentar posterior
Instrumentação deve fazer distração e extensão
Fazer TC após redução: 
Se compressão residual com déficit progressivo ( descompressão anterior
Flexo-distração (Seat Belt)
Secundário a lesão por distração das 3 colunas. Coluna anterior geralmente é o centro de rotação
Subtipos
A: Somente lesão óssea: fratura de Chance (raramente tem déficit neurológico)
B: Somente lesão ligamentar
C: Dois níveis com traço transpondo a coluna média através do osso
D: Dois níveis com traço transpondo a coluna média através de partes moles
Alta incidência de associação com lesão de órgãos intra-abdominais
RX: 
	AP: ↑ da distância dos processo interespinais
	Perfil:↑ da altura posterior do corpo no perfil
Tratamento
Chance: colete com hiperextensão
Cirurgia: falha na redução
Se falha das colunas média e posterior por lesão ligamentar: artrodese posterior com sistema de compressão
Se coluna média não puder suportar carga: fazer via anterior e posterior
Fratura-luxação
Lesão de todas as colunas por combinação de compressão, tensão, rotação ou cisalhamento
Geralmente há lesões ósseas e ligamentares
Subtipos
Flexo-rotação
Coluna anterior falha por compressão e rotação
Coluna média e posterior: falha por rotação
Flexo-distração
Falha das 3 colunas em tensão
Diferenciada da fratura de Chance pela translação significativa
Altamente instável
Associada a déficit neurológico, lesão de dura e lesão intra-abdominal
Cisalhamento
Posteroanterior
Segmento superior do corpo vertebral é desviado anteriormente com relação ao inferior
Corpo vertebral geralmente fica intacto
Orientação da articulação facetária impede desvio anterior do arco posterior resultando em fraturas múltiplas pelo arco posterior
A lâmina é desligada do corpo vertebral que desloca-se anteriormente
Anteroposterior 
Arco posterior pode ser desviado posteriormente sem que as facetas inferiores limitem o desvio
Tratamento
Realinhar a coluna e dar suporte posterior para mobilização precoce
Irredutíveis podem necessitar de redução aberta
Instabilidade
Mecânica
	Perda de altura de 50% do corpo
	Angulação da junção toracolombar > 20º
Falha de 2 das 3 colunas de Denis ( instabilidade aguda
Instabilidade neurológica
Tratamento
Conservador para as por compressão e algumas em explosão
Algumas classificadas como instáveis podem ser tratadas conservadoramente
Lesões ligamentares tem mau prognóstico para tratamento conservador
Doentes devem ser avaliados com RX para estabilidade antes de serem mobilizados
Não devem ser tratados de forma conservadora:
	Lesões ligamentares
Luxação completa
	↑ de dor ou desalinhamento apesar do tratamento conservador
Piora de déficit neurológico
Cirúrgico
	Lesões instáveis
	Déficit neurológico progressivo
Nos com déficit completo, podem ser operados para mobilização
	
	Conservador
	Cirurgia
	
	Observação
	Órtese
	Gesso
	Repouso
	Anterior
	Posterior
	Ambos
	Fratura isolada de elemento posterior
	X
	
	
	
	
	
	
	Fratura compressão simples s/ lesão ligamentar
	X
	X
	X
	
	
	
	
	Fraturas compressão múltiplas s/ lesão ligamentar
	
	X
	X
	X
	
	
	
	Fratura explosão sem lesão ligamentar
	
	X
	X
	X
	X
	X
	
	Lesão flexo-distração
	
	X
	X
	X
	
	X
	
	Fratura-Luxação
	
	
	
	X
	
	X