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Resumo Trauma e Basicas

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– 50%-80%: força tensil aplicada ao mecanismo extensor
80% no 1/3 médio ou distal da patela
Dano leve à superfície articular femoral ou patelar e o mecanismo extensor permanece intacto
Longitudinal ou marginal
Investigação radiológica: RX, TC, cintilografia 
Tratamento
Conservador: não desviadas com mecanismo extensor intacto
Imobilização em extensão por 4-6 semanas
Cirúrgico (30%) mas para a maioria dos tipos de fratura
Indicações
	Lesão do mecanismo extensor 
	Fratura desviada
Fratura osteocondral com corpos livres intra-articulares
Anatomia cirúrgica
Ramo infrapatelar do nervo safeno: cruza de medial até a borda anterolateral da cabeça tibial
Risco de lesão com incisões tranversas
Opções:
Banda de tensão: ideal para fraturas transversas
2 FK 1,6 ou 2 ou parafuso esponjoso 4,0 mm
5 mm da cortical anterior e nas linhas que separam a patela em 1/3s
Gelco passado pelo quadríceps e tendão patelar para passar fio 1.0 ou 1,2 mm
Fio em figura de 8
Fragmentos pequenos podem ser fixados com parafuso de tração ou FK para permitir a banda de tensão entre os fragmentos maiores 
Cerclagem: fraturas multifragmentadas
Após cerclagem, faz-se a banda de tensão
Patelectomia parcial
Reparo do tendão patelar: Mersilene® ou Ethibond® com Bunnel ou Krakow lateral
Aproximação do tendão deve ser no nível da articulação
Patelectomia parcial + banda de tensão
Patelectomia total
Tendão excedente deve ser retirado por imbricação ou técnica de sutura
Sutura deve estar tensa a 90º para evitar déficit de extensão
Reparo de defeito tendíneo
	Reforço com fáscia ou ligamento
	Plástica em V de Shorbe e Dobson
Fraturas sem desvio
	degrau articular < 2 mm
< 3 mm diastase
	Extensão ativa contra-gravidade presente 
Tubo gessado por 3 a 6 semanas
Marginais verticais sem deslocamento da faceta lateral: não necessita de imobilização gessada
Perda de extensão ativa ou desviadas: RC + FI
Se não houver redução adequada pode-se fazer patelectomia parcial
Tratamento segundo manual AO
45 A: fratura extra-articular do pólo
Parafusos de tração + amarrilho com banda de tensão ou cercalgem à tuberosidade
Sutura transóssea do tendão avulsionado + cerclagem entre a patela e a tuberosidade tibial para reforçar a sutura
45 B: fratura vertical, articular parcial
Sem desvio: conservador
Com desvio, simples: parafusos de tração transverso + cerclagem
Multifragmentar: cerclagem circunferencial + banda de tensão
45-C: fratura articular completa, transversa
FK + amarrilho com banda de tensão
Com 3º fragmento: parafusos de tração ou fio de Kirschner + banda de tensão
≥ 4 fragmentos: FK, parafusos + banda de tensão
Patelectomia total ou parcial
Complicações
Pseudoartrose
Atraso de consolidação: ≥ 2 meses sem consolidação
Rara; mais comum em fraturas transversas ou cominutas mau fixadas
Maioria é bem tolerada nos idosos
Osteoartrose pós-traumática
Fratura de patela em crianças
	muito raro
	centro de ossificação em início entre 3-5 anos e completa com 10-13 anos
Quadro clínico: varia com a gravidade
	dor, impotencia funcional, derrame e edema
	defeito palpável
	patela alta
Avaliação radiológica
RX: geralmente faz o diagnóstico
Pode ser falso negativo na avulsão do polo inferior ( procurar patela alta
Mecanismo de lesão
	Direto: mais comum
Indireto: contração abrupta do quadríceps
	Marginal: geralmente medial (subluxação patelar)
Classificação
	Transversa
	Marginal
	Longitudinal
	Estrelada
	Sleeve: somente ocorre em esqueleto imaturo
	Avulsão
Tratamento: mesmo princípio dos adultos
Conservador: sem desvio ou incompleta
Cirúrgico: diastase > 4 mm ou 3 mm de desvio articular
Luxação aguda da patela em crianças
Anormalidade articular em 2/3:
	Hipermobilidade
Displasia do 1/3 distal do vasto medial oblíquo
	Patela alta
Subluxação do joelho
1º episódio: entre 12-18 anos, geralmente unilateral e lateral
Mecanismo: torção do joelho em flexão
Quadro clínico
Geralmente reduzido à avaliação
	Dor na borda medial
	Hipermobilidade lateral
Redução
Mais fácil com quadril em extensão ( relaxar isquiotibiais
Estensão progressiva do joelho até redução
Tratamento sem complicações
Tala por 2 semanas
Exercícios isométricos de quadríceps
Fisioterapia quando ADM passiva até 60º e sem derrame
Derrame persistente, edema ou dor: pensar em lesão osteocondral ( RNM ou artroscopia
Complicações
Fratura osteocondral: luxação de patela é a causa mais comum
Associado a gotículas de gordua à aspiração da hemartrose
Ocorre no côndilo lateral do fêmur e na face posteromedial da patela
Fratura da espinha tibial
Geralmente entre 6-15 anos
Associação freqüente com instabilidade do joelho ( pesquisar lesão de LCA 
Mecanismo de trauma:
indiretos, torcionais: fraturas das espinhas tibiais por rotação e hiperextensão 
diretos: fratura da eminência intercondilar
Quadro clínico: hemartrose, flexo de joelho de 20º, dor à palpação da interlinha anterior
RX: AP + P + Túnel
Classificação de Meyers & McKeever
I: desvio pequeno com boa aposição óssea
Gesso com flexão de 15º por 4-6 semanas
II: desvio da porção anterior com porção posterior íntegra
Redução incruenta com aspiração da hemartrose para extensão do joelho
Imobilização em extensão; se não reduzir ( RC
III: separação completa do fragmento
Quase sempre com interposição do menisco medial
Redução cruenta e fixação
Prognóstico: instabilidade do LCA pode ocorrer, mesmo com redução anatômica
Fratura do tubérculo tibial em crianças
Meninos 14-16 anos
Fise to tubérculo está mais vulnerável entre 13-16 anos quando fecha de posterior para anterior
Diferencial de Osgood-Schlatter
Mecanismo de lesão: geralmente indireto por aceleração ou desaceleração envolvendo o quadríceps
Fatores predisponentes
	Patela baixa
	Encurtamento de isquiotibiais
	Osgood-Schlatter
	Anomalias fisárias
Avaliação
	Dor com limitação para extensão do joelho
Edema e dor sobre o tubérculo tibial
	Patela alta se desvio
Avaliação radiológica: rotação interna discreta pode facilitar o diagnóstico
Classificação de Watson-Jones
Tipo I: Fragmento avulsionado pequeno e desviado proximalmente
Tipo II: Centro de ossificação secundário já fundido com a epífise tibial proximal
Fratura na junção
Tipo III: Linha de fratura passando pela epífise tibial e para a articulação
Tratamento
Conservador: tipo I sem desvio ( gesso por 6 semanas
Cirúrgico: tipo I desviada, tipo II e tipo III
Interposição: geralmente pelo periósteo
Redução anatômica para evitar patela alta ou baixa
Estabilização com FK ou parafusos + sutura no periósteo
Prognóstico
	Geralmente não há distúrbio de crescimento
	Crianças mais jovens: pode ter recurvato
Luxação traumática do joelho
	Raro
	Lesão de 2 cruzados + 1 colateral
	Risco de lesão da artéria poplítea ( arteriografia
Lesão do LCA: pela substância do ligamento em 50%
Lesão do LCP: avulsão do fêmur em 75%
Muitas não são reconhecidas pela redução expontânea
Lesões associadas
	Lesão meniscal: 20%
	Fratura osteocondral: 5%
Lesão vascular: 4,8%
1ª prioridade no tratamento
Principalmente na luxação anterior
Exame físico é confiável – arteriografia somente para ausência de pulsos no membro inferior
Tratamento
Cirurgia imediata
	Interposição na redução
Lesão arterial
	Lesão aberta
Síndrome compartimental
Se lesão arterial: reconstruir somente ligamentos periféricos que estiverem na via de acesso
LCP é o ligamento prioritário na reconstrução
Fratura de planalto tibial
60% lateral, 15% medial, 25% bicondilar
Mecanismo de trauma
	traumatismo de alta energia
	cargas axiais associados a forças de varo e valgo
Avaliação radiológica
	Sinais de lesão ligamentar
Avulsão da cabeça da fíbula
Fratura de Segond: