TextoReferencial TRSolo1   Parte A
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DisciplinaPropriedades das Rochas6 materiais17 seguidores
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Texto pertencente ao material de apoio do 
Departamento de Solos da Universidade Federal de 
Viçosa - Centro de Ciências Agrárias. 
Conteúdos Básicos de Geologia e Pedologia 
Cristine Carole Muggler* 
Irene Maria Cardoso* 
Mauro Resende 
Maurício Paulo Ferreira Fontes* 
Walter Antônio Pereira Abrahão* 
Anôr Fiorini de Carvalho* 
* Professores do Departamento de Solos da UFV 
 
O CICLO DAS ROCHAS 
Os processos geológicos envolvidos na 
formação e destruição de rochas fazem 
parte de um ciclo, o CICLO DAS 
ROCHAS. Este ciclo pode se iniciar por 
qualquer rocha, seja sedimentar, ígnea ou 
metamórfica. Cada uma destas rochas 
pode se transformar em qualquer outra 
dependendo exclusivamente do processo 
a que for submetida. 
O Ciclo das Rochas compreende os 
processos geológicos exógenos e 
endógenos que atuam continuamente 
sobre a crosta terrestre. Iniciando-se o 
ciclo, por exemplo, com o intemperismo, 
temos a destruição das rochas expostas 
na superfície pela influência de agentes 
químicos efísicos. O material resultante é 
então transportado por diversos meios a 
um local de deposição (uma depressão 
marinha ou continental), onde se acumula. 
No empilhamento sucessivo destes 
materiais, ocorre que as porções mais 
profundas sofrem maior compactação, por 
ser maior o pacote de sedimentos 
sobrepostos,consolidando-se e formando 
as rochas sedimentares. As rochas 
sedimentares podem ser novamente 
expostas ao intemperismo por 
levantamentos parciais da crosta. Outro 
ciclo possível pode ser iniciado nos 
processos de transformação de uma 
rocha submetida a aumentos de 
temperatura e pressão no 
local(metamorfismo), levando a formação 
de rochas metamórficas. Este material 
pode 
sofrer ascensão e ser novamente exposto 
ao intemperismo, ou pode sofrer refusão 
(magmatismo) podendo ascender e se 
derramar como produto 
vulcânico(vulcanismo) ou permanecer no 
interior e se consolidar como um produto 
plutônico (plutonismo). As rochas assim 
formadas podem ser novamente expostas 
à erosão,e assim sucessivamente. 
ROCHAS ÍGNEAS 
O MAGMA 
As rochas ígneas são formadas pela 
consolidação do magma. O magma 
consiste de uma fusão 
predominantemente silicatada, móvel, de 
alta temperatura, proveniente do interior 
do globo terrestre. As lavas são magmas 
que atingem a superfície através de 
cavidades vulcânicas. Do ponto de vista 
físico-químico, o magma é um sistema 
multicomponental, constituído por: 
- uma fase líquida composta 
predominantemente por agrupamentos 
tetraédricos de SiO4 e AlO4 
acompanhados de cátions livres (Ca2+, 
Mg2+, Na+, K+); 
- várias fases sólidas, que consistem dos 
cristais de minerais que estão se 
formando; 
- uma fase gasosa composta 
principalmente por H2O acompanhada de 
pequenas quantidades de CO2, HCl, HF, 
H2S, SO2, etc. 
 
 
 
ESMCC \u2013 Estudos do Solo e dos 
Materiais na Construção Civil 
Texto Referencial 
 TRSolo 1 - PARTE A. 
 1º módulo 
 Edificações 
Profa. Sylmara Jacob 
Tipos fundamentais de magma 
A partir da determinação da composição 
do conjunto das rochas ígneas existentes 
na porção superficial da crosta terrestre 
ficou evidenciada a existência de dois 
grupos composicionais principais 
indicando a existência de dois tipos 
fundamentais de magmas: ácidos 
(graníticos) e básicos (basálticos). 
Os magmas graníticos são produzidos por 
fusão de rochas pré-existentes em 
profundidades que variam de 7 a 15 km. 
Os magmas básicos se originam na parte 
superior do manto, em profundidades de 
40 a 100 km, por fusão de rochas básicas 
e ultrabásicas. 
Temperatura e viscosidade do magma 
 A temperatura dos magmas varia de 600 
a 1200º C, podendo chegar a 1700º C. Os 
magmas ácidos têm temperaturas médias 
de 700º C, enquanto os básicos variam de 
900 a 1200º C. A viscosidade (resistência 
ao escoamento) determina a maior ou 
menor fluidez do magma, sendo função de 
sua composição, temperatura e pressão a 
que está submetido. Como a viscosidade 
vai variar com: 
a) a temperatura? 
b) a pressão no ambiente? 
c) o conteúdo em elementos voláteis 
(gases) do magma? 
Cristalização do magma 
O magma ao se resfriar, possibilita a 
cristalização de diferentes minerais, cujo 
conjunto constitui a rocha ígnea. 
Inicialmente cristalizam-se grande parte 
dos silicatos, obedecendo a uma 
seqüência determinada pela temperatura 
e composição do magma, conhecida 
como Série de Bowen, este, mostrou que 
os silicatos comuns das rochas ígneas se 
cristalizam segundo uma ordem, em duas 
séries distintas: uma série de reação 
contínua e uma série de reação 
descontínua. 
Na primeira, os minerais mudam 
ininterruptamente de composição, 
reagindo continuamente com a fusão, e na 
segunda, um mineral pré-formado reage 
com a fusão, formando um novo mineral 
com composição e estrutura cristalina 
diferentes. 
A cristalização dos minerais da Série de 
Bowen se dá entre 1700°C (olivina) e 
600°C (quartzo). Acompanhando a série 
de Bowen , há um aumento da 
complexidade das estruturas a medida 
que a temperatura decresce, isto é, 
aumenta o número de oxigênios 
compartilhados entre os tetraedros de 
sílica. Dentre os silicatos presentes na 
Série de Bowen, as olivinas são 
nesossilicatos; os piroxênios, inossilicatos 
de cadeia simples; os anfibólios, 
inossilicatos de cadeia dupla; a biotita e 
muscovita (micas), filossilicatos; e os 
plagioclásios, feldspatos e quartzo, 
tectossilicatos 
PLUTONISMO 
Plutonismo é o conjunto de fenômenos 
magmáticos que ocorrem em regiões 
profundas da crosta terrestre. Os corpos 
rochosos assim formados são chamados 
plútons ou plutonitos, ou ainda rochas 
plutônicas ou intrusivas. As rochas pré- 
existentes que envolvem o corpo plutônico 
são ditas rochas encaixantes. De uma 
maneira geral as rochas plutônicas são 
ácidas (granitos e granodioritos). Isto é 
consequência das características físicas e 
químicas dos magmas ácidos, que fazem 
com que estes tenham maiores 
possibilidades de se cristalizar em 
profundidade do que à superfície. 
Devido ao fato de serem resultantes de 
massas magmáticas que se consolidam 
no interior da Terra, os plútons 
apresentam uma grande variabilidade de 
formas e dimensões, assim como distintas 
relações com as rochas encaixantes. 
De acordo com as suas relações com as 
rochas encaixantes, os plutonitos são 
divididos em concordantes e discordantes. 
Corpos plutônicos concordantes são 
aqueles que concordam, que 
acompanham a estrutura das rochas 
encaixantes, adquirindo então uma forma 
determinada pela disposição destas 
rochas. As formas concordantes mais 
comuns são as Soleiras ou sills. São 
corpos extensos, pouco espessos de 
forma tabular quando vistos em corte. 
Estes corpos foram formados a partir de 
um magma de baixa viscosidade, o qual 
pode se intrometer entre planos da rocha 
encaixante. São muito comuns as soleiras 
de diabásio (rocha básica) nas bacias 
sedimentares paleozóicas do Brasil 
(Paraná, Maranhão e Amazonas). A 
cidade de Piracicaba (SP) está sobre um 
sill de diabásio. Outros tipos de corpos 
plutônicos concordantes (Lacólitos p.ex.) . 
 
 
Corpos plutônicos discordantes são 
aqueles que cortam, que truncam a 
estrutura das rochas encaixantes. Estes 
corpos geralmente obedecem a outros 
elementos estruturais desenvolvidos nas 
rochas, tais como diáclases, falhas, 
fendas ou aberturas produzidas por 
explosões vulcânicas. As formas 
discordantes mais comuns são os diques. 
Diques são corpos magmáticos de forma 
tabular que preenchem fendas nas rochas 
pré-existentes (conforme figura). Têm 
largura e comprimento muito variável 
ocorrendo desde \u201cmicrodiques\u201d até diques 
com vários metros de largura e 
quilômetros de extensão. Os diques 
podem formar conjuntos (sistemas) nos