Resumo Direito Constitucional II av2 Estacio  2018
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Resumo Direito Constitucional II av2 Estacio 2018


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Resumo Direito Constitucional II \u2013 av2
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FEDERALISMO
 1. TERMOS ANÁLAGOS: FEDERALISMO, FEDERAÇÃO E ESTADO FEDERADO.
  Não há o que se falar de federalismo sem se ater às Formas de Estado, classificado pela maioria dos doutrinadores como: Estado Unitário, Estado Federado e Estado Confederado.  Brevemente, pode-se dizer que o conceito deEstado Unitário remete a soberania única adotada por uma nação, seja em sua ordem interna ou externa (Ex. Quando em uma nação existem várias províncias, regiões ou departamentos, mas um só Estado e autoridade máxima na nação). Aqui não existem entes autônomos e consequentemente distribuição de competências. Já o Estado Confederado ou Confederação, diferente do Estado unitário e do Estado Federado, possui uma forma composta de organização política onde em uma nação coexistem várias soberanias (Ex. Quando há a junção de vários Estados, que mediante pacto, tratado ou convenção visam um bem comum entre todos).
Ao federalismo atribui-se o significado de Sistema político que consiste na associação de vários Estados (Unidades Federativas) numa Federação[1]. Como visto anteriormente, é justamente dentro do tema Formas de Estado(forma como o poder político é distribuído dentro de determinado território) que se encontra a Federação. 
      A Federação consiste em uma união perpétua e indissolúvel de Estados autônomos, mas não soberanos, sob a égide de uma Constituição e que, revestidos dessa forma, passam a constituir uma pessoa de direito público internacional[2]. Diferente da maioria dos países europeus, que adotam a Forma de Estado Unitário, o Brasil utiliza a Forma de Estado Federado ou Federação e retrata bem esta forma em sua Carta Magna, já no 1º artigo, \u201cA República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição\u201d.
A Forma de Estado Federado é caracterizada por ser um modelo dedescentralização política, a partir da repartição constitucional de competênciasentre as entidades federadas autônomas que o integram. O poder político, em vez de permanecer concentrado na entidade central, é dividido entre as diferentes entidades federadas dotadas de autonomia[3]. 
2. HISTÓRICO
A forma federativa de Estado foi criada nos EUA pela Constituição de 1787, para substituir a Confederação surgida em 1776 com a independência das 13 Colônias. As ex-colônias abriram mão de ser Estados soberanos e se uniram num único Estado soberano, dividido em estados federados com autonomia política e administrativa. A Guerra da Secessão (1861-1865) estabeleceu o princípio da indissolubilidade do pacto federativo[4].
3. TIPOS DE FEDERALISMO
            São várias as tipologias concernentes ao federalismo. Em síntese, destacam-se as conceituações abaixo:
a)     Quanto a Formação história ou Surgimento:
\uf0a7  Agregação: Estados independentes deixam de lado sua soberania, agregam-se formando um novo Estado Federado. É o caso dos Estados Unidos.
\uf0a7  Desagregação: Ocorre quando determinado Estado unitário decide se descentralizar. É o caso do Brasil.
b)     Quanto ao modo de separação de atribuições ou repartição de competências:
\uf0a7  Dual: A separação de competências entre os entes federados é rígida e não existe cooperação entre ambos. Os Estados Unidos em seu estágio inicial.
\uf0a7  Cooperativo: Existe uma aproximação entre os entes federados que atuam em conjunto. Como acontece no Brasil
c)      Quanto à concentração do poder:
\uf0a7  Centrípeto: Observa-se o fortalecimento do poder central do Estado em relação aos Estados Membros.
\uf0a7  Centrífugo: Observa-se a preservação dos poderes dos Estados Membros e aquisição de maior autonomia em relação ao Estado.
Os termos, centrípeto e centrifugo, devem ser analisados de forma cautelosa, pois divergem em seu sentido quando utilizado no contexto de origem do federalismo e em sua classificação quanto à tipologia. Acima, observa-se seu sentido quanto às tipologias da federação. No contexto Histórico ou de origem é utilizado, por exemplo, para explicar a formação dosEstados Unidos que decorre de um movimento Centrípeto, de fora para Dentro, quando os Estados soberanos cedem parte de sua soberania e se agregam. No Brasil a formação resultou de um movimento centrífugo, de dentro para fora, um Estado unitário foi descentralizado[5].
d)     Quanto à decorrência de vários fatores ou sistematização da repartição de competências:
\uf0a7  Simétrico: Homogeneidade de fatores culturais e linguísticos dentre outros. Ex. No Brasil o MPF é espelho para o MPE.
\uf0a7  Assimétrico: Heterogeneidade ou diversidade de fatores culturais e linguísticos dentre outros.
e)     Quanto ao federalismo orgânico: O Estado é visto como organismo onde se busca a manutenção do todo em detrimento da parte. Os estados membros só têm a perder nessa relação em que são apenas reflexos do poder central.
f)      Quanto ao Federalismo de integração: Observa-se a supremacia do Governo central sobre os entes federativos (quebrando a autonomia entre si). Aqui o modelo federativo é atenuado.
g)     Quanto ao federalismo de equilíbrio: A ideia que se tem é a de entes federativos mantendo-se em harmonia, fortalecendo as instituições.
h)     Quanto ao federalismo de segundo grau: No Estado brasileiro temos uma ordem central, ordem regional e ordem local, representadas respectivamente por União, Estados e Municípios (Tríplice Estrutura do Estado - contrário do modelo norte americano que reconhece somente a união e os estados membros). O Município, ao se organizar, deve observar a Constituição Federal e a Constituição do seu respectivo Estado.
3. CARACTERÍSTICAS DA FEDERAÇÃO
\uf0a7  Descentralização Política (Autonomia entre Entes Federados);
\uf0a7  Repartição de Competências (Autonomia e Equilíbrio entre Entes Federativos);
\uf0a7  Constituição rígida como base jurídica (Garante distribuição de competências);
\uf0a7  Inexistência do direito de secessão (Princípio da indissolubilidade do vínculo federativo);
\uf0a7  Soberania do Estado federal (A soberania é característica de todo país);
\uf0a7  Intervenção (Em situações de crise garante o equilíbrio federativo);
\uf0a7  Auto-organização dos Estados-membros (Constituições estaduais);
\uf0a7  Órgão representativo dos Estados-membros (Senado);
\uf0a7  Guardar a Constituição (STF);
\uf0a7  Repartição de receitas (Equilíbrio entre Entes Federativos).
TABELA 1: DIFERENÇAS ENTRE FEDERAÇÃO E CONFEDERAÇÃO.
	FEDERAÇÃO
	CONFEDERAÇÃO
	Constituição
	Tratado
	Autonomia
	Soberania
	Indissolubilidade (vedada a secessão)
	Dissolubilidade (direito de secessão)[6]
Processo Legislativo
O processo legislativo está descrito na Constituição Federal dentro da subsessão I, II e III da seção V.
O processo legislativo compreende a elaboração de:
Emenda Constitucional  (art. 60 CF)
Têm poderes de iniciativa para propor emendas à Constituição:
1/3 dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;
Presidente da República;
Mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação (com manifestação da maioria simples dos membros de cada uma).
A proposta é discutida e votada em cada Casa (Senado e Câmara) em dois turnos e é aprovada se obtiver, em ambos, o voto favorável de 3/5 dos seus membros, isto é 308 deputados e 49 senadores.
A Emenda Constitucional é promulgada pelas mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. E não é permitido que matéria rejeitada ou prejudicada seja objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. Também não é permitido que o objeto da Emenda tente abolir:
A forma federativa de Estado;
O voto direto, secreto, universal e periódico;
Direitos e garantias individuais.
Outra