mod7.4 proteção de plantas
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PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU POR TUTORIA A DISTÂNCIA 
Especialização em Proteção de Plantas 
Módulo 7 Controle de Doenças de Plantas 
7.4 
 
Fungicidas Sistêmicos, Modo de Ação, Translocação e Uso 
 
ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV 
Curso: Proteção de Plantas 
 
Módulo 7: 7.4 - Fungicidas sistêmicos, modo de ação, translocação e uso 2 
DIRETORIA DA ABEAS 
Presidente 
José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy 
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG 
1º Vice-Presidente 
Ricardo Antonio de Arruda Veiga 
Universidade Estadual Paulista - UNESP/Botucatu 
2º Vice-Presidente 
Helmut Forte Daltro 
Universidade Federal do Mato Grosso - UFMT 
1º Tesoureiro 
Pedro Roberto Azambuja Madruga 
Universidade Federal de Santa Maria - UFSM 
2º Tesoureiro 
Raimundo Pinheiro Neto 
Universidade Estadual de Maringá - UEM/PR 
1º Secretário 
Geraldo Andrade de Araújo 
Universidade Federal de Viçosa - UFV 
2º Secretário 
Moacir Cerqueira da Silva 
Universidade Federal Rural da Amazônia UFRA 
COORDENAÇÃO DE CURSOS DA ABEAS 
Coordenação Geral 
Engº. Agrº. Ronaldo Pereira de Sousa 
Coordenação Pedagógica 
Profª. Thelma Rosane de Souza 
Esp. em Educação a Distância 
APOIO AO CURSO 
Universidade Federal de Viçosa - UFV 
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG 
Universidade Federal de Pelotas - UFPel 
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ/USP/Piracicaba 
Universidade de Brasília - UnB 
Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC/RS 
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA 
Caixa de Assistência dos Profissionais do Sistema CONFEA/CREAs - MÚTUA 
Associação Nacional de Defesa Vegetal - ANDEF 
_____________________________________________________________________________________________ 
FONTE: IMAGENS DA CAPA 
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ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV 
Curso: Proteção de Plantas 
 
Módulo 7: 7.4 - Fungicidas sistêmicos, modo de ação, translocação e uso 3
 
PROTEÇÃO DE PLANTAS 
Módulo 7 
Controle de Doenças de Plantas 
7.4 - Fungicidas Sistêmicos, Modo de Ação, 
Translocação e Uso 
Tutor: 
Profº. Laércio Zambolim (UFV) 
Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS 
Universidade Federal de Viçosa - UFV 
Centro de Ciências Agrárias 
Departamento de Fitopatologia 
Brasília - DF 
2006 
 
ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV 
Curso: Proteção de Plantas 
 
Módulo 7: 7.4 - Fungicidas sistêmicos, modo de ação, translocação e uso 4 
Ficha Catalográfica 
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Direitos reservados a ABEAS e ao autor 
Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS 
Fungicidas Sistêmicos, Modo de Ação, Translocação e Uso. Tutor: Laércio 
Zambolim. Brasília, DF: ABEAS; Viçosa, MG: UFV; 2006. 
28.: il (ABEAS. Curso Proteção de Plantas. Módulo 7 7.4). 
Inclui bibliografia. Tabelas. 
1. Fungicidas Sistêmicos. 2. Modo de Ação, Translocação e Uso. I. 
Zambolim, Laércio. II. Universidade Federal de Viçosa. 
 
ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV 
Curso: Proteção de Plantas 
 
Módulo 7: 7.4 - Fungicidas sistêmicos, modo de ação, translocação e uso 5
 
Sumário 
Introdução, 06 
Significado de um composto sistêmico, 06 
Penetração, 09 
Movimento dentro da Planta, 09 
Toxicidade Seletiva, 12 
Estabilidade metabólica, 13 
Vantagens do uso de fungicidas sistêmicos, 13 
Comparação entre os fungicidas sistêmicos e os protetores, 14 
Vias de penetração de fungicidas sistêmicos, 15 
Folhas, 15 
Caule, 17 
Raiz, 18 
Semente, 20 
Conseqüência do uso de fungicidas sistêmicos, 21 
Mecanismos de resistência, 22 
Como resistência surge em condições de campo, 23 
Literatura consultada, 25 
Questões para discussão, 28 
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Curso: Proteção de Plantas 
 
Módulo 7: 7.4 - Fungicidas sistêmicos, modo de ação, translocação e uso 6 
Introdução 
Muitos esforços foram feitos com o objetivo de desenvolver compostos químicos que, após 
serem aplicados nas raízes, nas folhas e nas sementes, possuíssem a capacidade de serem 
absorvidos, translocados na planta, erradicarem os patógenos já estabelecidos, e por fim proteger as 
plantas contra novas infecções. Os compostos que acumulam estas características são denominados 
de fungicidas sistêmicos, cuja era foi iniciada em 1964 com a publicação das propriedades 
sistêmicas do Thiabendazol e de alguns antibióticos. Mas o grande impulso no uso de fungicidas 
sistêmicos teve início com a descoberta do Carboxin e do Benomyl, no fim da década de 1960. 
Desde então, grande número de compostos sistêmicos aparecem no mercado. Atualmente, mais de 
50 fungicidas sistêmicos e mais de 100 fungicidas protetores são usados no mundo inteiro, no 
controle de doenças de plantas. 
Os fungicidas sistêmicos pertencem a uma classe de produtos diferentes, pois, geralmente, 
são muito específicos quanto ao modo de ação, e fungitóxicos em baixas concentrações, quando 
comparados com os produtos de contato. Quando foram descobertos, a dose recomendada era de 
aproximadamente 1 a 2 kilogramas ou litros por hectare. Hoje, cerca de trinta anos após a 
descoberta desses produtos, é comum encontrar fungicidas sistêmicos recomendados na dose de 250 
ml por ha, ou seja, dose de 4 a 8 vezes menor. 
Significado de um composto sistêmico 
Os fungicidas protetores são, geralmente, fitotóxicos às células das plantas; por este motivo 
são seletivos e devem permanecer na superfície da planta. Quando penetram na cutícula, podem 
causar injúrias às plantas. Os fungicidas sistêmicos devem coexistir com as células da planta 
hospedeira viva, requerendo, portanto, um tipo diferente de seletividade, que deve discriminar entre 
as células do hospedeiro e do patógeno. Os fungicidas sistêmicos, portanto, penetram na planta e 
são tóxicos, seletivamente, aos processos vitais pertencentes dos fungos. O processo da seletividade 
é, geralmente, tão específico que, entre centenas de diferentes fungos que atacam as plantas, 
somente certos grupos taxonômicos são afetados particularmente por cada fungicida sistêmico. O 
composto químico sistêmico deve ser prontamente assimilado pela planta, translocado, e inibir 
infecções no local e à distância do local de aplicação, sem afetar os tecidos do hospedeiro; deve 
matar o patógeno no interior dos tecidos, resistir à rápida degradação e, se for decomposto nos 
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Curso: Proteção de Plantas 
 
Módulo 7: 7.4 - Fungicidas sistêmicos, modo de ação, translocação e uso 7
 
tecidos da planta, seus subprodutos devem ser tóxicos ao patógeno. Nas plantas, os fungicidas 
sistêmicos podem ser metabolizados sofrendo oxidações, reduções, hidrólises, demetilação, 
deacetilação ou formação de compostos conjugados, podendo ser inativados na molécula, ou 
mesmo na degradação total a compostos simples tais como: CO2, H2O, nitrogênio orgânico, etc. 
Em certos casos, a aplicação de fungicidas sistêmicos induz a produção de compostos químicos na 
planta, que atuam como defesa à invasão do patógeno. 
Em síntese, o que se requer de um produto sistêmico é ação à distância do local da aplicação 
e persistência no interior da planta. Os produtos que possuem ação sistêmica local não apresentam 
esta propriedade. 
O sítio de ação