mod7.1 Proteção de plantas
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mod7.1 Proteção de plantas

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PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU POR TUTORIA A DISTÂNCIA

Especialização em Proteção de Plantas

Módulo 7

Controle de Doenças de Plantas

7.1

Epidemiologia de doenças de plantas

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV
Curso: Proteção de Plantas

2 Módulo 7: 7.1

Epidemiologia de doenças de plantas

DIRETORIA DA ABEAS

Presidente
José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy

Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

1º Vice-Presidente
Ricardo Antonio de Arruda Veiga

Universidade Estadual Paulista - UNESP/Botucatu

2º Vice-Presidente
Helmut Forte Daltro

Universidade Federal do Mato Grosso - UFMT

1º Tesoureiro
Pedro Roberto Azambuja Madruga

Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

2º Tesoureiro
Raimundo Pinheiro Neto

Universidade Estadual de Maringá - UEM/PR

1º Secretário
Geraldo Andrade de Araújo

Universidade Federal de Viçosa - UFV

2º Secretário
Moacir Cerqueira da Silva

Universidade Federal Rural da Amazônia UFRA

COORDENAÇÃO DE CURSOS DA ABEAS

Coordenação Geral
Engº. Agrº. Ronaldo Pereira de Sousa

Coordenação Pedagógica
Profª. Thelma Rosane de Souza
Esp. em Educação a Distância

APOIO AO CURSO

Universidade Federal de Viçosa - UFV
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Universidade Federal de Pelotas - UFPel
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ/USP/Piracicaba

Universidade de Brasília - UnB
Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC/RS

Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA
Caixa de Assistência dos Profissionais do Sistema CONFEA/CREAs - MÚTUA

Associação Nacional de Defesa Vegetal - ANDEF

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FONTE: IMAGENS DA CAPA

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ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV
Curso: Proteção de Plantas

Modulo 7: 7.1 Epidemiologia de doenças de plantas 3

PROTEÇÃO DE PLANTAS

Módulo 7
Controle de doenças de plantas
7.1 - Epidemiologia de doenças de plantas

Tutor:
Profº. Armando Bergamin Filho

Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS
Universidade Federal de Viçosa - UFV

Centro de Ciências Agrárias
Departamento de Fitopatologia

Brasília - DF
2006

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV
Curso: Proteção de Plantas

4 Módulo 7: 7.1

Epidemiologia de doenças de plantas

Ficha Catalográfica

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Direitos reservados a ABEAS e ao autor

Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS
Epidemiologia de doenças de plantas. Tutor: Armando Bergamin Filho.
Brasília, DF: ABEAS; Viçosa, MG: UFV; 2006.
100p.: il (ABEAS. Curso Proteção de Plantas. Módulo 7 7.1).

Inclui bibliografia.

1. doenças de plantas. 2. Epidemiologia. I. Filho, Armando Bergamin. II.
Universidade Federal de Viçosa. IV. Título.

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Curso: Proteção de Plantas

Modulo 7: 7.1 Epidemiologia de doenças de plantas 5

Sumário

1 - Epidemiologia: introdução e objetivos, 7
1.1 - Epidemia e endemia, 7
1.2 - Epidemiologia, fitopatologia e biologia, 12
1.3 - Objetivos da epidemiologia, 16

Literatura consultada, 18
2 - Epidemiologia: conceitos básicos, 21

2.1 - Classificação epidemiológica de doença, 22
2.1.1 - Taxas de juros e capital, 22
2.1.2 - Taxas de infecção e doença, 23

2.2 - Modelos matemáticos e as curvas de progresso da doença, 29
2.2.1 - Modelo exponencial, 29
2.2.2 - Modelo logístico, 31
2.2.3 - Modelo de Gompertz, 32
2.2.4 - Modelo monomolecular, 33
2.2.5 - Modelo de Richards, 34
2.2.6 Modelo dependente do tempo, 35

Literatura consultada, 18
3 - Sistemas de previsão e avisos, 39

3.1 - Introdução, 39
3.2 - Previsão e simulação, 39
3.3 - Modelos de previsão: conceito, objetivo e necessidade, 41
3.4 - Características de um modelo de previsão ideal, 42
3.5 - Classificação de modelos de previsão, 43

3.5.1 - Modelos de previsão baseados no inóculo inicial, 43
3.5.2 - Modelos de previsão baseados no inóculo secundário, 46
3.5.3 Modelos de previsão baseados no inóculo inicial e no inóculo secundário, 49
3.5.4 - Sistemas integrados de previsão de doenças, 53

3.6 - Fatores climáticos e doença, 58
Literatura consultada, 62
4 - Quantificação de doenças e de danos, 65

4.1 - Métodos diretos de avaliação de doenças, 65
4.1.1 - Quantificação da incidência de doença, 66
4.1.2 - Quantificação da severidade de doença, 67
4.1.3 - Sensoriamento remoto, 74

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Curso: Proteção de Plantas

6 Módulo 7: 7.1

Epidemiologia de doenças de plantas

4.2 - Métodos indiretos de avaliação de doenças, 76
4.3 - Metodologia de amostragem para avaliação de doenças, 79

4.3.1 - Técnicas de amostragem, 79
4.3.2 - Unidade amostrada e tamanho da amostra, 82

4.4 - Avaliação de danos e perdas, 83
4.4.1 Terminologia, 84
4.4.2 - Obtenção de dados para estimar danos, 85
4.4.3 - Modelos para estimar danos, 87
4.4.4 - Estimativa de danos baseada na área foliar do hospedeiro, 94

Literatura consultada, 96

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Curso: Proteção de Plantas

Modulo 7: 7.1 Epidemiologia de doenças de plantas 7

1 - Epidemiologia: introdução e objetivos

Poucos duvidam que a epidemiologia de doenças de plantas fornece a chave tanto para um
melhor entendimento dos problemas fitopatológicos quanto para a abordagem mais
eficiente visando seu controle.

Jones (1998)

1.1 - Epidemia e endemia

Dentre as muitas definições de epidemiologia citadas na literatura, nenhuma é tão simples
quanto a de Vanderplank (1963), para quem a epidemiologia é apenas a ciência da doença em
populações , e nenhuma é tão completa quanto a de Kranz (1974), para quem a epidemiologia é o
estudo de populações de patógenos em populações de hospedeiros e da doença resultante desta
interação, sob a influência do ambiente e a interferência humana . Explicitamente, ambas
enfatizam ser a epidemiologia uma ciência de populações.

Para a epidemiologia, as populações importantes são aquelas do hospedeiro e do patógeno.
O contato destas duas populações leva a uma terceira, a população de lesões. O ambiente interfere
no desenvolvimento das três populações, muitas vezes diferencialmente e, em contrapartida, as três
populações também influenciam o ambiente, especialmente o microclima (Figura 1.1a). O homem,
cada vez mais, interage com todos os fatores envolvidos e, frequentemente, sofre os efeitos do
rápido crescimento da população de lesões (Figura 1.1b). A Figura 1.1 representa essas interações e
realça que a população de lesões (doença) não tem existência autônoma, como acontece com as
outras duas populações, o ambiente e o homem.

A quantidade de doença no campo é determinada pelo balanço entre dois processos opostos:
infecção e remoção (Vanderplank, 1960). De um lado, novas infecções ocorrem, lesões aparecem,
tornam-se infecciosas e, mais tarde, possibilitam o aparecimento de novas lesões. Do outro lado,
tecido infeccioso é removido quando as lesões envelhecem e não mais formam esporos. Quando a
infecção for mais intensa que a remoção, a intensidade da doença crescerá rapidamente. Quando a