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mod8.1 Proteção de plantas

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ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA ABEAS/UFV
Curso: Proteção de Plantas

Módulo 8 - 8.1 Toxicologia e impacto ambiental de produtos fitossanitários 1

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU POR TUTORIA A DISTÂNCIA
Especialização em Proteção de Plantas

Módulo 8 - Toxicologia, Meio Ambiente e Legislação

8.1 Toxicologia e Impacto Ambiental de Produtos Fitossanitários

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Curso: Proteção de Plantas

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DIRETORIA DA ABEAS

Presidente
José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy

Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

1º Vice-Presidente
Ricardo Antonio de Arruda Veiga

Universidade Estadual Paulista - UNESP/Botucatu

2º Vice-Presidente
Helmut Forte Daltro

Universidade Federal do Mato Grosso - UFMT

1º Tesoureiro
Pedro Roberto Azambuja Madruga

Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

2º Tesoureiro
Raimundo Pinheiro Neto

Universidade Estadual de Maringá - UEM/PR

1º Secretário
Geraldo Andrade de Araújo

Universidade Federal de Viçosa - UFV

2º Secretário
Moacir Cerqueira da Silva

Universidade Federal Rural da Amazônia UFRA

COORDENAÇÃO DE CURSOS DA ABEAS

Coordenação Geral
Engº. Agrº. Ronaldo Pereira de Sousa

Coordenação Pedagógica
Profª. Thelma Rosane de Souza
Esp. em Educação a Distância

APOIO AO CURSO

Universidade Federal de Viçosa - UFV
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Universidade Federal de Pelotas - UFPel
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ/USP/Piracicaba

Universidade de Brasília - UnB
Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC/RS

Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA
Caixa de Assistência dos Profissionais do Sistema CONFEA/CREAs - MÚTUA

Associação Nacional de Defesa Vegetal - ANDEF

FONTE: IMAGENS DA CAPA

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PROTEÇÃO DE PLANTAS

Módulo 8
Toxicologia, Meio Ambiente e Legislação
8.1 Toxicologia e Impacto Ambiental de
Produtos Fitossanitários
8.1.1 -Noções de anatomia e fisiologia do
sistema nervoso

Tutor:
Prof°. Gilberto Casadei de Baptista (ESALQ/USP)

Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

Centro de Ciências e Tecnologia
Unidade Acadêmica de Engenharia Agrícola

Brasília - DF
2006

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Ficha Catalográfica

É proibida a reprodução total ou parcial deste módulo
Direitos reservados a ABEAS e ao autor

Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior ABEAS
Toxicologia e Impacto Ambiental de Produtos Fitossanitários. Tutor:

Gilberto Casadei de Baptista. Brasília, DF: ABEAS; Brasília, DF: ABEAS;
Viçosa, MG: UFV; 2006.

108p. il. (ABEAS. Curso Proteção de Plantas. Módulo 8 8.1).

1. Impacto Ambiental de Produtos Fitossanitários., 2. Toxicologia, I.
Gilberto Casadei . Baptista. II T.

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Objetivos

Ao final deste Sub-Módulo você será capaz de:

1. Definir e conceituar as substâncias químicas de acordo com sua toxicidade, com ênfase para os
chamados produtos fitossanitários, agrotóxicos, pesticidas ou defensivos agrícolas;

2. Recordar a anatomia e fisiologia do sistema nervoso de um animal superior (mamífero) e
correlacionar a importância dessas estruturas anatômicas com o modo de ação dos inseticidas.

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Sumário

1 - Introdução, definições e conceitos, 07
2 - Noções de anatomia e fisiologia do sistema nervoso, 08

A - Transmissão axônica 09
B - Transmissão sináptica, 10
C - Sistema Nervoso Vertebrado, 12

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1 - Introdução, definições e conceitos

Os pesticidas ou produtos fitossanitários ou defensivos agrícolas ou agrotóxicos, como
substâncias químicas que são, podem ter ação fisiológica sobre os organismos vivos, e a
importância de seu uso deve ser equilibrada pela informação dos efeitos que eles podem causar em
pessoas que manipulam os produtos nas fábricas e nos campos, nos consumidores de alimentos,
eventualmente contaminados com seus resíduos, nos animais domésticos e silvestres, além de nos
organismos aquáticos e no meio ambiente.

Eles são introduzidos no meio ambiente obedecendo a critérios técnicos, com o objetivo de
impedir a ação ou destruir direta ou indiretamente formas de vida animal ou vegetal prejudiciais à
agricultura (insetos, ácaros, fungos, plantas daninhas, etc.), sendo, portanto, substâncias com
capacidade de produzir efeitos prejudiciais aos organismos vivos, isto é, possuem toxicidade.

A sua classificação pode estar ligada à sua ação e, assim, temos os inseticidas, fungicidas,
herbicidas, etc, ou quanto a estrutura química dos mesmos, e então, classificados em
organofosforados, carbamatos, piretróides, tiocarbamatos, derivados de uréia, etc.

Do ponto de vista toxicológico eles são mais tóxicos ou menos tóxicos ao homem, existindo
para cada um estudo da avaliação toxicológica correspondente, feita tanto a nível dos países como
também a nível internacional, esta feita pela FAO-OMS. O parâmetro mais comum é a dose letal
50, ou DL50 ou LD50 que é geralmente estudada em ratos albinos e outros animais de laboratório,
das quais uma das mais importantes é a aguda oral, (quando a exposição se dá através de uma única
dose e pela boca), havendo, ainda, a dérmica (quando a exposição ocorre pela pele) ou a inalatória
(pelas vias respiratórias).

A DL50 é definida como a dose que previsivelmente causará uma resposta de 50% em uma
população, na qual se procurará determinar o efeito letal e sua unidade é mg/kg. Uma classificação
de substâncias químicas, baseada na DL50 dos ingredientes ativos, é dada a seguir:

Quadro 1 Classificação de substâncias químicas baseada nos valores da DL50 aguda oral.
Classificação DL50 (mg/kg)

Extremamente tóxica até 5
Altamente tóxica 5 - 50
Moderadamente tóxica 50 - 500
Levemente tóxica 500 - 5.000
Relativamente não tóxica maior de que 5.000

É de se notar, ainda, que a exposição ao tóxico pode dar-se em doses sub-letais, dadas
repetidamente, quando então se caracteriza a toxicidade crônica.

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Ao se observar uma relação de DL50 (aguda oral, por exemplo) de pesticidas, verifica-se
que, em geral, os inseticidas têm toxicidade maior (caracterizada por valores mais baixos de DL50)
do que os fungicidas e herbicidas. Tipicamente, apresentam, quase sempre,