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Aconselhamento psicanalítico (2)

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Caroline Fraga, Eliane Silva, Letícia Deus, Maxi e Valmira Freitas
ACONSELHAMENTO
 E ORIENTAÇÃO 
PSICOLÓGICA...
 NA PSICANÁLISE
Aconselhamento psicanalítico
Os conceitos freudianos são aplicados em aconselhamento de mais curto prazo, resultando mais comportamentos efetivos e menos "análise total".
EGO
Inicialmente o trabalho de Freud não era considerado para o aconselhamento.
O profissional de aconselhamento que estava voltado para a tomada de decisão racional não via relevância nas teorias freudianas sobre o desenvolvimento psicossexual e com frequência se ofendia com a ideia da motivação sexual.
Pouca atenção às outras ideias de Freud.
Visão da sexualidade como base
 para o desenvolvimento psíquico.
Porém...
Seres humanos = Parte biológica + Libido
Pulsões 
Instintos
Vida
Morte
Afetam nosso comportamento direcionando-o.
Socialização: 
gera comportamentos que permitem a satisfação das necessidades de maneira não destrutiva e aceitável para a sociedade.
Grandes Contribuições 
de Freud para o Aconselhamento:
O INCONSCIENTE 
ID
EGO
SUPER
 EGO
Estrutura da personalidade 
Quando as pessoas não compreendem o motivo de agir de determinada forma, sendo o inconsciente a motivação.
Fonte de energia psíquica e a origem do instinto
Agente de controle moral
Sede do pensamento racional
Enfatiza-se o Ego como elemento-chave da personalidade, sujeito a crescimento e mudança no Aconselhamento Psicanalítico.
Psicologia do ego- processo de ajuda, orientado psicanaliticamente, enfatizando o funcionamento do ego.
O bom funcionamento do ego determina o modo adequado de o indivíduo lidar com as situações da vida.
Mecanismos de defesa
Como se formam?
Necessidade do ego de não conseguir controlar ansiedade
A pessoa tem medo que o ego seja derrotado e que o impulso inaceitável se expresse.
As defesas do ego atuam para suavizar os efeitos sobre o ego e reduzir a tensão.
É importante que o conselheiro  reconheça as defesas e ajude o cliente a explorar as circunstâncias problemáticas , encontrando 
respostas mais satisfatórias que substituam as defensivas.
Negação
Projeção
Regressão
Internalização
Racionalização
Hm.. Mas como é o aconselhamento psicanalítico?
Como funciona o Aconselhamento ?
1ª convicção de que o indivíduo através dos mecanismos de defesa, relega ao inconsciente material que pode não tolerar.
Necessidades insatisfeitas recalcadas continuam no contexto da vida.
Portanto...
O aconselhamento ajuda o paciente a desalojar o material inconsciente e resolver os conflitos contidos nele.
O propósito do diagnóstico, no aconselhamento é obter conhecimento suficiente sobre o comportamento presente do cliente, de modo a ser possível elaborar um plano diferencial de atendimento adequado ao mesmo.
Controvérsia no uso de testes no aconselhamento.
 Uso de testes como atalho ao conteúdo inconsciente.
As técnicas chave são:
Interpretação;
Análise do sonho;
Associação livre;
Análise da resistência;
Análise da Transferência;
Todos são destinados a ajudar o paciente a ter acesso aos conflitos inconscientes, o que conduz ao insight e a assimilação eventual de material novo pelo ego. Muitas vezes empregam-se o diagnóstico e a testagem. Para desenvolver a análise do caso, usa-se a formulação de perguntas.
Técnicas do Aconselhamento Psicanalítico
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Técnicas Psicanalíticas:
 O estabelecimento da transferência. 
 O tempo;
A compreensão simpática;
O manejo da transferência;
Crítica às traduções/soluções do sintoma; tratamentos “expressos”
Qual o efeito?
A importância do sujeito achar a explicação por si próprio.
Discussão do problema
Análise dos sonhos
Associação livre
“Antes que eu possa lhe dizer algo, tenho de saber muita coisa sobre você; conte-me o que sabe a respeito de si próprio.”
O que for dito deve diferir de uma conversa comum;
Não ceder às críticas e objeções;
Dizer tudo o que passa pela mente;
Honestidade;
A impossibilidade de uma narrativa sistemática.
Os sonhos tem um significado;
Fracionamento do sonho para que o cliente faça associações;
O mesmo fragmento de um conteúdo pode ocultar um sentido diferente quando ocorre em várias pessoas ou em vários contextos;
A interpretação incompleta;
O retorno do conteúdo em outros sonhos.
 O Conselheiro/Aconselhador
Tenta compreender os motivos do cliente e interpretar, para ele, o seu comportamento;
Usa acontecimentos de sua própria relação com o cliente
para exemplificar comportamentos do cliente que podem ser interpretados;
no entanto...
Deve ter conhecimento de psicodinâmica , para induzir o cliente a novo insigh;
Deve ter conhecimentos sólidos de psicologia;
Seu principal instrumento de trabalho é a interpretação sendo importante a produção de material significativo pelo cliente; 
Ênfase à exploração em profundidade.
Preparação do Conselheiro:
Estudo acadêmico;
Insight;
Treinamento Prático;
Auto análise;
Relação Terapeuta x Cliente - Questões Éticas 
Confidencialidade
 “A informação recebida confidencialmente só é revelada depois da mais cuidadosa deliberação e quando há claro e iminente perigo para um indivíduo ou para a sociedade, e então o será apenas para os profissionais indicados ou autoridades públicas”.
Os terapeutas têm responsabilidades para com a sociedade e para com os outros, além do cliente.
Responsabilidade do terapeuta de informar o cliente dos limites da confidencialidade.
Os valores e a filosofia de 
vida do aconselhador
 Necessidade dos terapeutas de permanecerem neutros em termos de valores de evitarem a emissão de juízos de valor a respeito de seus clientes e de manterem seus sistemas de valores e filosofias de vida a parte da relação terapêutica;
Não é possível ao terapeuta ter objetivos para os clientes e mesmo assim estar isento de juízos de valor, pois os objetivos baseiam-se nos valores do terapeuta;
O terapeuta sensível a ética é aquele que se conscientiza dos próprios valores e estimula os clientes a desenvolverem os seus;
Exemplo : Quando uma cliente solteira, grávida, desejando explorar opções, começa um aconselhamento, como deveria ser o seu trabalho, se realmente acreditasse que ela deveria abortar? E se você fosse firme e moralmente contrário ao aborto, achando ser um crime? Como podem suas ideias afetar os limites da exploração pela cliente, de alternativas possíveis para ela?
A influência da personalidade e 
das necessidades do aconselhador
Não se pode isolar as necessidades e personalidade do aconselhador;
Os orientadores sensíveis as questões éticas devem se conscientizar de suas próprias necessidades, áreas de problemas não resolvidos, conflitos pessoais, defesas e vulnerabilidade, assim como o modo pelo qual esses dados podem interferir no cliente;
Não se pode isolar as necessidades e personalidade do aconselhador;
Os orientadores sensíveis as questões éticas devem se conscientizar de suas próprias necessidades, áreas de problemas não resolvidos, conflitos pessoais, defesas e vulnerabilidade, assim como o modo pelo qual esses dados podem interferir no cliente;
“Evitar exercer qualquer atividade em que seus problemas pessoais possam resultar em serviços profissionais pouco produtivos ou prejudiciais para o cliente ou, se já se encontra envolvido em tal atividade quando percebe seus problemas pessoais, procurar assistência profissional competente, para resolver se deve continuar ou terminar seus serviços junto ao cliente”
O profissional de aconselhamento tem que ter a sensibilidade ética de se submeter a sua própria terapia.
Exemplo: Como pode um terapeuta ajudar um cliente a enfrentar e elaborar o medo da morte se estiver fugindo deste medo em si mesmo?
As necessidades: de controle e poder, de servir como apoio e de ser útil, de modificar os outros, de modo a seguirem seus valores, de ensinar e doutrinar, assim como persuadir e sugerir, de sentir-se adequado e de ser respeitado e apreciado.
O emprego do poder pelo terapeuta.

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