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O que é o conceito de branquitude e como ele impacta nas relações étnico

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O que é o conceito de branquitude e como ele impacta nas relações étnico-raciais no Brasil?
Segunda leitura do livro da disciplina e do texto auxiliar, entendo que o termo branquitude é um conceito criado em contraposição a negritude. A identidade “branca”, definida pela cor da pele, foi estabelecida como norma e padrão humano, sendo os outros grupos raciais apresentados como inferiores. No sentido de vivência dos benefícios e privilégios, estes são proporcionados a uma população tida como branca, que assim colabora para construção social e reprodução do preconceito racial, discriminação e racismo, pois o termo raça foi utilizado no sentido de justificar as diferenças entre seres humanos, e marcar relações de dominação político-cultural de um grupo sobre outro.
Se tratando de relações étnico-raciais, a representação do branco como padrão universal de humanidade, a branquitude , garante um lugar confortável na sociedade, sendo que pertencer a um grupo simbolicamente privilegiado, traz mais vantagens do que pertencer a um grupo historicamente estigmatizado de forma negativa como negros. 
Ao longo da História do Brasil, discriminação, racismo e preconceito sempre fizeram parte do cotidiano da vida da população afrodescendente, refletindo-se na vida de mulheres, homens e crianças desprestigiados social e economicamente, pois estabeleceu-se um divisor étnico racial que se enraizou na sociedade brasileira. Assim, a exclusão e a marginalidade dos negros, persistentes na sociedade brasileira, pode-se visualizar mediante às inúmeras facilidades corriqueiras dos brancos, vantagens que são consideradas naturais. Ao ser branco se dá maior facilidade de acesso à moradia, educação, saúde, da valorização dos seus traços étnicos, resultando na posição inferior que ocupam os não-brancos na sociedade brasileira. Deve-se ter em mente que nascer branco na sociedade brasileira é receber atributos positivos, como da concepção estética, educação, progresso, dentre outros recursos materiais ou simbólicos. 
b) Discuta três argumentos do texto que confirmam o racismo no nosso país.
	Através da leitura dos textos entendo que a crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade. Diante disto, e visto as estatísticas apresentadas, vemos que mesmo que se diga que as pessoas são todas iguais, perante os direitos humanos e independentemente da cor da pele, o racismo continua existindo.
Na leitura do material da disciplina e reportagem de apoio, se percebe o racismo no cotidiano, que se confirma em nosso país quando por exemplo, são usadas piadas, brincadeiras, xingamentos, como forma de humilhar os negros. O mesmo também demonstra a reprodução de conceitos culturalmente estabelecidos para desvalorizar as características étnicas dos negros. No Brasil mesmo que prevaleça a população negra e parda, a análise mostra que estes estão em desvantagem quando se trata de oportunidades de emprego, em relação ao critério renda e ocupação de cargos, o racismo se apresenta através de remunerações menores e menos colocações no mercado trabalho para esta população, é nítida a diferença entre os cargos, daqueles que tiveram acesso a uma educação superior e dos que não tiveram oportunidades. A exploração da mulher negra em relações de trabalho também é um fator presente. Já para mídia e publicidade podemos visualizar o racismo, quando uma empresa não quer ter sua imagem associada aos negros. Na educação o racismo faz com que crianças negras desistam dos estudos vencidos pela pressão devido as tensões raciais no ambiente escolar. O racismo também faz a população negra vítima de violência em maior proporção, ainda que sem justificativa. Todos os estereótipos que envolvem pobreza, criminalidade e falta de instrução são ligados à população negra. 
	
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m como objetivo combater as várias expressões da questão social.
Esse profissional é apto para trabalhar em diversas áreas, porém ‘’suas ações
devem possuir centralidade na família para concepção e implementação dos
benefícios, serviços, programas e projetos. '' (PNAS, 2004).
Para se alcançar tais objetivos, através do CRAS, o assistente social possui como
ferramenta o PAIF, que possibilita uma intervenção, que vise a proteção, promoção e
prevenção das famílias, atendendo suas demandas e fortalecendo seus vínculos.
O trabalho social realizado no PAIF com as famílias deve ser pautado na ética
profissional, através do conhecimento teórico-metodológico e técnico-operativo, com
a finalidade de garantir seus direitos e contribuir para uma boa convivência familiar.
As famílias a serem atendidas prioritariamente pelo serviço devem encontrar-se em
situações de vulnerabilidade social e que se enquadrem no perfil para participação de
outros programas, como por exemplo, o de transferência de renda (Bolsa Família).
Todos os usuários devem estar inscritos no CADÚNICO (Cadastro Único).
Ao trabalhar com as famílias o assistente social precisa adquirir uma postura
diferenciada frente a essa demanda, buscando conhecer a totalidade da realidade e
uma transformação da mesma, adquirindo como princípio, segundo a NOBRH SUAS,
a desburocratização da relação, a privacidade do usuário, o sigilo profissional, entre
outros, com o objetivo de garantir um atendimento mais próximo dos usuários e uma
relação de confiança, para que o real problema seja identificado.
No primeiro momento, o profissional deve realizar a acolhida, onde ocorre o
primeiro contato com o usuário, que possibilita o conhecimento da realidade onde ele
está inserido. Deve-se manter um diálogo aberto e uma escuta qualificada.
A partir desse conhecimento, o profissional traçará planos a cerca de quais serão
as próximas ações a serem tomadas, podendo inseri-lo em oficinas com famílias,
ações comunitárias, ações particularizadas ou encaminhamentos de acordo com suas
necessidades.
FONTE: Orientações técnicas sobre o PAIF, vol. 2. 2012.
O Assistente Social deverá acompanhar as famílias atendidas, não
apenas buscar uma ação imediata, mas ações que modifiquem realmente
a situação em que elas vivem, buscando amenizar as raízes das
vulnerabilidades encontradas, impedindo que estas se alastrem causando
rompimentos dos vínculos.
Esse acompanhamento deve ter como objetivo potencializar as
famílias, tornando-as protagonistas de suas histórias.
Sendo assim, é necessário que o profissional tenha em mente que cada
família atendida possui sua particularidade e sua própria organização e
que suas ações devem ser pautadas no seu projeto ético político,
buscando práticas que não sejam baseadas no senso comum e
carregadas de preconceitos.
É necessária a formação de um profissional crítico, que não aja
segundo princípios assistencialistas e clientelistas, mas que reconheça
suas ações como frutos de políticas públicas pautadas em leis.
As ações realizadas devem ser planejadas, buscando mudanças
efetivas na realidade, prevenindo ações improvisadas e sem direção, que
podem acarretar uma prática focalizada e assistencialista.
CONCLUSÃO
As ações do Assistente Social em torno da família são de total
importância para a sociedade, que muitas vezes necessita de uma política
que fortaleça seus vínculos e proporcione oportunidades para que sua
função seja executada de maneira plena.
Quando esse trabalho não é executado de uma maneira eficaz, as
famílias podem continuar em vulnerabilidade e seus vínculos podem ser
rompidos.
A atuação do Assistente Social é de suma importância no trabalho com
as famílias, pois ele é um profissional que possui, através de sua
formação, um acervo de informações capazes de auxiliar o usuário a
romper com a realidade vulnerável em que ele se encontra.

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