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ENDODONTIA

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ENDODONTIA I
2018.1
SUMÁRIO
ANATOMIA INTERNA DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES..................................3
O ENDODONTO.......................................................................................................3
ANATOMIA DENTAL......................................................................................................4
ACESSO AO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES................................................................7
DEFINIÇÃO, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS.............................................................................7
PREPARO DE ACESSO......................................................................................................8
INTRUMENTOS ENDODÔNTICOS...................................................................................10
INTRUMENTAL CLÍNICO................................................................................................10
ANESTESIA.............................................................................................................11
ISOLAMENTO.................................................................................................................11
CIRURGIA DE ACESSO.............................................................................................11
PREPARO DA EMBOCADURA.........................................................................................12
LIMAS ENDODÔNTICAS............................................................................................12
SISTEMAS ROTATÓRIOS.........................................................................................17
ODONTOMETRIA...................................................................................................18
IRRIGAÇÃO E ASPIRAÇÃO.......................................................................................18
MEDICAÇÃO INTRACANAL.....................................................................................19
OBTURAÇÃO........................................................................................................20
RESTAURAÇÃO TEMPORÁRIA...............................................................................20
INSTRUMENTAL COMPLEMENTAL.........................................................................21
PREPARO QUÍMICO NO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES...........................................22
SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS AUXILIARES EMPREGADAS NO PREPARO QUÍMICO.............23
SISTEMA DE IRRIGAÇÃO................................................................................................26
LIMPEZA E MODELAGEM DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES...................................29
INSTRUMENTAÇÃO DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES........................................32
LIMPEZA E MODELAGEM DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES...................................35
INSTRUMENTAÇÃO PROTAPER MANUAL.....................................................................36
OBTURAÇÃO DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES......................................................38
MATERIAIS.....................................................................................................................39
CIMENTOS ENDODÔNTICOS.........................................................................................41
TÉCNICA DA CONDENSAÇÃO LATERAL..........................................................................45
ANATOMIA INTERNA DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES
O ENDODONTO
A cavidade pulpar é o espaço interior do dente, ocupado pela polpa dental, limitado em toda a sua extensão pela dentina, exceto no nível do forame apical.
A cavidade pulpar está dividida em:
Porção coronária (câmara pulpar)
Porção radicular (canal radicular)
CÂMARA PULPAR
A composição da câmara pulpar consiste em:
Divertículos
Paredes: mesial, distal, vestibular e lingual/palatina.
Teto
Soalho
CANAL RADICULAR
O canal radicular tem sua dimensão desde o soalho da câmara pulpar até o ápice radicular.
Uma parte é revestida por dentina e uma parte por cemento (na sua parte mais apical).
Limite CDC (Cemento-dentina-canal) é a região onde é o “encontro” da região do canal radicular revestida por cemento e a região revestida por dentina.
O canal radicular possui algumas ramificações, tais como:
Canal principal
Canal colateral
Canal lateral
Canal secundário
Canal acessório
Interconduto
Canal recorrente
Canis reticulares
Delta-apical
Canal cavO-interradicular
São ramificações importantes o canal colateral e o canal lateral.
DIVISÃO ANATÔMICA DO CANAL RADICULAR
O canal radicular é divido em 3 terços, sendo eles:
Terço cervical- é a embocadura do canal radicular, tem um comprimento de 3 a 4 mm, é a região de maior riso após o desgaste da instrumentação na presença de furca.
Terço médio- é o corpo do canal e a região com maior número de túbulos dentinários e ramificações do canal principal, possui um comprimento de 4 a 5 mm e é a porção mais reta do canal radicular.
Terço apical: zona crítica apical, é a região onde se situa a saída foraminal e o delta apical, é uma região mais sinuosa e curva. Final do canal dentinário e início do canal cementário (Limite CDC).
ANATOMIA DA REGIÃO APICAL
Ápice radicular
Limite CDC
Canal dentinário
Cemento
Dentina
Saída foraminal (canal cementário)
O menor diâmetro do canal se dá: 42% Dentina e 32 % CDC.
A distância da junção do CDC ao vértice em média é 0,7mm, porém na prática clínica essa medida torna-se 1mm.
ANATOMIA DENTAL
INCISIVO CENTRAL SUPERIOR
Apresenta uma raiz e um canal, tem um comprimento médio igual a 22,5mm.
A câmara pulpar é mais larga no sentido mesiodistal em relação ao sentido vestíbulolingual.
INCISIVO LATERAL SUPERIOR
O formato é similar ao incisivo central superior, porém menor. Apresenta uma raiz e um canal. Possui um comprimento médio igual a 22mm.
É mais largo no sentido mesiodistal do que no sentido vestíbulolingual.
Tem uma curvatura apical disto-lingual.
CANINO SUPERIOR
Tem um comprimento médio igual a 26,5mm. Apresenta uma raiz e um canal.
É mais largo o sentido vestibulolingual em relação ao sentido mesiodistal.
Não possui cornos pulpares e apresenta uma única cúspide. 
Presença de ombro lingual.
INCISIVOS E CANINOS
PRIMEIRO PRÉ-MOLAR SUPERIOR
Possui um comprimento médio igual a 20,6mm. Pode ter um, dois ou três canais.
A câmara pulpar deste dente é mais larga no sentido vestibulolingual do que no mesiodistal.
Apresenta cornos pulpares vestibular e palatino, sendo maior o corno pulpar vestibular. 
O orifício palatino é maior que o vestibular.
SEGUNDO PRÉ-MOLAR SUPERIOR
Possui um comprimento médio igual a 21,5mm e geralmente tem uma raiz.
A câmara pulpar é mais larga no sentido vestíbulo lingual do que no mesiodistal.
Há presença de cornos pulpares vestibular e palatino, sendo o corno pulpar vestibular mais largo.
PRIMEIRO MOLAR SUPERIOR
É o dente com câmara pulpar de maior volume.
Possui um comprimento médio igual a 20,8mm.
A câmara pulpar é maior no sentido mesiovestibular e este dente apresenta quatro cornos pulpares.
Possui 3 raízes separadas:
MV (Mesiovestibular)- possui um achatamento mésiodistal e pode ter um, dois ou três canais.
DV (Distovestibular)- é cônica e pode ter um ou dois canais.
P (Palatina)- é a mais longa e se curva para vestibular no terço apical.
SEGUNDO MOLAR SUPERIOR
Tem um comprimento médio igual a 20mm.
Possui três raízes agrupadas muito próximas, em alguns casos fusionadas.
Geralmente tem um canal em cada raiz, mas pode ter dois ou três canis mesiovestibulares, um ou dois distovestibulares.
TERCEIRO MOLAR SUPERIOR 
A anatomia deste elemento é imprevisível.
Esse dente pode ter uma ou quatro raízes e um ou seis canais.
Possui um comprimento médio igual a 17mmm.
INCISIVO CENTRAL E LATERAL INFEREIOR
Possui um comprimento médio igual a 22,7mm.
Tem um achatamento mésiodistal acentuado dividindo a raiz em 2 canais.
Os canais podem convergir para um único forame ou apresentar