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ALIMENTOS E ALIMENTAÇÃO - PARTE 2

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, refletem a capacidade do animal em digerir a forragem, quanto maior for o valor de FDA menor será a capacidade do animal de digerir a forragem . Os valores são variáveis, forragens maduras apresentam valores médios de 41%. 
Fibra Detergente Neutro (FDN): Reflete a quantidade de forragem que o animal pode consumir, logo, quanto maior o FDN, menor será o consumo de forragens pelo animal. 
Para animais monogástricos não herbívoros, a porção fibrosa das rações não traz contribuições significativas no suprimento de nutrientes ou energia. Serve sim como lastro ou material que dá volume e ajuda no funcionamento normal do intestino.
Os métodos Weende e Van Soest nos fornecem informações suficientes sobre a composição química de determinado alimento.
Exercício:
Com base no método de análise Van Soest para forragens, faça um paralelo entre as duas células vegetais abaixo (A e B), com relação à consumo, digestibilidade, teores de FDA e FDN. Explique os conceitos relacionados à sua resposta. 
				 A					 B
c) Determinação de vitaminas e aminoácidos
Atualmente as vitaminas e aminoácidos estão sendo determinados por cromatografia
d) Determinação de minerais
Cada mineral tem um método mais indicado para sua determinação
- Absorção atômica
- Permanganatometria
- Colorimetria
Os macrominerais são expressos em % dos ingredientes e os microminerais na base de mg/kg de alimentos ou p.p.m. As análises mais comuns são para determinação de cálcio e fósforo.
e) Análise de ácidos graxos
Realizada utilizando a cromatografia gasosa
2) Análises Físicas
a) Macroscópicas
É a verificação visual do ingrediente durante seu recebimento
- Presença de carunchos ou larvas
- Pedras e materias estranhos
- Temperatura dos grãos, indícios de fermentação
- Integridade dos grãos (% quebrados)
b) Microscópicas
São todas as características do material em análise, vistas com o auxílio de microscópio ou lupa. Importante ferramenta de análise para a detecção de contaminantes, que podem estar presentes no material, podendo diminuir o valor biológico dos ingredientes destinados a alimentação animal
c) Granulometria
Consiste na verificação das diversas quantidades e suas respectivas porcentagens, de materiais retidos na malha de um conjunto de peneiras
d) Densidade, cor e odor
Ajudam a diagnosticar fraudes
3) Testes Biológicos
Vários testes podem ser realizados, entre eles a determinação do valor biológico das proteínas e o valor energético dos alimentos.
Testes biológicos mais comuns:
Valor energético do alimento
 Valor biológico de proteínas 
 Digestibilidade in vivo e in vitro
 Biodisponibilidade de minerais
 Ensaios de crescimento ou desempenho
a) Avaliação energética dos alimentos.
A energia pode ser definida como a capacidade de realização de trabalho.
Em Nutrição animal = máx produção de ovos, máx ganho de peso, máx produção de leite, etc...
Terminologias utilizadas para expressar a energia:
1 caloria (cal) - quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de 1g de água em 1ºC (de 14,5ºC a 15,5ºC).
 1 Quilocaloria (kcal) - quantidade de energia necessária para elevar 1kg de água em 1ºC (caloria x 1000)
 1 Megacaloria (Mcal) - quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de 1 tonelada de água em 1ºC (kcal x 1000)
 1 joule = 0,239 cal
 1cal = 4,18 joules
Eficiência Energética 
O organismo animal possui uma eficiência energética de aproximadamente 44%.
 Para animais de sangue quente, a perda de energia no metabolismo na forma de calor (56%) é importante na homeotermia destes animais.
 Na oxidação de uma molécula de glicose, produz-se 38 ATP (célula animal)
 A oxidação completa de uma molécula de glicose gera 673Kcal (bomba calorimétrica).
Na Bomba Calorimétrica:
C6 H12 O6 + 6 O2 6H2O + 673 kcal
No Organismo Animal: 
C6 H12 O6 Glicólise Ciclo de Krebs + Cadeia respiratória 38 ATP
38 ATP = 296 kcal (38 x 7,8)
Eficiência Metabólica = 296 x 100 = 44%
			 673
 - EB (energia bruta)
ED (energia digestível)
EM (energia metabolizável)
EL (energia líquida)
Para suínos = ED e EM - Para aves = EM - Ruminantes = NDT, EM e EL
ENERGIA BRUTA:
	Existem duas maneiras de se medir a energia bruta de um alimento:
1- diretamente pela bomba calorimétrica ou 
2- por cálculo, desde que se saiba a composição centesimal do alimento.
Bomba calorimétrica = A energia bruta determinada em bomba calorimétrica, é realizada através da queima completa da matéria orgânica na presença de alta pressão de O2 (25 ATM) medindo-se a produção de calor gerado.
Cálculo: O conteúdo de energia de um alimento é dependente da proporção de carboidratos, lipídeos e proteínas presentes no alimento. Diversas determinações realizadas mostraram os seguintes valores energéticos médios, por grama de matéria seca para esses componentes dos alimentos:
CARBOIDRATO = 4,15 kcal EB/g
PROTEÍNAS = 5,65 kcal EB/g
LIPÍDEOS = 9,40 kcal EB/g
MINERAIS E ÁGUA – Não contribuem em energia
Exemplo: Supondo um alimento A, cuja análise apresenta os valores abaixo e considerando que o extrato etéreo representa os lipídeos totais e que as frações fibra e extrativos não nitrogenados representam os carboidratos desses alimentos, podemos calcular a energia bruta do mesmo:
	Composição do alimento A (%)
	Kcal EB/g
	EB (Kcal)
	Umidade
	10,00
	-
	-
	Proteína bruta
	9,00
	5,65
	50,85
	Extrato etéreo
	4,00
	9,40
	37,60
	Fibra bruta
	5,00
	4,15
	20,75
	Cinzas
	5,00
	-
	-
	Extrato não nitrogenado
	67,00
	4,15
	278,05
	
	387,25
	
O alimento apresenta, portanto, 387,25 Kcal EB por 100 gramas ou 3872,5 kcal EB/kg, valores que seriam bastante aproximados aos determinados em bomba calorimétrica.
ENERGIA DIGESTÍVEL:
	É evidente que o alimento ingerido pelo animal não é totalmente aproveitado. A primeira perda que sofre o alimento se refere à fração não digerida, que irá constituir o bolo fecal. Assim, descontando na energia bruta a perda de energia da fração não digerível, sobra a porção da energia química do alimento que é absorvida pelo organismo chamada de energia digestível.
ENERGIA METABOLIZÁVEL:
	A perda energética através da urina representa um fator importante pois além de uma perda fixa, através do nitrogênio endógeno, apresenta uma perda variável causada por desequilíbrio de aminoácidos, excesso de aminoácidos ou proteínas (essas perdas exógenas podem ser minimizadas pela nutrição adequada). Descontando na energia digestível a perda de energia através da urina, restará ao organismo a energia metabolizável, a qual representa a porção da energia bruta do alimento, que sobra ao organismo, após serem deduzidas as perdas através da fração não digerida do alimento e a perda energética urinária.
Nos ruminantes deve-se ainda deduzir a perda de gases.
	A energia metabolizável é a forma atualmente mais utilizada para se avaliar a necessidade energética dos animais.
ENERGIA LÍQUIDA: É a energia efetivamente utilizada pelo organismo, seja para sua própria manutenção, seja para produção. Em outras palavras, é a energia metabolizável menos o incremento calórico (IC). 
IC: O alimento ingerido exige certo esforço do organismo para ser digerido e metabolizado. Isto provoca um aumento na produção de calor, que é acompanhado por pequena elevação da temperatura corporal – a este fenômeno dá-se o nome de “termogênese induzida pelo alimento” ou “termogênese dietética”. Como a termogênese é acompanhada por uma aceleração metabólica, ela não pode ser separada do metabolismo basal, e tem que ser estimada juntamente com ele. Ao conjunto termogênese dietética e metabolismo basal de denomina “incremento calórico” ou “incremento de calor”, atribuível à ingestão de alimentos. A energia líquida é a energia utilizável pelo animal seja para suas necessidades de mantença ou para a produção.
NDT = Nutrientes digestíveis totais
%NDT = %P dig + % ENN dig + % FB dig +

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