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Slide Unidade 2

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completada com o refinamento das técnicas do fluxo de custos e a questão do uso 
apropriado de taxas de rateio, estava sendo desenvolvido o método do custeio 
por absorção. 
 Houve, então, a busca de uma maior eficiência baseada na utilização de matérias-
primas e mão de obra. 
Custos para controle – custo padrão
 Os padrões físicos transformaram-se em padrões de custos. Era o 
desenvolvimento do sistema de custo-padrão.
 Os custos padrões foram inicialmente introduzidos no Japão após a Segunda 
Guerra Mundial e a Nippon Electronics Company (NEC) foi uma das primeiras 
empresas japonesas a adotá-lo para todos os seus produtos. 
Custos para controle – custo padrão
Para o estabelecimento de custos padrões é necessário que sejam desenvolvidos os 
padrões para os principais elementos que compõem os custos dos produtos: mão de 
obra direta, materiais diretos e os CIF consumidos na produção. Ou seja, um sistema 
de custo padrão, em comparação entre o realizado e o padrão estabelecido, cada 
um desses custos possui duas possibilidades de variações divididas entre:
 Variações de preços relativas à diferença entre o preço padrão e o real por 
unidade multiplicado pela quantidade real de unidades consumidas;
Custos para controle – custo padrão
 Variações de consumo, relacionadas à quantidade utilizada de materiais e 
eficiência da produção, ou seja, é a diferença entre a quantidade padrão e a real 
de unidades consumidas, multiplicadas pelo preço padrão unitário.
Essa divisão permite que os gestores analisem e controlem melhor a variação total, 
já que podem verificar a sua origem. Poderíamos propor o seguinte esquema:
Custos para controle – custo padrão
Variação Total = 
Variação de Preço + Variação de Consumo
[(PR x QR) – (PP x QR)] + [(PP x QR) – (PP x QP)]
Em que: 
 PR = Preço Real
 PP = Preço Padrão
 QR = Quantidade Real
 QP = Quantidade Padrão.
Custos para controle – custo padrão
 De acordo com Garrison e Noreen (2001, p. 306), um padrão é uma referência 
(bench-mark), ou norma, para a avaliação do desempenho. 
 Padrões são amplamente empregados na contabilidade gerencial, em que são 
relacionados à quantidade e ao custo dos insumos empregados na produção dos 
bens ou na prestação de serviços.
 As quantidades padrões indicam quanto de um insumo deve ser empregado 
na fabricação de uma unidade do produto ou na prestação de uma unidade 
de serviço. 
 Os custos (preços) padrões indicam qual deve ser o 
custo, ou preço de compra, do insumo.
Custos para controle – custo padrão
 As quantidades e os custos reais dos insumos são comparados com esses 
padrões. Se ocorrerem divergências significativas, os gerentes investigam, 
com o objetivo de descobrir a causa do problema e eliminá-la, 
de modo que não se reproduza.
 Em outras palavras, os custos padrões representam valores ideais de material 
direto, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação, criteriosamente 
predeterminados, em conformidade com as especificações do produto e as 
condições operacionais da empresa.
Custos para controle – custo padrão
Essas organizações podem utilizar a chamada folha de custo padrão, em que estão 
estabelecidos detalhadamente para cada produto: os padrões de materiais, mão de 
obra e custo indireto e que mune o gerente de uma grande quantidade de 
informações pertinentes aos insumos necessários à produção de uma unidade e 
seus respectivos custos. São três as principais categorias de custo padrão:
Custo padrão estimado:
Custo padrão ideal: 
Custo padrão básico ou corrente: 
De modo resumido, temos:
Custos para controle – custo padrão
Quadro – resumo das características de custo ideal, corrente e estimado
Ideal Corrente Estimado
Considera os melhores fatores 
de produção que DEVERIA TER
Leva em conta fatores de
produção que a empresa TEM
Leva em conta fatores de 
produção que a empresa TEM
Exclui as ineficiências que 
“cientificamente” não podem ser 
eliminadas
Considera algumas ineficiências. 
Só exclui as que, de fato, podem 
ser sanadas
Parte do passado e introduz 
algumas modificações 
esperadas
Obtido por meio 
de estudos teóricos
Obtido por meio de pesquisas
e testes práticos
Considera aspectos práticos
Foco no longo prazo Foco de curto e médio prazo
Custos que deveria ter se a 
empresa conseguisse atingir 
certos níveis de desempenho
Custo que a empresa deverá 
ter, ou que normalmente 
deverá obter
O custeio baseado em atividades apresenta algumas vantagens e desvantagens, 
as quais estão descritas a seguir. Destas, qual é a desvantagem?
a) Diminui a arbitrariedade dos critérios de rateios.
b) Permite a identificação de atividades que não adicionam valor ao produto ou 
ao cliente.
c) Permite a otimização de processos e eliminação de desperdícios.
d) Determina os custos dos produtos com maior precisão.
e) É dispendioso.
Interatividade
 Pequena revisão de custo fixo / custo variável – Unidade I.
 Análise de custo x volume.
 Conceito de ponto de equilíbrio.
Agenda
 A classificação dos custos em relação ao volume de produção, então, dará ênfase 
às quantidades produzidas, sendo subdivididos os custos em fixos e variáveis. 
 Agora, nosso objetivo é fazer com que você conheça os principais aspectos da 
forma de apuração de custos, pois se entende como função de acumulação de 
custos qualquer segmento da entidade em que se deseje apurar custos. 
 Para isso, vamos conhecer outras classificações de custos.
Custos classificação – revisão
 Os custos fixos independem do volume de produção, dentro de um período 
relevante, ou seja, não apresentam qualquer variação em função do nível de 
produção. Esses custos, em termos gráficos, se comportarão paralelamente ao 
eixo das quantidades, tendo em conta não apresentarem variação qualquer que 
seja a quantidade produzida. 
 Ou seja, se uma indústria cerâmica, que produz aparelhos de jantar, produzir um 
milhão de peças ou uma única peça, seus custos fixos permanecerão os mesmos. 
 Graficamente tem-se o comportamento dos custos fixos 
como mostra a figura 4.
Custos fixos – revisão
Figura 4 – comportamento dos custos fixos no curto ou médio prazo
Custos fixos – revisão
Volume de atividade
Custo fixo
Custo ($)
 Então, se o aluguel da área de produção for, por exemplo, de R$ 500, esse valor 
não varia com a unidade produzida, nem tende a variar no curto prazo, como dois 
meses, três ou mais. 
 Se a empresa produzir 100 unidades terá que pagar o valor integral do 
aluguel, se produzir 1 unidade também.
 Perceba outra coisa, o custo fixo não se inicia no zero. 
Isso porque independentemente de qualquer volume 
produzido, ele vai existir (como falamos, produzindo ou 
não, terá que pagar o aluguel; vendendo ou não o 
produto, teremos que pagar o aluguel no final do mês).
Custos fixos – revisão
 Os custos variáveis se alteram em função do volume da produção, ou seja, sempre 
apresentarão algum grau de variação em função das quantidades produzidas. 
Graficamente, os custos variáveis se apresentam conforme mostra a figura 5.
Custos variáveis – revisão
Figura 5 – comportamento 
dos custos variáveis
Volume de atividade
Custo variável
Custo ($)
 Vamos relembrar um pouco o comportamento dos custos fixos por meio de 
um exemplo. 
 A empresa Soneca produz travesseiros e, por meio dos levantamentos da 
Contabilidade de Custos, sabe que possui um total de custos fixos de R$ 20.000 
mensais; os custos variáveis são de R$ 8,00 a unidade e o preço de venda do 
travesseiro é R$ 20,00 por unidade, conforme tabela a seguir:
Custos 
Lista de gastos da soneca
Custos fixos R$ 20.000,00
Custos variáveis

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