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imunobiologicos

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Vacina adsorvida difteria e tétano infantil – DT 5.4.1
Introdução: A vacina adsorvida difteria e tétano infantil (DT) é utilizada especificamente para a vacinação de crianças de 2 meses a 6 anos e 11 meses de idade que tenham contraindicação ao componente pertússis em decorrência de evento adverso prévio (encefalite) a esse antígeno. A apresentação do tipo infantil (DT) diferencia-se do tipo adulto (dT) pela maior concentração da dose imunizante do toxoide diftérico na vacina tipo infantil.
 Os eventos adversos apresentados pela vacina dT serão discutidos no item 5.5 deste Manual. A incidência e gravidade das reações adversas causadas pela vacina dupla bacteriana, particularmente reações locais, podem ser influenciadas pelo número anterior de doses aplicadas, nível prévio de antitoxina, tipo e quantidade do adjuvante, via e método de administração da vacina, presença de outros antígenos na preparação escolhida e talvez pela concentração do toxoide ou pela presença de organomercuriais pesados usados como preservativo.
Precauções gerais • Doenças agudas febris moderadas ou graves: recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. • Crianças com riscos importantes de hemorragias (hemofilia, trombocitopenia, uso de anticoagulantes) pode-se utilizar a via subcutânea (SC) e, de preferência, logo após a aplicação de fatores de coagulação indicados. 
Contraindicações • Crianças com 7 anos ou mais de idade. • Anafilaxia ou eventos neurológicos dentro de seis semanas subsequentes à aplicação de doses prévias de vacinas que contenham os toxoides tetânico e diftérico 
Eventos adversos: A reatogenicidade da vacina DT é semelhante à da vacina DTPa para a vacinação primária de lactentes. Os eventos adversos locais (eritema, edema e dor), podem ocorrer em 9% a 42% dos vacinados. Edema maior que 2 cm pode ocorrer em 4% a 6% das crianças. Em geral, as reações locais ocorrem nas primeiras 24 horas e tem resolução espontânea em dois dias, sem sequelas. Em alguns casos, pode haver formação de abscesso no local da administração, que pode ser estéril (abscesso frio), causado em certos casos pela inoculação subcutânea inadvertida de vacina para aplicação intramuscular ou séptica (abscesso quente), contendo pus que se formou como consequência de infecção bacteriana secundária.
Notificação e investigação Notificar e investigar: • Todo caso de abscesso (frio ou quente).
 • Casos de reações locais muito intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura). 
• Aumento exagerado de determinada(s) reação(ões) local(is), relacionada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”). 
Tratamento sintomático: • Utilização de compressas frias no local de aplicação para alívio da dor e ou da inflamação. 
• Medicamentos analgésicos podem ser utilizados para alívio da dor. 
• Os abscessos devem ser submetidos à avaliação médica para conduta apropriada. 
• Não há contraindicação para administração de doses subsequentes. 
Manifestações sistêmicas: Febre 
Febre baixa a moderada pode ocorrer em 9% a 35% das crianças vacinadas. 
Febre alta ocorre em Anorexia Foi descrita em 22% a 26% dos vacinados, geralmente nas primeiras 24 horas após a aplicação da vacina. É habitualmente pouco intensa e transitória. Notificação e investigação Notificar e investigar os casos que apresentem anorexia persistente e outras possíveis causas. 
Conduta • Não há contraindicação para administração de doses subsequentes. 
Vômitos: Vômitos ocorrem em frequência variável (em 9% a 15% das crianças vacinadas). O prognóstico é bom, tomando-se cuidado para evitar broncoaspiração. Não usar medicamentos antieméticos que provoquem sedação. Notificação e investigação Notificar e investigar os casos que apresentem vômitos persistentes e outras possíveis causas. Conduta • Não usar medicamentos antieméticos que provoquem sedação. • Não há contraindicação para administração de doses subsequentes. 
Irritabilidade: Irritabilidade foi descrita como sintoma frequente, ocorrendo em 55% a 67% das crianças vacinadas com a vacina DT utilizada no esquema primário. Notificação e investigação Notificar e investigar a relação com outras possíveis causas. Conduta • Observar, nas 24 horas seguintes, procurando descartar outras causas de irritabilidade. • 
Tratamento sintomático: analgésico, se necessário. • Não há contraindicação para as doses subsequentes. 
Vacina adsorvida hepatite A (inativada) : A vacina é inativada, muito eficaz e de baixa reatogenicidade. Em 95% das crianças, adolescentes e adultos é possível observar presença de anticorpos protetores, um mês após a primeira dose da vacina e em 99%, após duas doses. Em estudos duplo-cego, controlados, randomizados observou-se eficácia protetora de 94% a 100%. A presença de anticorpos maternos interfere na resposta imune, portanto, é recomendado vacinar somente após o desaparecimento destes, o que ocorre por volta dos 12 a 15 meses de vida. A vacinação é então recomendada a partir de 12 meses de idade. É possível seu uso em situação de bloqueio, conforme a situação epidemiológica e avaliação caso a caso, quando da exposição de indivíduos suscetíveis. Não há necessidades de reforço após duas doses.
6.3.2 Contraindicações Contraindicada em pacientes com história de reação anafilática a algum dos componentes da vacina.
Eventos adversos A vacina hepatite A é pouca reatogênica. Os eventos adversos mais comuns são as reações locais como dor, vermelhidão e menos comumente, enduração. Reações sistêmicas como fadiga, febre, diarreia e vômitos foram relatadas em menos de 5% dos vacinados. Em crianças, foi observado, ainda, perda de apetite (8%). Notificação e investigação Notificar e investigar todos os casos com manifestações intensas e abscessos. Conduta • Tratamento sintomático ou segundo indicado para o caso (ver Capítulo 24). • Não há contraindicação para administração de doses subsequentes.
Vacina BCG 7.1 Introdução O bacilo de Calmette-Guérin (BCG) vem sendo utilizado há várias décadas e é uma das principais estratégias da Organização Mundial da Saúde para o controle da mortalidade por formas graves da infecção causada pelo Mycobacterium tuberculosis em países em que a doença ainda tem importância epidemiológica. Sua administração é também recomendada para contatos domiciliares de hanseníase como forma de prevenir a doença em indivíduos expostos ao M. leprae. A vacina BCG é aplicada por via intradérmica e provoca primoinfecção artificial. Esta infecção por bacilos com virulência atenuada tem como objetivo desenvolver uma resposta imune específica que permita controlar uma infecção ulterior, causada por bacilos selvagens.
Precauções gerais e contraindicações 7.3.1 Precauções gerais • A vacina deverá ser adiada até três meses após o tratamento com imunodepressores ou com corticosteroides em dose elevada. • A vacinação também deve ser adiada em recém-nascidos com menos de 2.000 g até que atinjam este peso. 7.3.2 Contraindicações • Indivíduos portadores de imunodeficiência primária ou adquirida. • Indivíduos acometidos de neoplasias malignas. • Pacientes em tratamento com corticosteroides em dose elevada (equivalente à dose de prednisona de 2 mg/kg/dia para crianças até 10 kg ou de 20 mg/dia ou mais, para indivíduos acima de 10 kg) por período superior a duas semanas. • Pacientes em uso de outras terapias imunodepressoras (quimioterapia antineoplásica, radioterapia, entre outros). • Grávidas
Eventos adversos A vacina BCG pode causar eventos adversos locais, regionais ou sistêmicos, que podem ser decorrentes do tipo de cepa utilizada, da quantidade de bacilos atenuados administrada, da técnica de aplicação e da presença de imunodeficiência primária ou adquirida. Para conhecimento da definição de cada evento adverso, reporte-se ao Capítulo 23. As complicações podem ser classificadas da seguinte forma: 7.5.1 Lesões locais e regionais mais frequentes a. úlcera com diâmetro maior