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imunobiologicos

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por 100 mil doses administradas. Reações de hipersensibilidade associadas à vacina febre amarela Anafilaxia e manifestações alérgicas são eventos raros e podem ocorrer como reação a qualquer um dos componentes da vacina. De acordo com a OMS, em boletim epidemiológico publicado em 2008, a frequência estimada de reações tais como rash, urticária e asma foi de um caso para 130 mil a 250 mil doses distribuídas e para as reações anafiláticas foi de 0,8 por 100 mil doses distribuídas. No Brasil, em estudos de pós-comercialização, a taxa de anafilaxia foi de 0,023 casos por 100 mil doses aplicadas, para o período de 1999 a 2009.
Vacina febre tifoide atenuada e vacina febre tifoide polissacarídica 10.1 Introdução A vacina febre tifoide não está indicada no Brasil para controle da doença ou de seus surtos, sendo para isto mais importante a higiene pessoal e o saneamento básico. Não está indicada em situações de enchentes e inundações. Segundo a OMS, nenhum país exige a vacinação febre tifoide para concessão de vistos. A vacina pode ser indicada para viajantes a áreas de alta incidência da doença. A vacinação pode ser indicada para grupos e situações específicas, mediante avaliação caso a caso (por exemplo, militares e profissionais de laboratório). Atualmente, utilizam-se dois tipos de vacinas febre tifoide: a oral, viva e atenuada e a injetável polissacarídica simples. Uma vacina polissacarídica conjugada ao toxoide tetânico é disponível na Índia, mas há escassas informações sobre ela. Há também vacinas recombinantes em desenvolvimento. As informações a seguir referem-se à vacina polissacarídica simples, injetável, para aplicação em dose única, nas indicações específicas. Há dois produtores pré-qualificados pela OMS para fornecimento de vacina febre tifoide, polissacarídica simples, injetável: Sanofi Pasteur (vacina Typhim Vi™) e GlaxoSmithKline Biologics (Typherix™)
Eventos adversos As vacinas polissacarídicas injetáveis febre tifoide têm reatogenicidade baixa. Dois estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, em adultos de 18 a 40 anos, mostraram a seguinte frequência de eventos adversos com a vacina da Sanofi Pasteur (Tabela 1):
Vacina Haemophilus influenzae tipo b – Hib 11.1 Introdução A vacina Haemophilus influenzae b (conjugada) – Hib faz parte do calendário básico do Programa Nacional de Imunizações, compondo a vacina pentavalente (vacina adsorvida difteria, tétano, pertússis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae b (conjugada) – DTP-HB-Hib. A indicação da vacina Hib isolada fica restrita a situações especiais, nos CRIEs, ou em esquemas vacinais de complementação
Precauções gerais e contraindicações 11.3.1 Precauções • Doenças agudas febris moderadas ou graves: recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro, com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. 11.3.2 Contraindicação • Anafilaxia prévia a qualquer componente da vacina contraindica o seu uso. 11.4 Eventos adversos As definições de caso dos eventos adversos pós-imunização citados a seguir estão descritas no Capítulo 23. 11.4.1 Manifestações locais Geralmente leves e limitadas às primeiras 24 horas após vacinação, apresentando eritema, edema e dor em 3,7% a 30% dos vacinados. Eventualmente podem ocorrer abscessos locais, decorrentes da contaminação bacteriana secundária por falha técnica de aplicação vacinal. O prognóstico dos eventos adversos locais é bom, com evolução para cura espontânea na grande maioria dos casos. Notificação e investigação Notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação(ões) local(is), associada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”).
Conduta • Tratamento sintomático (ver Capítulo 24). • Os abscessos devem ser submetidos à avaliação médica, para conduta apropriada. • Não há contraindicação para administração de doses subsequentes. 11.4.2 Manifestações sistêmicas Manifestações gerais Pode ocorrer febre, irritabilidade e sonolência em
Vacina hepatite B (recombinante) – HB 12.1 Introdução As vacinas hepatite B disponíveis no Brasil são produzidas por tecnologia DNA recombinantes e vêm apresentando altos índices de segurança, sendo bem toleradas e, pouco reatogênicas. Quando os eventos adversos se fazem presentes, geralmente são leves e transitórios, com duração menor que 24 horas.
Precauções Doenças agudas febris moderadas ou graves: recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. 12.3.2 Contraindicações • Anafilaxia prévia a qualquer componente da vacina contraindica o seu uso. • Púrpura trombocitopênica pós-vacinal. 12.4 Eventos adversos As definições de casos dos eventos adversos pós-vacinação citados a seguir estão descritas no Capítulo 23. 12.4.1 Manifestações locais Pode ocorrer dor (3% a 29% dos vacinados) e enduração/rubor (0,2% a 17%) no local da injeção. Eventualmente podem ocorrer abscessos locais, decorrentes da contaminação bacteriana secundária por falha técnica de aplicação vacinal. Notificação e investigação • Abscessos ou outras reações locais muito intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura). • Notificar e investigar também o aumento exagerado de determinada(s) reação(ões) local(is), associada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”).
Conduta • Tratamento sintomático (ver Capítulo 24). • Os abscessos devem ser submetidos à avaliação médica para conduta apropriada. • Não há contraindicação para administração de doses subsequentes. 12.4.2 Manifestações sistêmicas Manifestações gerais • Febre (1% a 6% dos vacinados) nas primeiras 24 horas após a vacinação. Geralmente é bem tolerada e autolimitada. • Fadiga, tontura, cefaleia, irritabilidade, desconforto gastrintestinal leve (1% a 20%) podem estar presentes. Observação: Segundo a literatura, até o momento não se comprovou a relação de causalidade entre a vacina hepatite B e o surgimento de casos de síndrome Guillain-Barré, esclerose múltipla, síndrome de morte súbita infantil, artrite e doenças autoimunes. Notificação e investigação Notificar e investigar todos os casos de eventos com aumento exagerado de sinais/sintomas e graves, raros ou inusitados com a finalidade de excluir outros diagnósticos diferenciais. Conduta • Tratamento sintomático (ver Capítulo 24). • Avaliação do caso para afastar outros diagnósticos diferenciais. • Não há contraindicação para doses subsequentes. Púrpura trombocitopênica A púrpura trombocitopênica idiopática após administração da vacina hepatite B é um evento raro cuja relação causal é difícil de ser comprovada. O diagnóstico baseia-se na exclusão de outras causas possíveis. O tempo de latência entre a vacina e o aparecimento dos sintomas, que geralmente é de alguns dias até dois meses, sugere esta relação. Notificação e investigação Notificar e investigar todos os casos, com a finalidade de excluir outros diagnósticos diferenciais. Conduta • Avaliação do caso para afastar outros diagnósticos diferenciais. • Há contraindicação para doses subsequentes. Reações de hipersensibilidade Excepcionalmente podem ocorrer manifestações de hipersensibilidade a algum dos componentes da vacina, incluindo o timerosal e o levedo (risco teórico). Ocorre em um caso para 600 mil vacinados e é mais raro em crianças e adolescentes. A anafilaxia é imediata (reação de hipersensibilidade do tipo I de Gell & Coombs) e ocorre habitualmente na primeira hora após a exposição ao alérgeno.
Vacina influenza (fracionada, inativada) – INF 13.1 Introdução O controle da influenza (gripe) tem como principal ação a imunização. A vacina tem um perfil de segurança excelente sendo utilizada no Brasil em estratégia de campanha anual direcionada a grupos de maior vulnerabilidade, que incluem os idosos (60 anos e mais), crianças (de 6 meses a menores de 5 anos de idade), povos indígenas, trabalhadores do setor Saúde, gestantes, puérperas, população presidiária e indivíduos dos seguintes grupos de