EXECUÇÃO  FISCAL
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EXECUÇÃO FISCAL


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EXECUÇÃO FISCAL
 GENERALIDADES
Execução fiscal é a ação pela qual a Fazenda Pública cobra os créditos tributários e não-tributários dos contribuintes inadimplentes. De outro modo, findo o processo administrativo tributário e prazo para pagamento do crédito apurado ocorre a inscrição da dívida (\u201cdívida ativa\u201d), situação a qual dá início à discussão na esfera judicial.
A certidão de dívida ativa (CDA) é o título executivo extrajudicial necessário para a propositura da Execução constituída.
Contudo, sua presunção é juris tantum, conforme previsto no artigo 3º da Lei 6.830/80.
TITULO EXECUTIVO
O titulo que aparelha a execução fiscal e a certidão da divida ativa ,que tem a especial características de ser titulo executivo extrajudicial formada unilateralmente ,ou seja, sem a participação direta do devedor.
O titulo não necessita, para a sua validade da concordância ou aceitação do sujeito passivo da obrigação, basta prévio procedimento administrativo de que o administrado pode participar em contraditório.
 Legitimidade passiva 
A ação de execução fiscal poderá ser proposta contra (LEF, art. 4º): (i) o devedor; (ii) o fiador; (iii) o espólio; (iv) a massa; (v) o responsável, nos termos da lei, por dívidas, tributárias ou não, de pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado; e (vi) os sucessores a qualquer título. 
PROPOSITURA
A legitimidade ativa para propositura da ação de execução fiscal é da Fazenda Pública, assim entendida como: a União, os Estados, o DF, os Munícipios, suas respectivas autarquias, e fundações públicas de direito público. As empresas públicas e as sociedades de economia mista estão excluídas do conceito de Fazenda Pública, e, portanto, não se submetem ao regime de execução fiscal da Lei 6.830/1980, com ressalva da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)8  e da Caixa Econômica Federal (CEF) para cobrança de FGTS9  (Lei 8.844/1994, art. 2º).
O Superior Tribunal de Justiça  consolidou o entendimento de que os Conselhos Profissionais, com exceção da OAB, por ostentarem a natureza de autarquias especiais também possuem legitimidade ativa para propositura da execução fiscal, considerando a natureza jurídica de tributo (taxa) de suas anuidades.
RECEBIMENTO DA PETICAO INICIAL
Ao deferir a petição inicial ,o juiz não apenas determina a citação ,mas também a realização da penhora ,do arresto , se o devedor não tiver domicilio ou dele se ocultar ,do registro da penhora ou do arresto e da avaliação dos bens constritados (art.7.). A decisão inicial positiva interrompe a prescrição (art.8.).
Na execução fiscal o juiz sempre pode reconhecer a prescrição de oficio (STJ,SUM.409),o que pode ocorrer inclusive por ocasião do juiz inicial de admissibilidade da demanda excutiva.
Pagamento imediato ou garantia da execução
Após a citação ,o prazo que se abre ao devedor,na execução fiscal ,e de cinco dias(e não três dias,como na execução comum),para uma de duas possibilidades :pagamentos ou garantias da execução(art.8.). 
Nesse ponto,há diferenças marcantes em relação ao procedimento padrão de execução por quantia certa, regulado no código, em que não há mais direito de nomeação de bens pelo devedor. O pagamento pode ser total ,englobando todos os acessórios (principal juros,atualização monetária ,multas,custas processuais e honorários advocatícios ),ou parcial(art.9),situação em que o devedor pode concordar com uma parcela de discordar de outra, pretendendo discutir apenas essa ultima.
Na hipótese de garantia de execução, pode o devedor depositar o total,oferecer fiança bancaria ou seguro garantia ,nomear bens seus a penhoraou indicar penhoras bens oferecidos por terceiros ,desde que aceitos pela fazenda publica (art.9,da lei 13.043|2014.
PENHORA E AVALIAÇÃO
A penhora consiste na apreensão judicial dos bens do devedor com finalidade de garantir o pagamento de uma dívida. Os bens serão retirados da posse do devedor para garantir a execução do débito. A penhora poderá ser compulsória, mas não pode recair sobre os bens elencados no artigo 833, do Código de Processo Civil, como, por exemplo, o seguro de vida, o vestuário, os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução. Efetuada a penhora dos bens, será lavrado o respectivo auto, nomeando-se um depositário para os bens arrecadados, que poderá, inclusive, ser o próprio executado.
EMBARGOS
Os embargos à execução fiscal estão previstos na Lei de Execução Fiscal (arts. 16 a 20), como forma de defesa do contribuinte.
Os embargos possuem natureza jurídica de ação incidental, correndo no bojo da própria execução. Com efeito, a competência para julgá-los é do próprio juízo de execução.
Quanto à amplitude das matérias a serem alegadas, os embargos podem tratar de qualquer matéria útil à defesa, ainda que não seja de ordem pública, podendo o executado requerer provas e juntar aos autos os documentos e rol de testemunhas, permitindo-se, assim, ampla discussão (CTN, art. 16, § 2º). O embargante poderá alegar, inclusive, a compensação, desde que (i) realizada antes do ajuizamento da execução fiscal; (ii) exista crédito tributário; (ii) exista débito do Fisco; e (iii) exista lei específica que a autorize a compensação.
O prazo para oposição dos embargos é de 30 dias, contados do depósito,  da juntada da prova da fiança bancária ou do seguro garantia, ou da intimação da penhora (LEF, art. 16). 
Os embargos à execução têm como pressuposto a garantia do juízo, nos termos do art. 16, § 1º, da LEF. Prevalece o entendimento de que A LEF por se tratar de lei especial afasta a regra prevista no art. 914 do CPC/15 (que prevê a desnecessidade de garantia do juízo para a oposição de embargos),54  sendo a garantia da execução é condição de admissibilidade dos embargos à execução fiscal.
Se a penhora for insuficiente à garantia da execução fiscal, a Fazenda Nacional deverá requerer o seu reforço, de acordo com o disposto nos arts. 15, II, da LEF, e art. 874, II, do CPC. O juiz, todavia, não poderá fazê-lo de ofício, conforme entendimento firmado pelo STJ.56 
Na execução por carta, os embargos do executado serão oferecidos no Juízo deprecado, que os remeterá ao Juízo deprecante, para instrução e julgamento (LEF, art. 20).
No tocante aos efeitos decorrentes da propositura dos embargos, a Lei de Execução Fiscal é omissa, devendo-se aplicar subsidiariamente as normas contidas no Código de Processo Civil. Segundo o art. 919, § 1º, do CPC, os embargos à execução são desprovidos de efeito suspensivo automático, todavia, o juiz poderá concedê-lo, desde que haja o preenchimento dos seguintes requisitos: (i) requerimento do embargante, (ii) verificação pelo juiz da relevância da fundamentação (fumus boni juris) e perigo de dano irreparável ou de difícil reparação (periculum in mora), e (iii) garantia da execução.
ARREMATAÇÃO 
Não opostos ou rejeitados os embargos ,com ou sem resolução ,de mérito tem lugar da arrematação ,que ocorrera em leilão publico(art.23) e será precedida de edital ,que será fixado na sede do juízo, no local a isso destinado , e publicado , em resumo ,no órgão oficial ,uma única vez.o edital acontecera os requisitos do art886 do CPC\2015 e o prazo entre a publicação e o leilão não poderá ser superior a trinta ,nem inferior a dez dias , nesse prazo, o representante judicial da fazenda publica se rá intimado pessoalmente (art.22).
ADJUDICAÇÃO 
Pode ocorrer a adjudicação ,pela fazenda publica dos bens penhorados nas seguintes (lei 6.830\1980,art 24);
Antes da hasta publica ,pelo preço da avaliação ,devidamente atualizado;
Após o leilão ,se houver licitante que oferte o valor da avaliação 
Mesmo havendo licitante vitorioso a fazenda publica pode exercitar em trinta dias seu direito de preferência ,poderá adjudicar os bens penhoras pelo mesmo valor lanço vitorioso.
RECURSOS
No geral,aplicam-se as regras sobre recursos previstos no CPC\2015 
A peculiaridade reside nas execuções fiscais de pequeno valor. Determina o art 34,caput da lei 6.830\1980 que das sentenças