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Repensando a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Livro IPEA (3)

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Adenina

Timina

Citosina

Guanina

Cadeia de Fosfato

Organizador
André de Mello e Souza

Repensando a
Cooperação Internacional
para o Desenvolvimento

Governo Federal

Secretaria de Assuntos Estratégicos da
Presidência da República
Ministro Marcelo Côrtes Neri

Fundação públ ica v inculada à Secretar ia de
Assuntos Estratégicos da Presidência da República,
o Ipea fornece suporte técnico e institucional às
ações governamentais – possibilitando a formulação
de inúmeras políticas públicas e programas de
desenvolvimento brasi leiro – e disponibi l iza,
para a sociedade, pesquisas e estudos realizados
por seus técnicos.

Presidente
Sergei Suarez Dillon Soares

Diretor de Desenvolvimento Institucional
Luiz Cezar Loureiro de Azeredo

Diretor de Estudos e Políticas do Estado,
das Instituições e da Democracia
Daniel Ricardo de Castro Cerqueira

Diretor de Estudos e Políticas
Macroeconômicas
Cláudio Hamilton Matos dos Santos

Diretor de Estudos e Políticas Regionais,
Urbanas e Ambientais
Rogério Boueri Miranda

Diretora de Estudos e Políticas Setoriais
de Inovação, Regulação e Infraestrutura
Fernanda De Negri

Diretor de Estudos e Políticas Sociais
Herton Ellery Araújo

Diretor de Estudos e Relações Econômicas
e Políticas Internacionais
Renato Coelho Baumann das Neves

Chefe de Gabinete
Bernardo Abreu de Medeiros

Assessor-chefe de Imprensa e Comunicação
João Cláudio Garcia Rodrigues Lima

Ouvidoria: http://www.ipea.gov.br/ouvidoria
URL: http://www.ipea.gov.br

Brasília, 2014

© Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2014

As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não
exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou da
Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte.
Reproduções para fins comerciais são proibidas.

Repensando a cooperação internacional para o desenvolvimento /
organizador: André de Mello e Souza. – [Brasília]: Ipea, 2014.
277 p. : il., gráfs. color.

Inclui Bibliografia
ISBN: 978-85-7811-223-3

1. Cooperação Internacional. 2. Cooperação Técnica. 3.
Relações Internacionais. 4. Ajuda para o Desenvolvimento.
5. Política Exterior. I. Souza, André de Mello e. II. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada.

CDD 327.17

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO .............................................................................................7

PREFÁCIO ........................................................................................................9

CAPÍTULO 1
REPENSANDO A COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
PARA O DESENVOLVIMENTO ...........................................................................11
André de Mello e Souza

PARTE I – HISTÓRIA

CAPÍTULO 2
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA COOPERAÇÃO NORTE-SUL ....................................33
Carlos R. S. Milani

CAPÍTULO 3
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA COOPERAÇÃO SUL-SUL (CSS) ................................57
Bruno Ayllón Pino

PARTE II – ATORES

CAPÍTULO 4
ORGANIZAÇÕES MULTILATERAIS DE DESENVOLVIMENTO ................................89
Carlos R. S. Milani

CAPÍTULO 5
INSTITUIÇÕES BILATERAIS DOS PAÍSES DO COMITÊ DE ASSISTÊNCIA
AO DESENVOLVIMENTO ................................................................................113
Carlos R. S. Milani

CAPÍTULO 6
ATORES NÃO GOVERNAMENTAIS ..................................................................141
Bruno Ayllón Pino

PARTE III – ESTUDOS DE CASO

CAPÍTULO 7
AMÉRICA LATINA NA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
PARA O DESENVOLVIMENTO .........................................................................175
Bruno Ayllón Pino

CAPÍTULO 8
O PERFIL DA COOPERAÇÃO BRASILEIRA PARA O DESENVOLVIMENTO
INTERNACIONAL NA AMÉRICA LATINA E NO CARIBE EM 2010:
APORTES À REFLEXÃO SOBRE A POLÍTICA BRASILEIRA DE
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL ...................................................................203
João Brígido Bezerra Lima
Rodrigo Pires de Campos
Juliana de Brito Seixas Neves

CAPÍTULO 9
A COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO
DA ÍNDIA E DA CHINA ..................................................................................251
André de Mello e Souza

APRESENTAÇÃO

A cooperação internacional para o desenvolvimento (CID) tem se tornado tema de
crescente complexidade e importância em um mundo contemporâneo globalizado,
onde as desigualdades se fazem mais visíveis, e a provisão de bens públicos, mais
premente. Países emergentes, assim como organizações intergovernamentais,
empresas e organizações da sociedade civil têm passado a desempenhar um papel
mais relevante e autônomo nesta cooperação, e contribuído para redefinir seus
princípios e práticas. Dada a persistência dos desafios do desenvolvimento global,
impõe-se a construção de um arcabouço institucional inclusivo que sirva para
harmonizar tais princípios e práticas, com base nos quais a agenda pós-2015 possa
ser acordada.

A CID brasileira, embora remonte aos anos 1970, experimentou considerável
aumento no século XXI no que se refere a gastos e países beneficiários, conformando
importante instrumento de política externa.

Esta publicação soma-se às contribuições do Ipea para o estudo da CID, as
quais incluem seu mapeamento no Brasil por meio dos relatórios da Cooperação
Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi), bem como a reali-
zação de análises sobre suas diversas dimensões. Em um momento de profundas
transformações da CID, o livro busca repensá-la em três partes que abordam sua
história, seus atores, e estudos de caso.

Sergei Suarez Dillon Soares
Presidente do Instituto de

Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

PREFÁCIO

A cooperação representa uma importante categoria operacional da política externa
brasileira. Este foi o motivo central da transferência, para o Itamaraty, de toda a
responsabilidade nesta área, por meio da criação, em setembro de 1987, da Agência
Brasileira de Cooperação (ABC).

Até então, a cooperação técnica tinha um comando duplo: por um lado, exer-
cido pela Divisão de Cooperação Técnica do Itamaraty; por outro, pela Subsecretaria
de Cooperação Econômica e Técnica Internacional (Subin), da Secretaria do
Planejamento (Seplan) – antigo nome do Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão. Enquanto a Subin desempenhava as funções técnicas (prospecção, análise,
aprovação e acompanhamento de projetos), a divisão se encarregava dos aspectos
políticos da cooperação. O motivo principal desta dualidade consistia no fato de
a vertente primordial da cooperação ser a que o Brasil recebia de diversos países
desenvolvidos, sobretudo da Alemanha e da França. O apoio do Ipea era decisivo
àquela altura, inclusive pela cessão à Subin de profissionais de alto nível. Havia então
uma quantidade crescente de programas e projetos de cooperação oficial de que
o Brasil era beneficiário, e países e organismos internacionais, doadores. Fazia-se
necessário, dado o expressivo volume de recursos externos postos à disposição de
numerosas instituições brasileiras, compatibilizar a demanda às diretrizes e
prioridades definidas pelo governo, também nos níveis estadual e municipal.
Porém, este tipo de cooperação foi diminuindo à medida que o Brasil era crescen-
temente graduado da condição de país em desenvolvimento, e por isso não mais
elegível para receber tais aportes nos padrões até então praticados.

Por sua vez, o Brasil estava cada vez mais capacitado a fornecer cooperação
técnica em áreas como construção de habitações populares, saneamento, combate
à Aids, ensino básico e agricultura, entre outras. Os países-alvo eram especialmente
os da África e os da América Latina. Perdia-se assim, cada vez