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SÍNTESE DE VIDA E TEORIAS DE HENRI WALLON

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UNIVERSIDADE POSITIVO 
 
 
 
 
Beatriz Feijó 
Giovana Moreira 
Ivana Mesquita 
Thalita Chruczeski 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNTESE DE VIDA E TEORIAS DE HENRI WALLON 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURITIBA 
2018 
 
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UNIVERSIDADE POSITIVO 
 
 
Beatriz Feijó 
Giovana Moreira 
Ivana Mesquita 
Thalita Chruczeski 
 
 
 
 
 
SÍNTESE DE VIDA E TEORIAS DE HENRI WALLON 
 
 
Trabalho realizado na disciplina Psicologia 
Sócio Histórica I, do curso de Psicologia da 
Universidade Positivo. Realizado para requisito 
de nota parcial no ano letivo de 2018, sob 
orientação da professora Josy Martins. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curitiba 
2018 
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1. INTRODUÇÃO 
1.1 Contexto histórico 
Henri Wallon nasceu em Paris no ano de 1879 e dentro de um contexto 
republicano e democrático vivia em uma família da burguesia do norte da França 
(GRATIOT-ALFANDÉRY, 2010). Depois de ter sua licenciatura em filosofia em 1899 
decidiu estudar medicina e dedicar-se a psicologia infantil durante alguns anos, com 
um enfoque especial e curioso em anomalias mentais e motoras da criança . A partir 
desse interesse pela psicologia infantil foi chamado para ministrar conferências 
sobre esse assunto, conquistou seu próprio laboratório para ensino e pesquisa e 
iniciou assim, um trabalho de pesquisa acerca da adaptação escolar e social no 
desenvolvimento infantil (GUEDES, 2007). 
Wallon se envolveu com movimentos da psicologia infantil como da Maria 
Montessori, Ovide Decroly, Escola Ermitage entre outros. No ano de 1925 recebeu 
grande prestígio ao ser nomeado diretor do primeiro laboratório de psicobiologia da 
criança na Escola Prática de Altos Estudos em Paris (GRATIOT-ALFANDÉRY, 
2010). Iniciou estudos sobre a psicomotricidade, mecanismos de memória, 
julgamento moral e tudo o que envolvia educação infantil na época, decidindo 
implantar em seu laboratório testes e métodos de observação da criança . Assim, 
Wallon criou e desenvolveu seus estudos ao longo de sua vida acumulando 
conhecimentos e formulando leis psicológicas a fim de compreender os processos 
evolutivos das funções psicológicas do ser humano (GUEDES, 2007). 
O ponto de partida da teoria de Wallon é o estudo da psicogênese da pessoa, 
um processo que aborda o psiquismo humano (GRATIOT-ALFANDÉRY, 2010). Seu 
empenho ocorre à partir dos estudos concentrados nas fases iniciais da infância. 
Sua visão ampla lançada sobre a realidade, marca sua teoria do desenvolvimento 
humano e sua atuação como pesquisador, psicólogo e médico (GUEDES, 2007). No 
Brasil, citado por Gratiot-Alfandéry (2010), nos anos 80 o reconhecimento e 
elucidação das obras de Wallon foi caracterizada pela tradução de alguns textos 
originais do mesmo (primeiramente em Portugal e logo após, Brasil), incorporando 
assim, a partir dos anos 90, essa abordagem na educação, pesquisas e na 
psicologia dos brasileiros. 
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Conhecer a vinculação que Henri Wallon às questões do meio social e 
contexto político da época permite uma compreensão mais extensiva sobre os 
estudos da adequação do indivíduo às sociedades, às possibilidades e 
características psicológicas do indivíduos e o desenvolvimento das aptidões do ser 
humano, além de sua formação como cidadão. 
 
2. DIMENSÕES DO HUMANO 
2.1. Afetividade 
A evolução do desenvolvimento infantil é diferente em cada estágio da vida e 
com a afetividade esse processo é o mesmo. Segundo autores como Mahoney e 
Almeida (2005), a afetividade é compreendida pela capacidade do ser humano de 
se afetar e afetar o mundo, correspondendo a estados de bem-estar e mal-estar. 
Essa dimensão do ser humano é responsável, por exemplo, por questões de 
instabilidades emocionais quando há o predomínio da emoção, ou seja, quando o 
indivíduo é afetado demasiadamente por algo, resultando em um estado de crise 
sem clareza de raciocínio (2, 2005). 
Dentro da teoria walloniana, a emoção é entendida como um processo 
orgânico, envolvendo expressões corporais e motoras da afetividade a qual é 
responsável pelo estabelecimento da relação entre as pessoas, conforme a 
interpretação de suas necessidades (GRATIOT-ALFANDÉRY, 2010). Diante da 
percepção de Gratiot-Alfandéry (2010), Wallon escreve que o contato social e da 
percepção essa expressão orgânica se aprimora cada vez mais e serve como 
instrumento para a evolução e a comunicação, caindo na tendência de se reduzir à 
linguagem, mímicas e convenção na medida em que a criança desenvolve seus 
processos de representação (MAHONEY; ALMEIDA, 2005). Assim, a afetividade se 
faz tão importante na teoria de Wallon pois a medida em que a criança aprimora - 
por meio da cultura e do contato social - as suas representações, as expressões e 
emoções vão se ressignificando e se transformando em outras formas de reação, 
aprimorando com isso todas as formas de domínios e dimensões do ser humano. 
 
 
2.2. Ato motor 
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Descargas motoras simples, gestos descoordenados e espasmos são 
manifestações motoras que aparecem desde a vida fetal no bebê. Existem duas 
funções que a musculatura estriada exerce para que a realização dos movimentos 
seja possível. A função clônica é aquela que possibilita o movimento propriamente 
dito, por meio de mecanismos de encolhimento e alongamento dos músculos, A 
função tônica regula o nível de tensão do corpo, dada a dificuldade de realizar a 
ação planejada. Dessa forma, ela está relacionada com o equilíbrio, atitudes, 
postura e mímica. A afetividade pode ser expressada por essa função, pois a 
postura do corpo revela o bem ou mal estar sentido pelo indivíduo. 
Segundo Mahoney e Almeida (2000), na teoria de Wallon há três formas de 
movimento. O passivo ou exógeno, relacionada com a mudança da posição vertical 
para a horizontal e o equilíbrio do corpo. O autógeno ou ativo, que torna possível a 
locomoção e preensão dos objetos pelo deslocamento de partes do corpo. As 
expressões corporais e faciais são constituem o que é chamado de reações 
posturais. Com o avanço da idade, os movimentos e gestos se tornam mais 
requintados e específicos, por meio do ajustamento do gesto ao seu efeito. 
Durante o desenvolvimento, o bebê realiza a repetição de movimentos 
prazerosos, o que Wallon denominou de atividade circular, que acaba permitindo a 
exploração do mundo por meio dos sentidos, percepção e motricidade (MAHONEY; 
ALMEIDA, 2000). A materialização do pensamento, emoções e sentimento se dá 
pelos movimentos, permitindo o estabelecimento de relações com o meio e 
atribuição de significados da cultura e momento histórico que o indivíduo está 
inserido. 
 
2.3. Conhecimento 
Para que a criança possa detectar, definir, classificar, dissociar, definir, 
categorizar, enfim, conhecer, é necessário que o sincretismo aconteça. Com ele, 
duas ideias são assimiladas e opostas. Até chegar à idade adulta,
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