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Tópico 2   Sistemas de Informacoes na Empresa

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245Aula 9: Sistemas de informação na empresa 245 AULA
9
Sistemas de informação na empresa
NESTA AULA
´ Papel dos sistemas de informação
´ Tipos de sistemas de informação
METAS DE COMPREENSÃO
´ Explicar as contribuições que os sistemas de informação
podem dar para a gestão de uma empresa, em especial no que
concerne o processo de tomada de decisão.
´ Apresentar as características básicas dos principais sistemas de
informação, sublinhando sua contribuição para o processo de
tomada de decisão.
 ´ APRESENTAÇÃO
Estamos quase chegando ao final da jornada. Aqui voltamos a tratar da informação, mas 
sob um outro ponto de vista. Observe que dados sobre a empresa são produzidos a todo mo-
mento pelo próprio funcionamento do negócio. Uma vez definidos quais dados coletar, surgem 
as seguintes questões: como registrar e armazenar esses dados? Como processá-los, isto é, o 
que fazer com eles? Como tratar esses dados para a partir deles extrair informações relevan-
tes para os gestores? Para responder a essas questões na época atual, o uso de recursos da 
tecnologia da informação e da comunicação é inevitável, isto é, de sistemas de informação. 
É esse o tema desta nossa nona aula.
246
Papel dos sistemas de informação
Antes de falar do papel dos sistemas de informação numa empresa, pre-
cisamos saber o que é um sistema de informação. E antes disso vale a pena 
pensar um pouquinho no que é um sistema. Além de sistemas de infor-
mação existem outros sistemas: sistema planetário, sistema imunológico, 
sistema de transportes públicos, sistema financeiro... O que todos esses 
sistemas têm em comum? Chiavenato (2010) apresenta três aspectos que 
caracterizam um sistema. 
Primeiro, a ideia de que um sistema é constituído por um conjunto de 
partes independentes. Pegue cada um dos exemplos citados acima e “es-
cave” um pouquinho. Facilmente perceberá que são constituídos por vários 
objetos, várias partes, elas mesmas podendo ser vistas como outros siste-
mas (ou melhor, subsistemas). Por exemplo, o sistema de transporte público 
da cidade de São Paulo é composto por cada uma das empresas de ônibus, 
pelas cooperativas de peruas, pelo metrô pelas companhias de trem etc. 
Observe que cada uma dessa partes tem um grande grau de autonomia. 
Além disso, elas podem ser consideradas por sua vez um sistema, i.e., sub-
sistemas do sistema principal.
As partes de um sistema, 
no entanto, não funcionam de 
modo totalmente independen-
te. Pelo contrário elas intera-
gem, elas se inter-relacionam. 
Esse é o segundo aspecto que 
caracteriza um sistema: suas 
partes são integradas. Elas têm 
que ser integradas, elas devem 
funcionar de modo articulado 
porque um sistema tem um ob-
jetivo, que é o terceiro aspec-
to identificado por Chiavenato 
(2010). Essa conceituação é 
complementar à conceituação 
de Dias (2008). 
Crédito: Stock Xchng
SAibA
Segundo Chiavenato (2010, p. 40): “um sistema é um conjunto 
de partes integradas que tem a finalidade comum de alcançar um 
determinado objetivo”
Segundo Dias (2008, p. 320): “Um sistema pode ser definido como um 
conjunto de elementos interagentes e interdependentes relacionados cada 
um ao seu ambiente de modo a formar um todo organizado”.
Informações Estratégicas
247Aula 9: Sistemas de informação na empresa
Enquanto a caracterização de Chiavenato ressalta a ideia de que o sis-
tema tem um objetivo, a de Dias ressalta o aspecto de todo organizado. 
Ora, esses dois aspectos estão interligados: é porque o sistema funciona de 
modo articulado visando a atingir um objetivo que ele pode ser visto como 
um todo organizado; por outro lado, conseguimos ver o sistema como um 
todo organizado (apesar de podermos visualizar suas partes) porque a ne-
cessidade de atingir seu objetivo leva (ou deveria levar) a essa organização.
Voltando a sistemas de informação, provavelmente você já ouviu em 
alguma circunstância a seguinte afirmação: “Não dá para fazer agora por-
que o sistema caiu”. Se você já teve essa experiência, com toda certeza 
ela aconteceu ao tentar interagir com alguma organização ou instituição. 
É desse tipo de sistemas que tratamos nesta aula. E aproveitamos para já 
assinalar que essa experiência com sistemas que não funcionam nos indica 
que esse tipo de sistema serve entre outras coisas como intermediário en-
tre pessoas e alguma organização.
Além disso, essa afirmação também traz implícita a ideia de que algum 
equipamento não está funcionando. O serviço ou a informação não podem 
ser prestados, não porque alguém faltou ou não está disponível, mas por-
que algo não está disponível, o sistema saiu do ar, o sistema caiu. Ou seja, 
associada à ideia de sistema de informação está a ideia de equipamentos.
Vamos começar com um equipamento bem simples. Será que a calcula-
dora que o dono da vendinha da esquina usa é um sistema de informação? O 
que uma calculadora faz, ou melhor, permite que o dono da vendinha faça? 
Apenas cálculos. Os cálculos podem ser importantes para o dono somar os 
gastos ou o faturamento do dia, por exemplo. 
Cálculos são um exemplo de processamento de dados, uma das funções 
de um sistema de informação. Mas sistemas de informação não se restrin-
gem a processar dados numéricos, suas funções são bem mais abrangentes. 
O próprio termo sistema indica algo mais abrangente, não restrito a um 
único equipamento ou dispositivo.
Um sistema de informação numa empresa deve, entre outras coisas, 
auxiliar o gestor em duas de suas funções: controle e tomada de decisão. 
Considerados desse jeito, eles não dependem em princípio de ferramentas 
tecnológicas. Desde o início da administração, os gestores desenvolveram 
formas de obter informações e tratá-las. Nessa perspectiva, Dias (2008) 
fala de dois grandes tipos: “O sistema de informação formal é estruturado, 
e as informações são obtidas e transmitidas de forma escrita ou on-line 
(por computador). Já o sistema de informação informal é desestruturado, 
e as informações são obtidas pelas interações do dia a dia, de impressões, 
notas e diários”. A calculadora do dono da vendinha poderia fazer parte de 
um sistema de informação informal.
Assim, a expressão “sistema de informação” sugere a utilização de di-
versos dispositivos tecnológicos interligados. Quando falamos de sistema 
de informação pressupomos o uso de ferramentas tecnológicas não só para 
processar informação (que é o que a calculadora faz), mas também para 
armazenar, coletar e distribuir essa informação.
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PALAvRA DE AUTOR
“Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente 
como um conjunto de componentes inter-relacionados que coletam 
ou recuperam, processam, armazenam e distribuem informações 
destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle 
de uma organização. [...] esses sistemas também auxiliam os gerentes 
e trabalhadores a analisar problemas, visualizar assuntos complexos e 
criar novos produtos”.
(LAUDON e LAUDON , 2010, p. 12)
Um sistema de informação completo é constituído evidentemente pe-
los equipamentos (“hardware”): dispositivos de entrada e saída de dados, 
computadores para processar os dados, dispositivos de armazenagem, e 
dispositivos de telecomunicação. Além disso, um sistema de informação 
precisa de “softwares”. Apenas a infraestrutura física não basta, é necessá-
ria a infraestrutura lógica. O computador, os processadores, são máquinas 
matemáticas que precisam de programas para funcionar, para controlar 
suas partes e para processar dados conforme desejado. 
PENSE NiSSO
Você entendeu a diferença entre hardware e software?
Existe uma frase circulando pela Internet que explica 
essa diferença nos seguintes termos: “Hardware é o que 
você chuta quando o sistema não funciona, software é o 
que você xinga.”
Você concorda?
Repetindo o que dissemos, um sistema de informação coleta, armazena, 
processa