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Contracepção e Interrupção de prenhez em cadelas e gatas

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melitos, desenvolvimento do complexo HEC-piometra, desenvolvimento mamário e tumores. Derivados de androgênios podem induzir masculinização da genitália externa. Obesidade e peso corporal aumentado também foram descritos com possíveis efeitos colaterais. Portanto o uso de contraceptivos esteroides e de importância limitada, e deve se dar atenção particular a via de administração a dose e duração do tratamento e ao estágio do ciclo na instituição do tratamento.
3.1 - * Alguns Hormônios Esteroides Comerciais:
- Acetato de medroxiprogesterona: Anticion® é indicado como inibidor do estro em cadelas e gatas. Dose: Cadela ou Gata: 1mL (50mg de acetato de medroxiprogesterona), independente do peso da fêmea. Em geral nas Cadelas: Aplicar Anticion® 4-5 meses após o cio ou 1-2 meses após o parto. Intervalo de 5/6 meses entre as aplicações. Em Gatas: Aplicar 2-4 semanas após o cio ou 15-20 dias após o parto. Para controle permanente do estro em gatas, aplicar a cada 4 meses, principalmente na época do verão. 
- Acetato de megestrol: PREVE-GEST permite retardar ou bloquear o cio de cadelas e gatas; diminuir ou suprimir a hemorragia vulvar, diminuir ou suprimir a atração dos machos, evitando a concepção. CADELAS - Bloqueio do cio: Iniciar o tratamento com o Preve-Gest no primeiro dia de cio (assim que observado corrimento vaginal sanguinolento). Administrar a dose de 1,5 mg/kg de peso durante os 3 primeiros dias de cio e em seguida metade da dose nos próximos 6 dias, totalizando um tratamento de 9 dias consecutivos. Retardo do cio:
Iniciar o tratamento a partir de 4 meses após o último cio do animal. Administrar 0,5 mg/kg de peso ao dia, durante 30 dias. A administração pode ser prolongada por um período máximo de 60 dias. GATAS - Bloqueio do cio: Iniciar o tratamento com o Preve-Gest no primeiro dia de cio (assim que os primeiros sinais de cio apareçam). Administrar 1 comprimido de PREVE-GEST (5 mg) ao dia, durante 8 dias. Retardo do cio: Começar a administração em período de repouso sexual. Administrar ½ comprimido de 5 mg a cada 2 dias, durante no máximo 10 semanas. 
- Proligestona: COVINAN®(Intervet) é uma suspensão aquosa injetável de proligestona para atraso e supressão do estro em cães e gatos, bem como a prevenção da pseudogestação em cadelas. Utilizado também para prevenção e tratamento da dermatite miliar felina ou eczema. Não disponível no Brasil.
 4 - CONTROLE DE CICLO POR MÉTODOS NÃO ESTEROIDES 
 4.1 - Dispositivos
 Foram testados dispositivos vaginais. As reações inflamatórias e a expulsão dos dispositivos resultam em taxas de fracasso inaceitáveis, até o momento não estão disponíveis dispositivos intrauterinos em razão da dificuldade de canulação da cérvix canina.
 4.2 - Vacinas 
 Vacinas antifertilidade foram estudadas em caninos e em outras espécies, porém os resultados foram inadequados e inconsistentes. A imunização contra proteínas dos hormônios de liberação de gonadotrofina (GnRH) do hormônio luteinizante (LH) do hormônio folículo estimulante (FSH) ou da zona pelúcida (ZP) ainda está em pesquisa e desenvolvimento. A imunização da ZP parece ser irreversível, as principais preocupações estão relacionadas ao processo de imunidade, aos adjuvantes de vacina, a duração da imunidade e a eficiência. Até hoje nenhum protocolo de imunização contraceptivo para canino foi submetido a ensaios clínicos em larga escala.
 4.3 - Tratamentos com agonistas ou antagonistas do hormônio de liberação de gonadotrofina
 Os antagonistas de GnRH se disponíveis, constituiriam meios excelentes de controle da reprodução em caninos. Por bloquearem continuamente os receptores do GnRH na hipófise tais antagonistas bloqueariam a síntese e a liberação do estímulo primário para a secreção de FSH. Os antagonistas do GnRH foram associados a efeitos colaterais como desgranulação de mastócitos e liberação de histamina. Os receptores de gonadotrofina são infra regulados e durante a administração constante de agonista de GnRH, a síntese e liberação de FSH e LH parecem ser inibidas.
 5 - MÉTODOS DE INTERRUPÇÃO DE PRENHEZ 
 Nas cadelas parece ser necessário um nível plasmático de progesterona de aproximadamente 2ng/ml para manter a prenhez. Nas gatas a exigência de progesterona durante a prenhez parece ser menor e bem menos caracterizada que nas cadelas. Acredita-se que o mínimo de 1ng/ml seja necessário para evitar abortamento nesta espécie.
O abortamento pode ser induzido por diversas maneiras: 
- Modificação de relação estrogênio progesterona, isto aparentemente pode ser feito por injeção de estrogênio ou de corticosteroide. O uso de corticosteroides para induzir abortamento é controverso. 
- Indução de parada lútea ou luteólise, isto pode ser alcançado diretamente com o emprego de prostaglandinas ou indiretamente com uso de inibidores de secreção de prolactina ou antagonista de GnRH para deprimir a secreção de LH. A utilização de tais fármacos está associada a diversos efeitos colaterais que não ameaçam a vida. 
- Inibidores da secreção de prolactina bloqueiam a secreção de prolactina e evita sua ação de manutenção de corpo lúteo, eles induzem abortamento indireto pela supressão da manutenção obrigatória do corpo lúteo. 
- Inibição direta de secreção de progesterona por meio do emprego de fármacos que inibem especificamente a esteroidogênese, eles ainda não estão disponíveis e muitas questões ainda precisam ser solucionadas a respeito de suas ações sobre os outros esteroides.
- Inibição de ação da progesterona pelo bloqueio de seus receptores usando-se antagonista da progesterona que se ligam aos receptores sem induzir efeitos sobre DNA. Demonstrou-se que a principal antiprogestina estudada extensivamente a mifepristona.
O abortamento pode ser induzido antes ou depois da implantação.
 5.1 - Indução de abortamento antes da implantação: não é mais recomendada porque os produtos disponíveis para este fim estão todos associados a efeitos adversos que podem ameaçar a vida. Pode ser feito de duas maneiras: o primeiro evita a implantação pela modificação da motilidade e da secreção oviduto-uterina, levando a morte do embrião, este tipo de tratamento baseia-se na administração de estrógenos, o segundo tratamento fundamenta-se na inibição secreção de progesterona por meio do emprego de prostaglandina. Na prática clínica o dietilestilbestrol (inibe a secreção hipofisária do hormônio luteinizante), o cipionato de estradiol (ECP – induz ovulação) ou o benzoato de estradiol (induz atresia do folículo dominante na presença de progesterona) e o mestranol (bloqueia FSH, evitando a ovulação) tem sido amplamente empregados para evitar prenhez indesejada. 
 5.2 - Indução de abortamento após implantação: 
Prostaglandinas: tem um mecanismo de ação indireta que causa vasoconstrição local, reduzindo o fluxo sanguíneo para o corpo lúteo e, consequentemente, resultando em degeneração celular. Outro mecanismo com ação direta é a ligação a receptores específicos, interferindo na esteroidogênese e reduzindo a produção de progesterona. Sabe-se também que as prostaglandinas exercem ação direta sobre o miométrio, induzindo contrações. As observações clínicas incluem salivação excessiva, vômito, diarreia, hiperpneia, ataxia, ansiedade e dilatação pupilar seguida de constrição. Análogos de prostaglandinas podem ser mais seguros na indução de abortamento, os efeitos indesejáveis descritos previamente não são tão drásticos, o cloprostenol na dose de 1ug/kg uma vez ao dia durante 5 dias é eficaz após 25 a 30 dias de prenhez para induzir parada funcional lútea que se caracteriza por queda na secreção de progesterona abaixo do limite de 2ng/ml. O Aglepristone é uma substância ativa esteróide com atividade antiprogestativa. Estudos in vitro indicam forte afinidade desta substância por receptores de progesterona e de glicocorticóides, o que explica seu efeito no organismo. Cadelas: 0,33 mL/kg/dia (10 mg de aglepristone/kg/dia) por via SC na face interna do membro posterior, aplicar a cada 24 horas, durante

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