RESUMO DE RELAÇÕES ESTATAIS
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RESUMO DE RELAÇÕES ESTATAIS


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RELAÇÕES ESTATAIS, BENS E INTERVENÇÕES
Prof. Luciano
Turma: 7º P
P1: 19/09 
P2: 21/11
01/08 \u2013 1ª AULA \u2013 Apresentação (PLANO DE AULA)
08/08 \u2013 2ª AULA
Caso Blanco (Séc.XIX)
Em 3 de novembro de 1871, Agnès Blanco, 5 anos, ao passar em frente a uma fábrica de processamento de tabaco, foi atropelada e ferida gravemente por um vagonete que saiu subitamente de dentro do estabelecimento, tendo uma perna amputada.
O vagonete pertencia a uma empresa estatal de manufatura de tabaco de Bourdeax e era conduzido por quatro empregados.
Inconformado, o pai da menina, Jean Blanco, ingressou, em 24 de janeiro de 1872, no tribunal de justiça (civil) com uma ação de indenização (reparação de danos) contra o Estado, alegando a responsabilidade civil (patrimonial) pela falta cometida por seus quatro empregados. A chamada faut du service. Surgiu, então, um conflito entre a jurisdição judicial (causas entre particulares \u2013 civil) e a jurisdição administrativa (causas em que o Estado é parte), sendo o Tribunal de Conflitos responsável por decidir de quem era a competência para julgar a causa. A corte, composta por quatro membros de cada jurisdição, enfrentou um impasse, posto que houve um empate (4 x 4).
O Ministro da Justiça, Jules Dufaure, presidente do Tribunal de Conflitos, denominado Guardião dos Selos, desempatou, usando sua prerrogativa do Voto de Minerva, em favor do Conselho do Estado, a jurisdição administrativa.
Diante dessa decisão superior, prevaleceu a decisão do Conselho do Estado que concedeu uma pensão vitalícia à vítima, lançando, assim, as bases da Teoria do Risco Administrativo que estabelece a responsabilidade objetiva do Estado por danos causados pelos seus agentes.
A decisão do caso Blanco foi considerada como fundamento do Direito Administrativo francês
CONSTITUIÇÃO FEDERAL -> Art.37º, §6º (\u201cresponsabilidade civil do Estado\u201d)
Culpa presumida (ou anônima): Diz respeito à responsabilidade subjetiva do Estado. O elemento culpa, presumida, é indispensável para ensejar o dever do Estado de reparar o dano. (Neste caso, inverte-se ônus da prova. Estado deve provar que não agiu com culpa)
Responsabilidade Objetiva: Deve-se provar, pela vítima, que o Estado teve uma conduta ilícita. 
Trinômio necessário: Fato + dano + nexo causal 
A ordem econômica e financeira -> Toda e qualquer produção e circulação de bens e serviços. \u201cArt.170 a 192 da CF\u201d
HISTÓRIA 
Estado Absentista (Ausente) -> Liberalismo 
- Precursor do Liberalismo = ADAM SMITCH -> \u201cLaissez faire, Laissez Passer\u201d
Welfare State (Estado provedor) -> Intervencionismo do Estado na Economia 
Ex.: Petrobrás/ Embraer -> Empresas que nascem com esse poder
Estado como promotor do bem-estar social 
John Maynard Keynes -> \u201cEstado intervencionista, mas sem se tornar absoluto.
\u201cESTADO MAIOR\u201d
Margaret Thatcher -> Precursora dos anos 90 em Estado mínimo 
Visão Neoliberal -> Resgate do liberalismo Clássico, pressupondo-se um Estado mínimo. Não defende um Estado ausente, mas minimamente regulador. 
ORDEM ECONÔMICA
Exploração Privada da atividade econômica => LIVRE INICIATIVA
De acordo com os Art.: 170, § único da CF e Art.1º, IV da CF.
Intervenção do Estado na ordem econômica -> Art. 173 e 174 da CF.
O art.173 aborda a exploração direta, pelo Estado, da atividade econômica. 
Chamado de \u201cEstado Empresário;\u2019 \u2013 concede lucro ao Estado. 
De qual modo? 
Regime Convencional com os agentes privados -> Art. 173, §1º e 2º da CF.
Regime Monopólio -> de acordo com decisão do STF, não pode ser criado por lei, devendo estar estipulado pela CF. -> conforme os art. 176 e 177 da CF.
Art. 174 -> Intervenção indireta do Estado na ordem econômica. 
Não é Estado empresário, mas sim agente normativo e regulador.
- Instrumentos Utilizados: Fiscalização, incentivo/fomento, planejamento.
Planejamento pode ser: 
- Indicativo: Setor privado 
- Determinante: Setor Público
Se o congresso quiser, por exemplo, via planejamento, mudar então o foco da exploração da Petrobrás, ele pode. 
Prestação de Serviços Públicos.
\u201cPublicatio\u201d -> Conceder ao ramo, a status de serviço público 
\u201cDuplicatio\u201d -> Ato de retirar o status 
A prestação de serviços públicos é uma atividade econômica, haja vista ser produção de bem ou produção de serviços, as com uma diferença: O poder legislativo, qualifica por lei determinada atividade em serviço público, fazendo com que apenas ou Estado ou Empresa (Através de licitação), possa explorá-la. 
Serviços Públicos
Conceito
Modalidades de Prestação
Princípios
Modalidades de Prestação indireta de serviços públicos. 
Art., 175 -> PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS 
Conceito de Serviço Público:
15/08 \u2013 4ª AULA
1.3 \u2013 Princípios gerais da prestação de serviços públicos
Art. 6º, §1º, Lei 8987/95
(\u201cServiço Público Adequado\u201d)
	
\u201cLeis de Rolland\u201d 
(1930 \u2013 Escola de serviço Público)
Princípio da Igualdade -> Universalidade!!
Princípio da Continuidade
Princípio da Mutabilidade \u2013 qualquer mudança decorrente do serviço público afeta..
PRINCÍPIOS - Da continuidade 
- Da regularidade
- Da obrigatoriedade 
	
ART. 175, CF => \u201cIncumbe ao Poder Público\u201d 
Independe de prévio aviso 
Interrupção em situação de emergência;
Interrupção motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações;
Por inadimplemento do usuário, considerado o interesse coletivo 
Exceções ao princípio da 
continuidade
	
Dependem de prévio aviso. 
Princípio da Modicidade Tarifária \u2013 (Art.6º, §1º e Art.11º, Lei 8987/95
OBS: Exceções \u2013 (art. 206, IV; art.230, § 2º, CF) 
Sempre que possível o custo, ou os valores cobrados do usuário devem guardar uma relação direta com os custos de disponibilização do sistema.
Se o poder público decide fazer aquilo que ele disse que ia dar e não faz... ele vai ter que colocar dinheiro do próprio dinheiro público... 
O serviço público é uma atividade remunerada por meio de tributos ou por meio de atividade tarifária.
1.4 \u2013 MODALIDADES DE PRESTAÇÃO INDIRETA DE SERVIÇOS PÚBLICO
Previsão Constitucional Art.21, XI e XII, CF
Art.175, CF
	
Legislação Infraconstitucional base: 
- Lei 8987/95
- Lei 9074/95
- Lei 11.079/04
CONCESSÃO e PERMISSÃO 
CONCESSÃO = Lei. 8987/95
- Lei. 11.079/04
COMUNS - 
(São regidas pela Lei. 8987/95)
São feitas por transferência para o particular com risco de empreendimento, para o concessionário.
O concessionário é o particular que venceu a licitação e que assinou o contrato!
Ela pode ser materializada por dois instrumentos: 
- Concessão comum simples ou propriamente dita (art.2º, II \u2013 LEI 8897/95). => CONCEITO: É o contrato adm. Pelo qual a administração pública transfere a pessoa jurídica ou o consórcio de empresas (apenas) a execução de determinado serviço público, por sua conta em risco e por prazo determinado, mediante remuneração paga pelo usuário (tarifas). O estado não participa do negócio. Não tem prazo mínimo nem máximo, o edital que vai dizer qual é este prazo. Transfere só a execução. O serviço é sempre remunerado (o usuário que vai pagar). 
- Concessão comum de serviço público precedida de obra pública (art.2º, III, da LEI 8987/95) \u2013 CONCEITO: É o contrato administrativo através do qual o poder público ajusta com pessoa jurídica ou consórcio de empresas à execução de determinada obra pública, por sua conta em risco e por prazo determinado, delegando ao executor da obra, após sua conclusão, a exploração do serviço público dela decorrente mediante cobrança de tarifa dos usuários. 
Remuneração: Tarifas cobradas dos Usuários. 
Concessionária -> P.J. ou consórcio de empresas vencedoras da licitação e que celebra o contrato.
ESPECIAIS \u2013 
(São Parcerias Públicas privadas regidas pela Lei. 11.079/04) \u2013 art.4º Inciso 6ª \u2013 o compartilhamento