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João Fortini Albano 1 NNOOÇÇÕÕEESS DDEE SSIINNAALLIIZZAAÇÇÃÃOO Bibliografia básica: Conselho Nacional de Trânsito (Brasil) (CONTRAN). Manual Brasileiro de sinalização (Vols. I a VI). Contran – Denatran. Brasília: Contran. 2005. 1. Importância do Assunto "É uma indispensável norma de convivência entre a via, o veículo e o homem”. A sinalização tem por finalidade proteger o usuário, controlar e orientar os movimentos do trânsito. Deve conquistar a atenção e a confiança do usuário. • Para ser compreendida facilmente pelo motorista a sinalização deve ser simples, clara e precisa; • Deve ser eficiente e visível; • Deve ser uniforme no projeto e na aplicação. Situações idênticas exigem sinalizações semelhantes. A inadequação ou falta de sinalização potencializa a ocorrência de acidentes. O Acidente é um dos maiores problemas do trânsito. Causas de acidentes: Humanas Veículo Via ← aqui entra a Sinalização Meio ambiente Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 2 Figura 1 – Causas de acidentes Legislação e responsabilidades: Legislação: • Qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres, tanto no leito da via como nas calçadas, deverá ser imediatamente sinalizado (art. 65, VII). • A entidade, com jurisdição sobre a via, responde pela falta, insuficiência ou incorreta colocação de sinalização (art. 66, § único). • É responsável pela sinalização de qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres, tanto no leito da via como nas calçadas, a entidade que executa a obra ou com jurisdição sobre a via pública, salvo nos casos fortuitos (art. 68). • Nenhuma obra a ser executada em via pública, desde que possa perturbar ou interromper o livre trânsito ou ofereça perigo à segurança pública, poderá ser iniciada sem entendimento prévio com a autoridade de trânsito que determinará, de imediato, as providências necessárias (art. 68, § 1º). Em decorrência, definem-se as responsabilidades; I. Do projetista de sinalização: tem a responsabilidade de seguir às normas contidas no Código Nacional de Trânsito Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 3 e o Manual de Sinalização de Obras e Serviços do órgão contratante, submetendo-o à aprovação do mesmo; II. Do órgão responsável pela fiscalização: tem a responsabilidade de aprovar os projetos de sinalização temporária que estejam de acordo com as normas estabelecidas e fiscalizar sua correta implantação, manutenção e desativação; III. Das empresas encarregadas de implantar a sinalização: têm a responsabilidade de seguir as diretrizes constantes no projeto ou determinadas pelo órgão contratante e fiscalizador, providenciando sua correta implantação, manutenção e desativação e, IV. Do usuário - por danos à sinalização (ou à via) por vandalismo ou culpa em acidente. É importante lembrar que a sinalização não corrige deficiências de projeto ou construção. A sinalização somente ameniza as conseqüências. 2. Sinalização Vertical Definição, finalidades e características: É um subsistema da sinalização viária cujo meio de comunicação está na posição vertical, normalmente através de placas fixadas ao lado ou suspensas sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente e, eventualmente, variáveis, através de legendas e/ou símbolos pré-reconhecidos e legalmente instituídos (Anexo II do CTB. Aprovado pela Resolução 160 do Contran, abril/2004). A Sinalização Vertical tem como finalidade: a regulamentação do uso da via, a advertência para situações potencialmente perigosas ou problemáticas, o fornecimento de indicações, orientações e informações aos usuários, além do fornecimento de mensagens educativas. Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 4 As placas devem ter as seguintes características: Colocação correta no campo visual; legibilidade das mensagens e símbolos; mensagens simples para um bom entendimento e, padronização. Tipos de Placas: Placas de Regulamentação: AA ssiinnaalliizzaaççããoo ddee rreegguullaammeennttaaççããoo tteemm aa ffiinnaalliiddaaddee ddee iinnffoorrmmaarr aaooss uussuuáárriiooss aass ccoonnddiiççõõeess,, pprrooiibbiiççõõeess,, oobbrriiggaaççõõeess oouu rreessttrriiççõõeess nnoo uussoo ddaass vviiaass.. SSuuaass mmeennssaaggeennss ssããoo iimmppeerraattiivvaass ee oo ddeessrreessppeeiittoo aa eellaass ccoonnssttiittuuii iinnffrraaççããoo.. Parada Obrigatória Dê a Preferência Velocidade Máxima Permitida Passagem Obrigatória Proibido mudar de Faixa de Trânsito Siga em Frente ou à Direita Peso Máximo Permitido por Eixo Proibido Ultrapassar Proibido Trânsito de Veículos de Carga Proibido Estacionar Proibido Parar e Estacionar Proibido Trânsito de Pedestres Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 5 Placas de Advertência: Curva Acentuada À Direita Curva à Esquerda Pista Sinuosa à Direita Cruzamento de Vias Interseção em Círculo Parada Obrig tória a à Frente Altura Limitada Fim de Pista Dupla Pista Irregular Aclive Acentuado Pista Escorregadia Sentido Único Placas de Indicação: Pré-Indicação Sinal de Posicionamento de Localidades Placa de Localização Marcos Quilométricos Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 6 Placas de Serviços Auxiliares: Abastecimento Serviço de Estacionamento Ponto de Parada Placas Educativas: Placas de Sinalização de Obras: Obras Parada Obrigatória à Frente Início de Pista Dividida Largura Limitada Caminhões na Pista Mão Dupla Adiante Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 7 Figura 2 – Um mau exemplo Figura 3 – Posicionamento das placas de sinalização Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 8 Distâncias a Considerar no Projeto de Sinalização: Tabela 1 – Distância de visibilidade (tempo de percepção e reação 3s) Velocidade de operação (km/h) Distância mínima visibilidade (m) 40 70 60 85 80 105 100 120 110 130 Tabela 2 – Distância entre o primeiro e o segundo sinal Velocidade de operação (km/h) Distância (m) 40 100 60 150 80 150 Tabela 3 – Distância entre os demais sinais e entre o último e o evento: Velocidade de Operação (km/h) Distância (m) 40 50 60 80 80 100 O uso excessivo de placas (poluição) deve ser evitado, pois pode desvirtuar (vulgarizar) a finalidade das mesmas. 3. Sinalização Horizontal Definição e Finalidade: A Sinalização horizontal (SH) é constituída por marcas sobre a via que são um conjunto de sinais integrados por linhas, marcações, símbolos ou legendas em tipos e cores diversas pintados sobre o pavimento. Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 9 A finalidade da SH é regulamentar, advertir e indicar aos usuários da via, pedestres ou condutores de veículos, uma forma eficiente e segura de utilização da via. A SH é uma das ferramentas que a engenharia de tráfego utiliza para organizar o fluxo de veículos com segurança e repercussão direta na prevenção de acidentes de trânsito. Uma SH bem projetada serve como guia ao condutor fazendo com que o tráfego flua com segurança. É um complemento da Sinalização Vertical SH pode reduzir em até 22,0% o número dos acidentes rodoviários e de 40,0 a 79,0% o número de mortes por colisão (Roberto Menegon, 9º Enacor, 2004). Linhas longitudinaisTem a função de definir os limites da pista de rolamento, orientar a trajetória dos veículos (ordenando por faixas de tráfego) e regulamentar as manobras laterais. Tabela 4 – Largura da linha segundo a classe da rodovia Tipo de Rodovia Largura da Linha cm Classe I – B ou inferior 10 Classe I –A 15 Classe 0 20 a) Linhas Demarcadoras das Faixas de Tráfego Tracejadas; Cadência: rodovias 1:3 (4 pintado x 12m); via urbana 1:2 (3 pintado x 6m) Cor: amarelo e branco. b) Linhas de Proibição de Ultrapassagem Rodovias de pista simples; Falta de visibilidade; Amarelo contínuo. Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 10 c) Linhas de Proibição de Mudança de Faixa Pistas com sentido contínuo de tráfego; Cor branca. Locais: Aproximações de travessias de pedestres; Aproximações de cruzamentos em nível; Passagem por postos da PR ou fiscalização. d) Linhas de Borda de Pista Separam as faixas dos acostamentos Delimitam a trajetória à noite ou com neblina São contínuas e normalmente brancas e) Linhas de Canalização Balizam alterações de percurso. Áreas não trafegáveis. Preenchidas por linhas diagonais contínuas. Cor branca f) Ciclovias e cruzamentos rodocicloviários: cor vermelha. Figura 4 – Exemplos de linhas Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 11 Figura 5 – Detalhamento das linhas Existem recomendações para utilização de faixas longitudinais refletorizadas mais largas, com vistas a melhoria da segurança. No Japão, em certas circunstâncias, existem faixas com até 60,0 cm de largura (Roberto Menegon, 9º Enacor, 2004). Linhas Transversais a) Linhas de Retenção Reforço do sinal PARE Toda largura da pista Contínua e branca Largura de 40 a 60 cm b) Linhas de Dê a Preferência Reforço do sinal Preferencial Toda largura Tracejada 1:1 e branca Dimensões 30 x 50 cm Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 12 c) Linhas de Estímulo à Redução da Velocidade É um conjunto de linhas posicionadas transversalmente ao fluxo de veículos, com espaçamento variável e decrescente entre si no sentido do percurso. Procura-se transmitir ao usuário a sensação de aumento de velocidade. Utilizam-se em situação de grande risco: pedágios, quebra- molas, etc. Recomenda-se não generalizar Contínuas de cor branca com 20 cm em toda largura da faixa. Outras marcas sobre o pavimento: Setas indicativas de movimento Símbolo “Dê a Preferência” Símbolo de interseção com ferrovia (Cruz de St˚ André) Símbolo de faixa exclusiva Linhas de travessia para pedestres (faixa de segurança) Figura 6 – Faixa de segurança Figura 7 – Sinaleira para pedestres Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 13 Figura 8 – Formas e dimensões das setas indicativas Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 14 Áreas Zebradas preencher áreas pavimentadas não trafegáveis Figura 9 – Marcação de áreas não trafegáveis Legenda de Regulamentação • PARE • 60 km/h • ÔNIBUS Legenda de Advertência • ATENÇÃO • DEVAGAR • PEDESTRES • ESCOLA • SINAL Legenda de Indicação • ADIANTE • A 100m Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 15 4. Dispositivos Auxiliares Tela antiofuscante Figura 10 – Tela antiofuscante Tacha e Tachão São elementos refletores ou que contenham unidades refletoras, apostos em série, fora ou sobre a superfície pavimentada, com o objetivo de melhorar a percepção do condutor quanto aos limites do espaço destinado ao rolamento e a sua separação em faixas. Figura 11 – Vista superior de um tachão Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 16 Balizadores São dispositivos que tem por finalidade melhorar as condições de visibilidade noturna, oferecendo uma melhor visualização do traçado da via. A face dos balizadores voltada para a direita deverá ter uma película refletiva branca e no lado esquerdo amarela (se proibido ultrapassar: vermelha). Os balizadores serão espaçados 60m nas tangentes. Figura 12 – Trecho com balizadores Defensas São dispositivos de segurança utilizados para atenuar o choque de um veículo desgovernado e evitar sua saída da pista. As defensas flexíveis metálicas têm boa resistência ao impacto e grande capacidade de absorção da energia cinética produzida por um veículo desgovernado. Utilizam-se: • junto aos pórticos de sinalização • junto aos pilares das obras de arte • em aterros com mais de 4,0m • no lado externo das curvas • como divisor entre pistas Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 17 Figura 13 – Defensas metálicas Cones flexíveis Figura 14 – Exemplo de cone Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 18 Exemplos de sinalização: Figura 15 – Placa educativa Figura 16 – Setas indicativas e linhas Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 19 Figura 17 – Placa de indicação Figura 18 – Placa mista Figura 19 – Placa de serviço auxiliar Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 20 5. Sinalização Viva É um sistema de sinalização que utiliza uma vegetação adequada com o objetivo de dar ao usuário da rodovia um condicionamento psicológico que irá favorecer a condução em situações críticas de insegurança, altas velocidades, monotonia, etc. Figura 20 – Sinalização de trevo de acesso Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 21 Figura 21 – Estreitamento de pista (em pontes e viadutos) Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 22 Figura 22 – Defensas naturais Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 23 Figura 23 – Quebra da monotonia de trechos retilíneos Vencedores não usam drogas João Fortini Albano 24 Figura 24 – Contraste para visualização da placa Figura 25 – Efeito de vislumbramento Vencedores não usam drogas NOÇÕES DE SINALIZAÇÃO Meio ambiente Tabela 1 – Distância de visibilidade (tempo de percepção e r Tabela 2 – Distância entre o primeiro e o segundo sinal Velocidade de Operação (km/h) Linhas longitudinais Classe I – B ou inferior Classe 0 a\) Linhas Demarcadoras das Faixas de Tr� Rodovias de pista simples; Falta de visibilidade; Amarelo co Figura 4 – Exemplos de linhas a\) Linhas de Retenção Reforço do sinal Preferencial Setas indicativas de movimento PARE ÔNIBUS Legenda de Advertência ATENÇÃO Legenda de Indicação 4. Dispositivos Auxiliares Tacha e Tachão Defensas 5. Sinalização Viva Figura 24 – Contraste para visualizaçãoda placa