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ANATOMOPATOLOGIA  – FRATURAS

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FACULDADE	SÃO	LEOPOLDO	MANDIC	-	MEDICINA	
LETÍCIA	ARANEGA	DALARI	
1		
	
ANATOMOPATOLOGIA	N2	–	FRATURAS	
	
Fratura	x	Luxação		Interrupção	da	continuidade	dos	componentes	do	esqueleto		Interrupção	da	congruência	dos	componentes	da	articulação	(perda	total	do	do	contato	entre	osso-articulação.	Osso	se	separa	da	articulação)		
à	Fratura:	Pode	ser	definida	como	a	perda	ou	ruptura	da	continuidade	de	um	osso.	Em	outras	palavras,	o	osso	"quebra",	podendo	dividir-se	em	dois	ou	mais	fragmentos.	Pode	ser	causada	por	torções,	esmagamentos,	traumas,	ou	ainda	ocorrer	espontaneamente	quando	os	ossos	estão	fracos	devido	a	doenças,	como	a	osteoporose,	por	exemplo.	Uma	fratura	pode	provocar	uma	lesão	dos	tecidos	moles	que	circundam	o	osso	e	trazer	consequências	mais	sérias.	Quando	algum	fragmento	ósseo	fica	exposto,	ocorre	uma	fratura	exposta,	um	tipo	de	fratura	particularmente	grave	devido	ao	risco	de	infecção	no	osso	e	no	ferimento.	
à 	Luxação:	É	a	perda	total	do	contato	entre	os	ossos	de	uma	articulação,	causada	pelo	deslocamento	de	um	dos	ossos,	podendo	provocar	graves	lesões	nos	ligamentos.	Como	resultado,	os	ossos	ficam	mal	posicionados,	causando	deformidade	articular,	dificuldade	ou	impossibilidade	de	realizar	movimentos.	A	luxação	pode	ser	total,	quando	os	ossos	ficam	completamente	separados,	ou	parcial	(subluxação),	quando	ainda	existe	um	contato	parcial	entre	os	ossos;		
Fratura	Fechada	x	Aberta		A	fratura	que	apresenta	a	pele	adjacente	intacta	é	denominada	fechada.		A	fratura	que	apresenta	lesão	da	pele	associada	com	ou	sem	exposição	óssea	é	denominada	aberta	ou	exposta.		 Toda	fratura	precisa	de	pelo	menos	2	incidências	de	radiografia	(ortogonais)	e	pegar	pelo	menos	2	articulações	(adjacentes).	Fratura	aparece	como	linha	radiotransparente	(quando	afastam)	ou	linha	radiodensa	(quando	ossos	colabam	um	sobre	o	outro)	Toda	fratura	precisa	ser	descrita	com	base	no	local/osso	(longo	ou	curto)	que	ocorreu.	Em	ossos	curtos	é	difícil	descrever	o	local,	é	mais	fácil	descrever	anatomicamente.	Cada	região	do	esqueleto	possui	suas	próprias	características	de	fratura	e,	conseqüentemente,	sistemas	de	classificação	próprios.		2	tipos	clássicos	de	fratura:		
• Completa:	em	que	temos	uma	lesão	em	todo	o	diâmetro	do	osso	(A fratura completa apresenta 
uma solução de continuidade em todo o diâmetro ósseo).	Divide-se	em:	
o 	Simples:	uma	linha	de	fratura	e	2	fragmentos	ósseos	( A fratura simples 
apresenta uma linha de fratura com dois 
fragmentos ósseos),		
o Cominutiva:	no	mínimo	2	linhas	de	fratura	e	3	fragmentos	ósseos	(A fratura 
cominuta (ou cominutiva) apresenta duas 
ou mais linhas de fratura, com, pelo 
menos, três fragmentos ósseos).	
• Incompleta:	fratura	parcial,	que	não	acomete	todo	o	diâmetro	do	osso	ou	que	não	aparece.	É	
comum	em	crianças.	Temos	3	tipos	que	acometem	parcialmente	a	cortical	
o Deformidade	plástica/	em	curvatura:	osso	fica	deformado	
o Em	toros:	forma	um	degrau	quando	observada	em	perfil,	abaulamento	
o Em	galhos	verdes:	quebra	uma	parte	e	a	outra	cortical	fica	preservada.	
o 	
Direção	da	linha	de	fratura:	transversal,	oblíqua,	espiral	(por	exemplo	quando	giramos	a	perna	quando	quebramos)	e	longitudinal.		
Quanto	ao	alinhamento:	sempre	em	relação	ao	fragmento	distal:	
• Deslocado	medialmente	
• Deslocado	lateralmente	
• Angulado	medialmente	
• Angulado	lateralmente	
• Encurtamento 
• Afastamento	
Quanto	a	rotação:	
• Rotação	interna	
• Rotação	externa	
• Cavalgamento	(um	sobre	o	outro)	
• Afastamento	
Aspectos	especiais:	
• Impactação:	comum	em	crianças	(lesão	de	Hill	Sacks	é	bem	comum,	qdo	o	paciente	luxa	a	cabeça	umeral	e	essa	cabeça	bate	na	glenóide)	
• Depressão:	paciente	que	cai	de	pé	(fratura	do	amante)	(1	força	sobre	o	osso,	comum	no	planalto	tibial	
• Compressão:	quando	comprimimos	o	osso	entre	2,	redução	do	corpo	vertebral	(geralmente	na	coluna,	efeito	chicote,	2	forças	sobre	o	osso).	Pode	estar	associada	a	lesões	medulares,	e	formação	de	hérnia	traumática.			Tipos	especiais	de	fraturas	–	alterações	nos	ossos	decorrente	a	uma	força	ANORMAL	sobre	um	osso	NORMAL		ou	uma	força	NORMAL	sobre	um	osso	ANORMAL	
• Fadiga/	estresse	(	osso	normal,	estresse	anormal	ex:	correr)	
• Insuficiência	(	osso	anormal,	ex:	osteoporóticos:	estresse	normal	ex:	caminhar)	
• Secundária	a	anormalidades	preexistentes	(geralmente	tumor	ósseo)	
	
ß 	Fratura	por	estresse	
àFratura	por	tumor	ósseo	
	
	
FACULDADE	SÃO	LEOPOLDO	MANDIC	-	MEDICINA	
LETÍCIA	ARANEGA	DALARI	
3		
	ß 	Fratura	por	insuficiência	
	
Fraturas	clássicas	em	crianças:	acometem	a	linha	de	crescimento	onde	há	uma	cicatrização	e	essa	região	não	cresce	ou	cresce	de	forma	assimétrica	(Classificação	de	Salter-Harris).Envolve	a	placa	de	crescimento.	Deformidade	ou		
• Tipo	1:	escorregamento	da	epífise	
• Tipo2:	fragmento	da	metafisário	(é	a	mais	comum)	
• Tipo	3:	fragmento	da	epífise	
• Tipo	4:fragmento	metafisário	e	epifisário	
• Tipo	5:	colabamento/escorregamento	da	epífise	
 
		
TC:	melhor	para	avaliar	esqueleto	axial	(crânio,	face,	coluna	e	bacia).	Papel	limitado	no	esqueleto	apendicular,	pois	se	é	visível	na	TC	é	visível	no	RX.	A TC tem maior importância na avaliação do trauma 
do esqueleto axial (crânio, face, coluna e bacia), tendo papel limitado na avaliação inicial do trauma no 
esqueleto apendicular. No esqueleto apendicular, uma fratura observada na TC geralmente é visível no RX, 
porém com maiores detalhes na TC.	
RM:	seu	papel	é	crucial	no	diagnóstico	de	fraturas	ocultas,	que	não	são	visíveis	em	RX/TC,	fraturas	que	acometem	a	linha	de	crescimento	e	lesões	osteocondrais.	Suspeitamos	de	fraturas	ocultas	quando	o	paciente	tem	história	de	trauma	ou	tem	dor,	mas	RX	dá	normal.	Devemos	imobilizar	paciente	até	fazer	RM.	Diante de um quadro clínico muito evidente para fratura, uma RM é indicada e a fratura pode ser 
detectada. A RM também pode ser indicada nos casos de suspeita de fraturas da fise de crescimento nas 
crianças e lesões osteocondrais nos adultos, pois é o melhor método para avaliação da cartilagem.

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