8 Princípios da Calçada
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8 Princípios da Calçada


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8 PRINCÍPIOS
DA CALÇADA
Construindo cidades 
mais ativas
WRICIDADES.ORG
AUTORAS
Paula Manoela dos Santos
Lara Schmitt Caccia
Ariadne Amanda Barbosa Samios
Lívia Zoppas Ferreira
PROJETO GRÁFICO
Néktar Design
Este guia foi desenvolvido com apoio 
\ufb01 nanceiro do Instituto Clima e Sociedade (ICS)
Abril de 2017 - 1ª edição
C
O
LA
8 PRINCÍPIOS 
DA CALÇADA
Construindo cidades mais ativas
Santarém/PA
Prefácio ......................................................................................
Sumário Executivo .........................................................................
Introdução ................................................................................... 
Os 8 princípios da Calçada ............................................................... 
1. Dimensionamento Adequado .........................................................
1.1. Faixa Livre ..................................................................................................................
1.2. Faixa de Serviço .........................................................................................................
1.3. Faixa de Transição .....................................................................................................
2. Acessibilidade Universal ..............................................................
2.1. Rebaixamento da Calçada ...........................................................................................
2.2. Piso Tátil .....................................................................................................................
2.3. Inclinação Longitudinal ...............................................................................................
3. Conexões Seguras ......................................................................
3.1. Conectividade .............................................................................................................
3.2. Esquinas .....................................................................................................................
ÍNDICE
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3.3. Faixa de Travessia de Pedestres ..................................................................................
3.4. Pontos de Parada e Estações doTransporte Coletivo ...................................................
4.Sinalização Coerente ...................................................................
4.1. Sinalização Informativa ...............................................................................................
4.2. Semáforos para Pedestres ...........................................................................................
5. Espaço Atraente ........................................................................
5.1. Vegetação ....................................................................................................................
5.2. Mobiliário Urbano .......................................................................................................
6. Segurança Permanente ................................................................
6.1. Iluminação Pública ......................................................................................................
6.2. Fachadas Ativas ...........................................................................................................
7. Superfície Qualificada ................................................................
7.1. Concreto Moldado in Loco ........................................................................................
7.2. Concreto Permeável ...................................................................................................
7.3. Blocos Intertravados ..................................................................................................
7.4. Ladrilho Hidráulico ....................................................................................................
7.5. Placas de Concreto Pré-fabricadas ............................................................................
8. Drenagem Eficiente ....................................................................
8.1. Inclinação Transversal ................................................................................................
8.2. Jardim de Chuva ........................................................................................................
Considerações Finais ....................................................................
Bibliografia ................................................................................
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Rio de Janeiro/RJ
78 PRINCÍPIOS DA CALÇADA
PREFÁCIO
As calçadas são veias abertas por onde pulsa 
a vida de uma cidade. Atendem a todos, 
sem qualquer distinção, democraticamente. 
Servem de suporte para a maior parte dos 
deslocamentos diários e têm impacto direto 
no coletivo, com influência na qualidade 
de vida, na segurança, na cultura, nos 
negócios, na identidade dos lugares. 
Ainda assim, a qualidade das calçadas é 
um assunto secundário no planejamento 
das cidades brasileiras, indicativo do valor 
dado aos espaços públicos no país. Como na 
maior parte dos casos a responsabilidade 
sobre os passeios fica a cargo dos 
proprietários dos imóveis, as decisões nem 
sempre refletem os anseios da coletividade. 
Na esfera pública, são tantos atores 
envolvidos com o assunto (secretarias de 
urbanismo, obras, trânsito, acessibilidade, 
meio ambiente, companhias de água, 
esgoto, energia, entre outras) que nenhum 
se apropria inteiramente do compromisso. 
Imaginemos cidades com espaços adequados 
para as pessoas caminharem, fachadas ativas, 
iluminação de qualidade, acessibilidade 
garantida, arborização abundante e bom 
mobiliário urbano. O que aconteceria? Mais 
gente andaria a pé e dependeria menos dos 
veículos, reduzindo as emissões de poluentes 
locais e de gases do efeito estufa. As ruas 
com alta circulação de pedestres e estações 
de transporte coletivo ficariam mais seguras. 
O comércio ganharia clientela, os hospitais 
receberiam menos pedestres acidentados. 
As árvores contribuiriam para melhorar 
o microclima, os cidadãos seriam mais 
8 WRICIDADES.ORG
Luis Antonio Lindau
Diretor de Cidades Sustentáveis do 
WRI Brasil
quando se trabalham soluções envolvendo 
todos os interessados. 
Essencialmente, trata-se de democratizar 
os ambientes urbanos, para que todas 
as pessoas possam se locomover com 
segurança e o pedestre seja colocado 
em primeiro lugar \u2013 conforme prevê a 
Política Nacional de Mobilidade Urbana, 
que completa cinco anos em 2017. Ainda 
há muito a ser feito para tornar essa lei 
realidade nas cidades brasileiras e o WRI 
Brasil continuará apoiando esse caminho 
rumo à sustentabilidade.
saudáveis por usar mais o corpo, e melhor 
seria a qualidade de vida. 
Esta publicação propõe um olhar completo 
para o universo das calçadas, com integração 
entre regulamentação, planejamento e 
execução. Mais do que apenas um guia 
técnico com inspirações para projetistas, 
oferece subsídios para ações capazes 
de transformar a realidade a partir do 
compartilhamento de responsabilidades. 
Atualmente, há uma discrepância entre o 
investimento em infraestrutura para veículos 
e para pessoas. É necessário estabelecer 
uma visão coletiva para as cidades, e os 8 
Princípios das Calçadas são uma maneira de 
inspirar municípios brasileiros a perseguir 
esse objetivo. 
Há uma demanda latente por novas 
abordagens na gestão urbana. As calçadas 
não precisam necessariamente de um 
dono. São bens de uso