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SISTEMA VASCULAR ,RELATÓRIO DE ANATOMIA VEGETAL

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ANATOMIA E MORFOLOGIA VEGETAL 
Daisson Bruno Morais Bernardes
Ana Paula Silva Machado
AULA PRÁTICA 5 SISTEMA VASCULAR
INTRODUÇÃO 
 O sistema vascular se origina de um conjunto de tecidos que, tanto no meristema apical quanto no da raiz, chamam-se a princípio de procâmbio, o qual dá início a formação dos vasos condutores de água e sais minerais advindos do solo (xilema) e produtos oriundos da fotossíntese (floema). Essas estruturas fazem parte do eixo de desenvolvimento das plantas, principalmente das vasculares, com disposições variadas distribuídas por todo o corpo das plantas (pteridófitas, gimnosperma e angiosperma) conduzindo elementos essenciais à manutenção da vida em todos os seus órgãos, (Raven, 2014). 
 O xilema e o floema no início do desenvolvimento da planta, auxiliam, mas enfaticamente, no desenvolvimento vertical (axial), seguido posteriormente por desenvolvimento em diâmetro (radial), onde o câmbio vascular assume a função de desencadear a maturação tanto do xilema primário quanto do floema primário, em protoxilema e protofloema, passando mais tarde, após maior estruturação da parede secundária, em metaxilema e metafloema, (Cutter, 1987). 
OBJETIVO
 O objetivo da aula prática foi: observar no material dissociado do lenho de Pinus sp. (Pinaceae), traqueídes, fibrotraqueídes, fibras libriformes e células de parênquima ; observar no material dissociado do lenho de Acacia sp. (Fabaceae), elementos de vaso, fibras libriformes e células de parênquima (axial ou radial); observar na lâmina semipermanente do corte transversal do caule de Luffa sp. (Cucurbitaceae), tecidos vasculares (em um primeiro momento atentar para os elementos de vaso e em segundo momento, atentar para elementos de tubo crivado); observar na lâmina permanente do corte transversal do rizoma de Polypodium sp. (Polypodiaceae), feixes vasculares; observar na lâmina permanente do corte transversal do caule de Triticum sp. (Poaceae), feixes vasculares e identificar os elementos vasculares.
MATERIAL E MÉTODOS
 A devida aula prática do dia 30/10/2018 realizada no NEAP-UEG, campus Iporá, teve por finalidade integralizar o conteúdo teórico (Sistema Vascular) com a prática (visualização de estruturas lenhosas dissociadas e embebedadas em Safranina 1%, além de, lâminas semipermanentes e permanentes, via microscopia óptica 10x e 40x) à medida em que foi utilizado os seguintes materiais: material dissociado do lenho de Pinus sp. (Pinaceae) e Acacia sp. (Fabaceae); Placas de Petri com (acondicionamento do lenho dissociado em Safranina 1% ); pincel (pescagem do lenho dissociado); Pipeta Conta Gotas (coleta e gotejamento de Glicerina), lâmina e lamínula (fixação do material para visualização); papel filtro; lâminas semipermanentes (Luffa sp.) e permanentes (Polypodium sp. e Triticum sp.); Microscópio óptico na objetiva 10x e 40x.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
 Na figura 1, foi observado traqueídes, fibrotraqueídes e fibras libriformes paralelas e às traqueídes e células de parênquima como preenchendo. Com isso pôde ser constatado, devido a grande presença de traqueídes, que tais células são elementos condutores abundantes nessa espécie de gimnosperma analisada fazendo jus ao fato do processo evolutivo ao qual as plantas progrediram até as angiospermas. 
	 
Figura 1- lâmina do material dissociado do lenho de Pinus sp. (Pinaceae) corado com Safranina 1%. 
 Na figura 2, foi observado elementos de vaso, fibras libriformes paralelas aos elementos de vaso e células de parênquima para preenchimento axial e radial. Tal constatação trouxe a evidência de que os elementos de vaso, pela sua prevalência na estrutura observada, de fato são elementos que fazem parte de um processo evolutivo, uma vez que tais elementos condutores foram os principais elementos condutores no material de angiosperma analizado.
Figura 2- lâmina do material dissociado do lenho de Acacia sp. (Fabaceae) corado com Safranina 1%.
 Na figura 3, foi observado uma disposição do feixe vascular de forma bicolateral com o xilema centralizado e feixes de floema internalizado e externalizado. Parênquima separando os feixes do xilema (xilemático) com câmbio fascicular mais discreto. 
Figura 3- lâmina semipermanente do corte transversal do caule de Luffa sp. (Cucurbitaceae).
 Na figura 4, pôde ser observado elementos de tubo crivado com células companheiras justapostas a tais elementos, justamente para auxilio nutricional a medida em que vai havendo amadurecimento da planta, onde os tubos vão se tornando mais rígidos com o tempo. 
Figura 4- lâmina semipermanente do corte transversal do caule de Luffa sp. (Cucurbitaceae).
 Na figura 5, foi observado um feixe anficrival ficando evidente o floema circundando o xilema. Embora o xilema com estruturas mais espessadas o floema se apresentou em maior proporção. 
Figura 5- lâmina permanente do corte transversal do rizoma de Polypodium sp. (Polypodiaceae).
 Na figura 6, pôde ser observado a dispersão dos feixes vasculares pelo cilindro central, sendo os mesmos colaterais (xilema ao lado do floema). Os feixes se encontram cercados por parênquima cortical com diferenciação centrifuga, característica essa bem evidente em monocotiledôneas.
Figura 6- lâmina permanente do corte transversal do caule de Triticum sp. (Poaceae).
PERGUNTAS
 1. A espécie observada no material dissociado do lenho de Acacia sp. (Fabaceae) pertence a uma Gimnosperma ou Angiosperma? Justifique usando características anatômicas do xilema.
 É uma Gimnosperma, pois na constituição de seu sistema vascular encontra-se exclusivamente Traqueídes, não apresentando Elementos de vaso, além do que, a presença de canais resiníferos é bastante comum
2. A espécie observada no material dissociado do lenho de Acacia sp. (Fabaceae) pertence a uma Gimnosperma ou Angiosperma? Justifique usando características anatômicas do xilema.
 É uma Angiosperma, por que em seu xilema pôde ser observado a presença Elementos de vaso o qual é a representação de um processo evolutivo pelo qual passaram a existir as Angiospermas.
 
3. Qual tipo de feixe vascular é encontrado na lâmina semipermanente do corte transversal do caule de Luffa sp. (Cucurbitaceae)?
 Feixe anficrival.
4. Qual tipo de feixe vascular é encontrado na lâmina semipermanente do corte transversal do caule de Polypodium sp. (Polypodiaceae)? 
 Feixe anficrival.
5. Qual tipo de feixe vascular é encontrado na lâmina permanente do corte transversal do caule de Triticum sp. (Poaceae)?
 Feixe anfivasal.
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 O trabalho trouxe possibilidade de se fazer uma análise mais aprofundada, a fim de se visualizar aspectos mais detalhados das estruturas microscópicas (estruturas do sistema vascular geral), principalmente no quesito de perceber a diferença nas estruturas vasculares existentes nas gimnospermas e angiospermas. A devida pesquisa nos oportunizou, mais uma vez, a experiência de se buscar uma a análise mais criteriosa de forma a entender na prática o que se aprende na teoria, tendo lhe dado com o manuseio e utilização da instrumentária laboratorial e confecção de lâminas com Glicerina (até então novidade nas aulas práticas) e microscópio óptico, onde pôde ser notado estruturas tais como: o desenvolvimento secundário do sistema vascular (pros e metas do xilema e floema), tudo de forma organizada para possibilitar maior compreensão dos discentes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
CUTTER, Elizabeth G. Anatomia vegetal. Parte I Células e Tecidos. 2ºed. Roca. São Paulo (1986-1987).
RAVEN, H.P.; EVERT, R.F.; EICHHORN, S.E. 2014. Biologia Vegetal. 8 ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan.1637p.
FERRI, Mario Guimarães. Botânica: morfologia internas, 9ºed, Nobel São Paulo,1984.