TGP - Parte I
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Estadual e do DF: são estruturadas com a observância dos preceitos constitucionais (CF, 
art. 125), que são, na verdade, diretrizes e limitações de observância obrigatória, sob pena de ofensa 
à Constituição.
7.1 Os Tribunais de Justiça:
\u2022 órgãos de 2º grau da Justiça Estadual e do DF;
\u2022 têm sua estrutura e competência estabelecidas na CF, nas CEs, Lei orgânica do DF e nas 
respectivas Leis de Organização Judiciária;
\u2022 tem sua sede na capital
\u2022 jurisdição sobre todo o território da unidade federada;
\u2022 composição variada de Estado para Estado, respeitando o quinto constitucional
7.2 Os órgãos de 1º grau das justiça comum Estadual e na do DF são os juízes de direito; e os 
tribunais do júri, para os crimes dolosos contra a vida.
\u2022 Na justiça estadual e na do DF há também Juizados Especiais, providos por juízes togados 
ou togados e leigos, para o julgamento e execução de causas cíveis de menor complexidade 
e infrações penais de menor potencial ofensivo, permitidos a transação e o julgamento de 
recursos por turmas de juízes de primeiro grau (CF 98 I); disciplina regida pela Lei n 
9.099/95
\u2022 Na organização da justiça militar, tanto federal quanto estadual, e nos juizados especiais 
estaduais, a Constituição se afina com a doutrina que valoriza a justiça com a participação 
de leigos na administração da justiça, pelo que integra o leigo na sua estrutura; isso sem 
falar no Tribunal do Júri, justiça leiga por excelência. 
Critério
\u2192 Togado (aprovado em concurso público, investido na função): Lei (Excepcionalmente a 
equidade)
\u2192 Leigo (não foi investido nessa função de juiz togado, mesmo que ele seja formado em Direito ou 
não): Equidade. Ex. De juízes leigos: juiz de paz, tribunal do júri, etc.
TCU/TCE/TJD(desportivo)
\u2192 Federal: Lei 5010/66
\u2192 Estadual: cada estado
\u2192 Auxiliares da justiça: CPC 139
\u2192 Foro extrajudicial: oficiais de registro públicos (fé pública)
Forma de composição da magistratura
\u2192 Eleição popular
\u2192 Livre escolha do executivo
\u2192 Nomeação pelo executivo com proposta dos poderes
\u2192 Nomeação pelo executivo com aprovação do legislativo 
\u2192 Livre nomeação pelo Judiciário (cooptação)
\u2192 Escolha por órgão especializado
\u2192 Concurso público
No Brasil só utilizamos o concurso público e a nomeação pelo executivo com aprovação do 
legislativo.
Garantias da Magistratura
Aos juízes, enquanto integrantes do poder judiciário, são asseguradas certas garantias, que lhes 
garantem a independência para proferir as suas decisões. Fala-se, assim, na Independência Política e 
Jurídica dos juízes (CF 95 e 93, VIII).
Para certa corrente doutrinária, a independência política diz respeito às garantias do juiz para o 
exercício das suas funções, consiste na:
I \u2013 vitaliciedade \u2192 adquirida pelo juiz de primeiro grau após dois anos de exercício, dependendo a 
perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado.
II \u2013 inamovibilidade \u2192 significa que o juiz não pode ser removido, de comarca ou vara, ou 
promovido para o tribunal sem iniciativa sua, salvo por motivo de interesse público
III \u2013 irredutibilidade de vencimentos \u2192 significa que o juiz não pode ter seu salário reduzido.
A independência jurídica significa dizer que o juiz a ninguém se subordina, senão à própria lei, 
segundo a interpretação que dela extraia, na solução dos casos concretos. O fato de poderem os 
tribunais reformar as decisões dos juízes não significa quebra da independência jurídica para julgar, 
mas mera decorrência do poder de derrogação que os tribunais possuem sobre as decisões judiciais.
Unidade e duplo grau de jurisdição
\u2192 2 correntes:
A favor: 
\u2013 pode ter havido má-fé ou erros nas decisões judiciais de primeiro grau
\u2013 juízes mais experientes reexaminam as decisões do primeiro grau
\u2013 é psicologicamente demonstrado que raramente alguém se conforma com um único 
julgamento que lhe seja contrário
Contra: 
\u2013 o erro, a má-fé e a injustiça podem existir em ambos os graus
\u2013 a decisão de segundo grau é inútil se confirmar a de primeiro; e se reformá-la é perniciosa, 
por permitir a dúvida sobre qual a decisão mais justa
Complementações: Pode existir mais de uma instância dentro de um mesmo grau. Por exemplo, no 
TJDFT, podem haver muitas instâncias, mas continua sendo primeiro grau.
No primeiro grau existe a análise de fatos e de provas. No segundo grau também. No recurso 
extraordinário, não se fala mais em análise de fatos e de provas. STJ analisa a norma 
infraconstitucional e o STF analisa a norma constitucional. Por isso só existe duplo grau de 
jurisdição, pois só existe análise de fatos e de provas em graus (no 1º e no 2º). Conclusão, não 
existe terceiro grau de jurisdição. 
Contudo, existem casos em que o STJ e o STF irão ter que cuidar de fatos e provas, por ex. No caso 
de julgamento contra o Presidente da República.
Competência
A competência é uma parcela/fração da jurisdição. Prover uma causa de penal, para um juiz 
trabalhista julgar, é inviável, porque este juiz não é competente (competência trabalhista, não penal) 
nem detêm jurisdição (sua jurisdição é para julgar causas trabalhistas).
Considerações: 
\u2192 lei delimita \u2192 juiz analisa
\u2022 dever legal
\u2192 Territorialidade
\u2022 externa (soberania)
\u2192 CPC 88 concorrente/89 exclusiva
\u2022 Interna
\u2192 Federal (CF 109)/Estado (restante)
Critérios de distribuição:
\u201cratione materiae\u201d: em razão da matéria (cível, penal, trabalhista, etc)
\u201cratione persona\u201d: em razão da pessoa que processa e da pessoa que é processada. Quem.
funcional: função jurisdicional. Organização judiciária.
\u201cratione loci\u201d: divisão territorial da jurisdição
valor da causa: causas menores em determinados órgãos, e causas maiores em outros. Ex. Lei 
10.259 art. 3º
Classificação:
\u2192 competência absoluta (interesse público)
\u2022 improrrogável
\u2022 \u201cex officio\u201d: significa que o próprio juiz tem o dever de declarar sua incompetência para 
julgar a causa, caso não seja de sua competência, obviamente.
\u2022 qualquer tempo/grau de jurisdição
\u2022 preliminar de contestação
\u2192 competência relativa (interesse privado)
\u2022 prorrogável
\u2022 não declarável \u201cex officio\u201d (CPC 128) 
\u2022 Na absoluta, a própria peça de defesa pode arguir a incompetência. Na relativa, deve-se 
fazer isto mediante peça de exceção. arguida por exceção (CPC 304).
\u2192 não arguida (interesse privado): prorrogada (CPC 114)
Prorrogação de competência. ex: a regra diz que, a competência é do foro do local onde o réu 
mora. Se o autor entra com a ação em município diverso de onde o réu mora, e o réu não se 
manifesta acerca de sua vontade de que a competência seja transferida para o local onde este tem o 
seu domicílio, a causa passa então a ser julgada onde o autor deu entrada na ação. O juiz que 
outrora era incompetente para julgar a lide, agora teve sua competência prorrogada, pois o silêncio 
do réu importa anuência, ou seja, quem cala consente. A prorrogação de competência só ocorre 
com os critérios que são relativos.
Na palavras do eminente jurista J. E. Carreira Alvim: \u201cFala-se em prorrogação de competência 
para designar o fenômeno pelo qual o juiz tem ampliada a sua competência, para atuar num 
processo para o qual, em princípio, seria incompetente\u201d.
Foro e Juízo:
\u2022 Unidade de foro \u2192 juízos (varas) \u2192 Foro é o local onde a lide deve ser resolvida. Dentro de 
um foro, existem vários juízos. Dentro de cada juízo existe pelo menos um juiz. A vara é o 
local onde o juízo se estabelece. Existe fórum também. Fórum é o local físico onde funciona 
a sede do respectivo foro.
\u201cNa estrutura organizacional da justiça, uma coisa é o juízo, nome técnico que tem o órgão 
julgador, como célula do Poder Judiciário, identificado também como vara, na divisão orgânica 
dos serviços judiciários, em primeira instância, podendo haver mais de um juízo, como há nas 
médias comarcas,