Resumo de PRÓTESE FIXA
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Resumo de PRÓTESE FIXA


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Resumo de Prótese Fixa 1 
Compilado por: Érico Furtado 
\u2022 Literatura recomendada: 
- \u201cFundamentos de Prótese Fixa\u201d, Shillingburg & Hobo (há PDF no cronograma); 
- \u201cTratamento das desordens temporomandibulares e oclusão\u201d, Okeson; 
Princípios Biológicos e Mecânicos aplicados aos preparos dentários (c/ 
finalidade protética 
 
- Na prótese fixa, serão necessários preparos de dentes para receberem um copping; 
- Os coppings podem ser metálicos ou não; 
 
- Fresas já dão forma ao trabalho, portanto, é importante saber usar as fresas 
corretas para obtermos um formato correto; 
- Em pacientes idosos, podemos fazer desgastes maiores, visto que a câmara pulpar é 
menos volumosa; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Há limite máximo de pônticos que podem existir; 
- Bom preparo e boa cimentação são cruciais para a prótese fixa não sair; 
- Atenção à bossa do dente pôntico: não pode ser muito gorda, nem magra demais. Se for muito saliente, causará perda óssea e 
gengiva pode retrair; 
- Preconiza-se deixar espaço de 2mm entre dentes adjacentes, pois é preciso ter espaço para as bossas interdentais; 
Por que preparamos os dentes? 
1) Preparos Unitários Terapêuticos 
- Recuperar proteticamente a coroa dentária destruída pela cárie, abrasões, erosões, abfrações ou fraturas; 
2) Preparos de dentes Hígidos 
- Para a confecção de retentores de próteses parciais fixas, para apoios de prótese parcial removível, correções oclusais ou 
razões estéticas; 
Características do Preparo 
\u2022 Proteger o remanescente dentário em relação à polpa e periodonto; 
\u2022 Quantidade mínima de espessura dentinária: 0.5 a 0.3mm; 
\u2022 Resguardar suficiente estrutura dentária e apropriá-la para suportar os esforços derivados da função \u2013 cobertura de cúspides; 
(fundamental aos dentes tratados endodonticamente) 
\u2022 Geometria do preparo para resistir e distribuir os esforços e reter a prótese nos esforços derivados da mastigação e hábitos 
parafuncionais. Executar detalhes no preparo que confiram resistência, retenção e estabilidade à prótese instalada. (Alavancas) 
\u2022 Desgaste suficiente para a construção de um retentor; 
 - Desgastando cada face permitindo espessura de metal ou outro material de base e revestimento estético suficientes para 
 obtermos forma e função adequados; 
 - Desgaste axial suficiente para obter o contorno protético adequado; 
 - Ângulo de emergência; 
 - Cuidado com o desgaste oclusal ou palatino (problemas estéticos e oclusais); 
\u2022 Bordos nítidos para correta adaptação da prótese promovendo vedamento do dente; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- [MOD] + [pôntico] + [pilar] são contraindicados! 
\u201cPor que?\u201d Pois a cúspide hígida que foi poupada de ser preparada (no pré-
molar) irá facilmente fraturar caso o indivíduo mastigue algo duro. Ou então a 
porção MOD pode se descolar e então o conjunto ficará aberto a sofrer um 
efeito alavanca no sentido cérvico-oclusal a partir da extremidade do pré-
molar; 
- Preconiza-se um envolvimento maior de área lingual no caso de ser preciso 
mais área de cimentação; 
- O provisório é que servirá como \u201cteste beta\u201d para sabermos se o sistema está sustentável; 
\u2022 Os cimentos utilizados comumente não são adesivos, portanto a retenção e estabilidade são dadas pela forma e superfície do 
elemento preparado. O cimento de fosfato de zinco apresenta, 24h após a cimentação, uma resistência à compressão de 89.8 
Mpa. 
Retenção 
- Capacidade do preparo impedir que o retentor seja deslocado no sentido de seu eixo de inserção; 
Estabilidade 
- Capacidade do preparo impedir o deslocamento do retentor quando submetido à cargas oblíquas; 
 
\u2022 Coroas totais sempre têm mais retenção e estabilidade, se comparado com MOD ou afins; 
\u2022 Quanto maior o grau de conicidade do preparo, menor a retenção; 
\u2022 Quanto mais alta a coroa, maior deve ser a inclinação (> 6°). Se for muito baixo, conicidade mais próxima dos 6°. 
Regras para um bom preparo: 
I) Uso de alta rotação refrigerado; 
II) Uso de brocas diamantadas; 
III) Execução de sulcos de orientação: face por face; 
IV) União dos sulcos de orientação; 
V) Aplicação das formas de retenção e estabilidade; 
VI) Arredondamento das arestas e definição da linha de terminação; 
Faces que serão desgastadas dependendo do preparo: 
- Oclusal; 
- Incisal; 
- Vestibular; 
- Lingual; 
- Proximal; 
Desgaste Oclusal 
\u2022 Desgaste das cúspides: 
- Executar os sulcos de orientação: 
 - Nos encontros das vertentes internas e externas (arestas); 
 - Nos sulcos de trabalho e balanceio; 
\u2022 Cúspide principal: maior quantidade de desgaste; 
\u2022 Cúspide secundária: menor quantidade de desgaste; 
\u2022 Quantidade de desgaste oclusal: 
 - Metalocerâmica: de 1.5 a 2.0 mm; 
 - Metálica ou metaloplástica: 1.0 mm; 
Desgaste Vestibular 
\u2022 Localização dos sulcos de orientação: 
I) Dentes posteriores: duas posições 
a) Arestas e sulcos das vertentes externas; 
b) Tronco do dente em geral paralelamente ao seu longo eixo; 
II) Dentes anteriores: duas posições 
a) Paralelamente à tangente dos 2/3 incisais, no corpo do dente; 
b) Paralelo ao longo eixo, na porção cervical do dente; 
Desgaste Lingual 
a) Paralelo à vertente externa; 
b) Paralelo ao longo eixo; 
OBS: preocupação básica nesta face apenas com a retenção do preparo. 
Nos recobrimentos metálicos e metaloplásticos 0.5mm de desgaste; nos metalo-cerâmicos, 1.0mm. 
Desgaste proximal 
- Devemos desgastar até conseguirmos eliminar totalmente a convexidade desta face e rompermos completamente o contato 
com o dente vizinho; 
- A linha de terminação deve ficar no mínimo a 1.0mm da proximal do dente vizinho; 
- Importante para a loja papilar, estética e processos técnicos; 
 
Tipos de término 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Importante: 
Durante nossos preparos, devemos sempre tomar 
cuidado para não invadir o ESPAÇO BIOLÓGICO 
 
 
 
 
 
 
 
Preparos Totais 
 
\u2022 Existem preparos totais e parciais; 
 - Os totais são quando todas as faces do dente são envolvidas no desgaste; 
 - E um preparo é considerado parcial caso qualquer porção de esmalte hígido seja \u201cpoupada\u201d do desgaste. 
\u2022 Para preparos parciais, usam-se retentores metálicos; 
 Enquanto que para preparos totais, usaremos coroas totais metálicas ou então peças com infraestrutura e recoberta com 
material cerâmico; 
\u2022 Os preparos são feitos para receber um retentor. Não são considerados peças unitárias pois sempre estarão anexados a outros 
elementos dentais (pônticos). 
 A realização de preenchimentos é rara na Prótese Fixa, o que é mais constante é a realização de núcleos metálicos fundidos 
(NMF). É necessário uma ancoragem metálica intrarradicular para dar firmeza, visto que existirão cargas grandes sobre o 
elemento, que servirá de pilar; 
Sucesso do tratamento protético: 
- Durabilidade da prótese; 
- Longevidade do remanescente; 
- Saúde pulpar e gengival; 
- Recuperação da função; 
- Satisfação do paciente; 
Preparo dental: princípios fundamentais 
-- Mecânicos; 
-- Biológicos; 
-- Estéticos; 
\u2022 Princípios mecânicos: 
- RETENÇÃO: resistência ao arranchamento no longo-eixo; 
- ESTABILIDADE: resistência ao arranchamento em qualquer outra direção que não a direção de inserção; 
- RESISÊNCIA: rigidez estrutural; 
- INTEGRIDADE MARGINAL: linha de término deve ser hermética, senão infiltra cárie; 
 
 
 
 
 
 
\u2022 Fatores que promovem boa retenção e estabilidade: altura + paralelismo do preparo; 
 - O certo seria nosso preparo possuir um paralelismo perfeito (de 0° entre as paredes), entretanto, como é preciso haver 
algum espaço para que o cimento escoe, então consagrou-se
Talita
Talita fez um comentário
Oiie, boa noite!! Poderia me enviar por email o resumo, por favor? É talitamiessam@gmail.com
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Talita
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Oiie, boa noite!! Poderia me enviar por email, por favor? É talitamiessam@gmail.com
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