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3. Processo, Pressupostos Processuais e Intervenção de Terceiros

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PROCESSO 
 
Direito ↔ Ação→ Processo 
Processo é o instrumento através do qual se exerce o direito de 
ação e aplica-se a jurisdição. 
Processo é diferente de Procedimento 
 
“Instrumento” “Rito” 
 
■ O processo é o instrumento estatal para resolver os conflitos. É no 
processo que encontramos as figuras inerentes a ele, tal como: o 
Juiz e as partes dessa relação (actum trium personarum). O Juiz 
exercendo o seu poder de jurisdição, o autor exercendo o seu 
direito de ação e o réu exercendo seu direito de ampla defesa e do 
contraditório e interesses. É com ele que se busca não só a 
satisfação de interesse particular, mas também o interesse público 
social, qual seja, a atuação direta da lei que enseja a composição 
de determinado conflito. 
■ Dentro do gênero chamado processo, encontramos um espaço 
mais restrito, que é onde se verifica o procedimento. Sua natureza é 
puramente teleológica, uma vez que busca a organização de 
cunho formal da relação processual. O procedimento (ou rito), é a 
forma que o processo será conduzido, podendo variar 
dependendo do conteúdo da relação processual. O cerne da 
questão é sobre adaptar os meios corretos para que se possa atingir 
a finalidade processual. Quanto ao processo, ele é o instrumento 
que está à disposição da sociedade para resolver os seus conflitos, 
tendo conteúdo de direito material. 
 
 
1) Relação jurídica Processual 
É a relação composta por autor, juiz, réu e em alguns casos um 3º 
(esse último depende da modalidade de intervenção no processo, 
somente se quando ingressar, adquirir personalidade de autor/réu). 
■ Autônoma: Não é igual à relação do direito material – tem 
pressupostos próprios. 
■ Trilateral 
■ Recíproca/triangular: Impõe deveres a todas as partes. 
■ Pública: A figura do Estado é presente. 
■ Dinâmica: Envolve uma sucessão de atos ligados com o objetivo 
de chegar ao provimento final. 
 
2) Tipos de Processo 
■ Conhecimento (arts. 513 a 537): Também chamado de 
“sincrético”, busca o reconhecimento jurisdicional da pretensão. O 
processo de conhecimento é onde se dá o acertamento, a 
declaração de direitos, pondo fim ao estado de dúvida jurídica 
capaz de prejudicar o direito material em litígio. É um processo 
caracterizado pela sentença de mérito onde o juiz afirma o direito 
às partes, apontando para quem tem razão em face do pedido 
jurisdicionado. Pelo CPC/2015, o processo de conhecimento inclui 
também a fase de execução e pode incluir a fase „cautelar‟ 
(chamada „tutela de urgência‟). 
■ Execução: Busca um resultado concreto/satisfativo. Já foi 
reconhecido o direito, e agora busca a concretização da 
pretensão. 
3) Tipos de Procedimento 
■ Procedimento comum (art. 318): É o aplicado em todos os casos, 
salvo os que a lei dispuser o contrário. Fases: 
→ Postulatória: onde as partes apresentam seus argumentos. 
→ Saneamento: fase onde o juiz fixa os pontos controvertidos e 
define as provas a serem produzidas. 
→ Instrutória: fase onde as provas são produzidas. 
→ Decisória: fase onde o juiz sentencia. 
→ Recursal: fase onde as partes recorrem. 
**→ Liquidação de sentença: somente em alguns casos, fase onde 
há o “cálculo do valor devido”. 
Obs: não há a fase de saneamento quando o juiz puder julgar o 
processo como está. Ex: Revelia, indeferimento por carência, provas 
só documentais (arts. 354 e seguintes). 
■ Procedimento Especial (artigos 539 a 771): Em alguns casos, o 
procedimento pode ser alterado para o Procedimento Especial, 
tanto em processos contenciosos (aqueles que visam a criação de 
uma sentença com efeitos condenatórios, constitutivos ou 
declaratórios) ou em processos voluntários (onde não há lide). 
 
 
4) Alteração de procedimento 
Em determinadas situações, o procedimento pode ser alterado: 
→ Por conveniência das partes (190 CPC) 
“Art. 190 Versando o processo sobre direitos que admitam 
autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular 
mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e 
convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres 
processuais, antes ou durante o processo.” 
→ Por decisão do juiz (artigos 139, VI e 373, §1º CPC) 
PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS 
■ São os requisitos essenciais para uma relação existente e válida. 
Pressupostos Positivos: São essenciais para a existência e validade 
da relação processual. São eles: 
 Presença do autor (via de regra na Pet. Ini) 
→ De existência Jurisdição 
 Presença do réu 
 
 Permitem o desenvolvimento regular do Proc. 
 Petição inicial apta (arts. 319 e 330 §1º) 
→ De validade Órgão competente e imparcial 
 Capacidade de ser parte e estar em juízo 
 
Pressupostos Negativos: Viciam a relação processual. 
 
 Litispendência 
→ De validade Coisa julgada 
 Preempção (art. 486, §3º) 
 
PERGUNTAS 
→ O que é processo sincrético? 
→ Diferencie processo de procedimento. 
→ Quais são os pressupostos de validade do processo? 
→ Explique as fases do processo de conhecimento 
 
PARTES 
■ Partes x legitimidade: A legitimidade de parte é uma das 
condições da ação, que possibilita o sujeito a ingressar em Juízo 
para postular ou defender algum direito. Sem a configuração dessa 
legitimidade, a parte não pode ingressar no processo, em nome 
próprio. 
■ Representação/ assistência: 
“Art. 71 O incapaz será representado ou assistido por seus pais, por tutor ou 
por curador, na forma da lei.” 
■ Sucessão processual: A sucessão processual é a substituição da 
parte, em razão da modificação da titularidade do direito material 
afirmado em juízo. É a troca da parte. Uma outra pessoa assume o 
lugar do litigante originário, fazendo-se parte na relação 
processual. Pode ser: causa mortis ou intervivos. 
■ Litisconsórcio: É um fenômeno processual caracterizado pela 
pluralidade de sujeitos, em um ou em ambos os polos de um 
processo judicial. As partes, quando em litisconsórcio, são 
denominadas litisconsortes. Podem ser: 
→ Ativo x Passivo: Ativo quando tem 2 ou mais autores, e passivo 
quando se tem 2 ou mais réus. 
→ Inicial x Superveniente: Inicial é aquele que se forma no 
momento da propositura da demanda, e superveniente é aquele 
que surge após o procedimento já ter se formado (ex: intervenção 
de 3º, sucessão, conexão ou continência) 
→ Facultativo x Obrigatório: Essa classificação leva em 
consideração se a formação do litisconsórcio será obrigatória ou 
não para que o processo possa seguir o seu curso normalmente. 
Quando a formação de litisconsórcio é obrigatória, sob pena de o 
processo não prosseguir, diz-se que há um litisconsórcio necessário 
(obrigatório). Quando é opcional, há um litisconsórcio facultativo. 
LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO (ARTIGO 113 CPC): 
 Art. 113 Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em 
conjunto, ativa ou passivamente, quando: 
I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações 
relativamente à lide; 
II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de 
pedir; 
III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de 
direito. 
§ 1o O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número 
de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na 
execução, quando este comprometer